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Mundo

Especialista em Islã questiona a atitude "estranha" da ONU diante do extermínio de cristãos

27/02/2015 - 10:25 am .- Desde a violenta entrada em Mosul (Iraque) no meio de 2014 que acarretou o êxodo de dezenas de milhares de cristãos e yazadis, a comunidade internacional foi testemunha dos crimes cometidos pelo Estado Islâmico (ISIS), que continua expandindo o seu califado no Oriente Médio e no norte da África, ante a passividade do Conselho de Segurança da ONU que não se decide a enviar uma força internacional para enfrentar estes extremistas.   Esta “atitude da ONU e de toda a comunidade internacional frente aos assassinatos e crimes do ISIS é péssima e muito estranha, como se não se importassem com os cristãos do Oriente”, declarou ao Grupo ACI o católico caldeu Raad Salam Naaman, catedrático universitário e doutor em Filologia Árabe e Estudos Islâmicos.     Raad Salam, que nasceu perto de Mosul e é refugiado político na Espanha desde 1991, pediu que não se chame de “Estado” a “este bando de assassinos e ladrões”. O ISIS, afirmou, é “fruto da chamada ‘Primavera Árabe’, um dos tantos erros do Ocidente, que apoiou estas revoltas e protestos realizados pelos radicais islâmicos vinculados aos Irmãos Muçulmanos para acabar com os governos dos ditadores leigos árabes”.   Como se recorda, em 2010 ocorreram sublevações populares que destituíram os ditadores da Tunísia (Ben Ali), Egito (Hosni Mubarak), Líbia (Muamar Gadafi) e do Iêmen (Ali Abdullah Saleh), mas que não conseguiu derrotar a Bashar Al-Assad na Síria.   Entretanto, isto desencadeou a guerra civil que já ocorre há cinco anos na Síria; o atual conflito na Líbia, onde há dois governos –um reconhecido internacionalmente e outro jihadista situado na capital Trípoli-; instabilidade política no Iêmen com uma forte presença da tropa xiita dos huties; e a constante ameaça dos Irmãos Muçulmanos de retomar o poder no Egito para impor a lei islâmica.   Além disso está a instabilidade política no Iraque, agravada pela retirada das tropas norte-americanas entre 2010 e 2011.   Este cenário foi aproveitado pelo grupo terrorista Al Qaeda, cuja facção no Iraque decidiu em 2010 se estender até a Síria e posteriormente separar-se do grupo fundado por Osama Bin Laden, criando o “Estado Islâmico do Iraque e Síria” (ISIS). Logo depois da tomada de Mosul em 2014, o líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou o califado nos territórios controlados em ambos os países.   Ao longo destes meses a imposição da Sharia, as perseguições de cristãos –com o assassinato de crianças, destruição de igrejas e escravização de mulheres-, e o avanço territorial, encorajou os grupos radicais de outros países a juntar-se ao ISIS, como Ansar al Sharia na Líbia, país onde foram decapitados os 21 cristãos coptos.   “Este bando ISIS é uma grande ameaça para a nossa civilização ocidental e é um perigo para o futuro dos nossos direitos humanos, para a liberdade e a democracia que a sociedade ocidental conseguiu depois de uma luta de séculos”, advertiu Raad Salam.   “Portanto –afirmou-, Ocidente deve corrigir os seus erros e acabar com este bando radical islâmico de assassinos. A atitude da ONU e de toda a comunidade internacional frente aos assassinatos e crimes do ISIS, é péssima e muito estranha, como se não se importassem com os cristãos do Oriente, não se importassem com a expansão e o crescimento deste bando”.   Nesse sentido, o perito católico coincidiu com o chamado do Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, que advertiu que o avanço do califado da Líbia exige “intervir logo, mas qualquer intervenção de tipo armado” deve ser feita sob o mandato da ONU.   “Bombardear os locais do ISIS não termina com este bando de criminosos, o que os EUA e a ONU têm que fazer é um chamado para formar uma coalizão, um exército, de todos os membros da ONU para atacar e acabar com o ISIS e seus seguidores, por terra e com um exército firme, é a única solução”, concluiu Raad Salam.   As declarações do perito chegam no contexto dos sequestros em massa dos cristãos no nordeste da Síria e que, segundo as últimas informações, superariam as 260 pessoas. Nesse sentido, teme-se que o ISIS realize uma execução em massa, tal como ocorreu faz umas semanas nas costas de Líbia.

“Nossa Senhora da Paz” é a primeira igreja católica no Sinai

26/02/2015 - 04:18 pm .- “Nossa Senhora da Paz” é o nome da primeira igreja católica no monte Sinai, no norte do Egito, e foi dedicada à Virgem Maria em 15 de fevereiro, o mesmo dia em que se divulgou a barbárie do Estado Islâmico (ISIS) que decapitou 21 coptos egípcios na costa da Líbia, dando assim novos mártires para o cristianismo.   Em declarações difundidas pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Bispo católico, Dom Makarios de Ismailia, explicou que “temos alguns locais de adoração no Sinai, mas estes são capelas ou mesmo apenas um cômodo em casas normais. A igreja de Nossa Senhora da Paz é o primeiro edifício adequado para uma igreja, que foi construído com o único propósito de adorar a Deus”.   O bispo recordou que o pedido de construção se apresentou em 2003 e em 2005 foi lançada a pedra fundamental. Entretanto, as obras avançaram muito lentamente porque no Egito a construção de uma igreja é uma questão política.   “Em um determinado ponto, depois que tudo havia ido por terra, fomos à esposa do então presidente Mubarak. Susanne Mubarak frequentou escola de freiras e nos ajudou. Depois disso, não havia nada que o governador pudesse opor-se”, indicou Dom Makarios.   “Madame Mubarak também deu o nome à Igreja. Nós, na verdade, queríamos ‘Maria Stella Maris’, Estrela do Mar, mas ela sugeriu ‘Nossa Senhora da Paz’ sua padroeira. Ficamos felizes em acolher”, acrescentou.   Por sua parte, o Pe. Bolos Garas, que desenvolve seu trabalho sacerdotal em Sharm desde 2010, recordou que quando chegou “não havia igreja, apenas as bases de uma adega. Então nós colocamos lonas e celebramos a missa. É por isso que é tão comovente finalmente ver a igreja concluída, e não só para mim. Um membro da nossa congregação, um italiano idoso, recentemente veio até mim e disse que ele poderia morrer em paz agora, porque ele tinha ouvido os sinos na torre”.   “Eu sou um padre católico copta. No entanto, existe um punhado de famílias coptas católicos aqui. A maioria dos nossos fiéis são turistas ou trabalhadores estrangeiros. Por esta razão, não só celebrar a missa de domingo de acordo com meus ritos, mas também de acordo com os ritos romanos, em italiano e em Inglês”, indicou.   A Missa de dedicação foi celebrada em rito copto e esteve presidida pelo Patriarca Ibrahim I Sidrak do Egito, quem vela pela vida espiritual de 200.000 pessoas. Na cerimônia participou também o governador da região, que destacou a importância de que os cristãos contem com um lugar de culto.   A construção da igreja foi apoiada financeiramente pela Fundação Pontifícia Internacional Ajuda à Igreja que Sofre. “Que Deus abençoe os benfeitores da AIS por sua generosidade. Católicos de todo o mundo sustentam a igreja que, por sua vez, serve católicos de todo o mundo como em um Corpo Místico de Cristo”, afirmou Dom Makarios.

Ex-Ministra do Iraque afirma: Há um genocídio de cristãos do qual ninguém fala

26/02/2015 - 03:53 pm .- "No Iraque está acontecendo um autêntico genocídio do qual ninguém quer falar e nenhuma instância internacional se ocupa", assim o denunciou Pascale Warda, ex-ministra iraquiana entre os anos 2004 e 2005.   Em roda de imprensa organizada pela organização internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e pela Fundação Promoção Social da Cultura (FPSC), Pascale Warda assegurou que "necessitamos ajuda internacional para lutar contra o Estado Islâmico. É diabólico. É um movimento internacional de terrorismo que necessita soluções autênticas internacionais".   Em sua opinião, o Estado Islâmico (EI) só quer "aniquilar" a presença cristã e toda minoria social e religiosa que se oponha aos seus princípios, quando a comunidade cristã no Iraque se remonta ao século I, muito antes da chegada do Islã. "Em Mosul pela primeira vez agora em 2.000 anos não se celebra a Eucaristia. É uma etapa histórica muito negra" para os caldeus.   "Os cristãos estão sendo massacrados e têm que buscar agora como restabelecer a sua existência em um país que é seu muito antes que dos outros. É muito difícil, são poucos e estão enfraquecidos", disse.   Neste sentido, Warda advertiu aos países ocidentais que se o Estado Islâmico "está agora localizado no Iraque, amanhã mesmo pode estar em seus próprios países" e, por isso, pediu colaboração à comunidade internacional para solucionar o problema.   Warda é uma das principais vozes contra a falta de liberdade religiosa no Iraque e, desde a irrupção do Estado Islâmico, documentou os abusos contra os Direitos Humanos que são cometidos em seu país.   É católica caldeia, fundadora da Sociedade Iraquiana pelos Direitos Humanos (SIDH), e Presidente da Organização Hammurabi de Direitos Humanos. Além disso, participou com a AIS no lançamento em Roma do Relatório sobre a Liberdade Religiosa 2014.   Para sustentar aos 120.000 cristãos iraquianos que se encontram refugiados no Curdistão, a Fundação pontifícia começou em dezembro do ano passado a maior campanha de seus 50 anos de presença na Espanha.   Em Bagdá, a Fundação Promoção Social da Cultura continua com a Campanha “Um grito de ânimo”, também para apoiar as famílias que fugiram do norte e estão refugiadas na capital.   Mais informação: www.fundacionfpsc.org/iraq

Igreja Ortodoxa reconhecerá oficialmente como mártires os 21 cristãos coptos decapitados na Líbia

26/02/2015 - 03:27 pm .- O Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa, Teodoro II, anunciou que os nomes dos 21 cristãos egípcios decapitados na Líbia pelo Estado Islâmico (ISIS), serão incluídos no Sinaxario, o equivalente oriental do martirológio romano.   Assim o informou no dia 20 de fevereiro o site Terrasanta.net, que é a revista dos Santos Lugares a serviço da Custódia da Terra Santa.   A publicação explicou que este procedimento “equivale à canonização na Igreja latina”. “O martírio destes 21 fiéis se comemorará no dia 8 de Amshir do calendário copto (em 15 de fevereiro do calendário gregoriano), que também é a festa da Apresentação de Jesus no Templo”, assinalou.   Em 15 de fevereiro, o Estado Islâmico difundiu um vídeo chamado “Uma mensagem assinada com sangue à nação da cruz”, na qual mostrou a execução dos 21 cristãos ortodoxos e onde ameaça tomar Roma, que é considerada por eles como a capital “dos cruzados”.   Pronunciaram o nome de Jesus   Dias depois do assassinato, o Bispo copto católico de Guiza (Egito), Dom Anba Antonios Aziz Mina, afirmou que estas novas vítimas do ISIS morreram como mártires, que “no momento de sua Bárbara execução, repetem: 'Senhor Jesus Cristo'”.   “O nome de Jesus foi a última palavra que saiu dos lábios dos mártires. Assim como na Paixão dos primeiros mártires, confiaram-se nas mãos daquele que logo depois ia recebe-los. E assim celebraram a sua vitória, a vitória que nenhum assassino poderá tirar-lhes. Esse nome sussurrado no último momento é como o selo de seu martírio”, assinalou Dom Aziz.   O Papa Francisco, assim que soube deste acontecimento, expressou a sua dor pela morte dos 21 coptos que “foram assassinados pelo único motivo de serem cristãos”.     “O sangue dos nossos irmãos cristãos é um testemunho que grita. Sejam católicos, ortodoxos, coptos, luteranos, não interessa: são cristãos. E o sangue é o mesmo, o sangue confessa a Cristo”, expressou Francisco em 16 de fevereiro.   O Santo Padre, que continua com o trabalho iniciado por seus predecessores para conseguir a unidade dos cristãos, assinalou que nos últimos tempos está acontecendo “o ecumenismo do sangue”, pois “os mártires são de todos os cristãos”.  

Estado Islâmico sequestra 260 cristãos, queima igrejas e destrói cruzes na Síria

26/02/2015 - 02:51 pm .- O avanço do Estado Islâmico (ISIS) no nordeste da Síria continua afetando as vilas cristãs que se encontram nas margens do rio Khabur, na região de Hassakeh, onde os jihadistas mantêm cerca de 260 pessoas como reféns, enquanto queimam igrejas e profanam as cruzes.   CNN informou nesta quinta-feira que “o grupo extremista sunita tem 262 assírios aprisionados”, conforme assinalou Osama Edward, fundador da Rede de Direitos humanos Assíria, que foi quem advertiu que os jihadistas “continuam tomando mais e mais vilas assírias”.     Nas duas margens do rio Khabur se encontram 35 vilas povoadas principalmente por cristãos, das quais até o momento dez caíram nas mãos do ISIS.   A primeira invasão ocorreu na madrugada da segunda-feira, quando o ISIS atacou os dois primeiros povoados e capturou 90 cristãos. Até quarta-feira os reféns aumentaram para 150 e ontem já foi denunciado que o Estado Islâmico tem 262 pessoas, entre homens, mulheres, idosos e crianças. Desde que começou o ataque, milhares de famílias que viviam ao lado leste do rio começaram a deixar as suas casas para não serem capturadas.   Edward mora na Suécia, mas tem família na área atacada pelos extremistas e indicou que a informação foi dada pela equipe da Rede de Direitos Humanos Assíria que se encontra na zona.   O representante da rede de direitos humanos disse temer que os reféns assírios sejam decapitados, tal como aconteceu com os 21 cristãos coptos na Líbia.   Cruzes e igrejas queimadas   Por sua parte, o casal cristão Sharlet e Romel David, disse da Califórnia (Estados Unidos) que segundo as informações de sua família na Síria, a entrada do ISIS “é como um mar de uniformes pretos marchando pelas vilas, queimando as igrejas, profanando as cruzes e causando estragos”.   Romel David acha que doze de seus familiares estão entre os sequestrados. “Rezamos, rezamos todo o tempo”, expressou à CNN.   Por sua parte, Sharlet disse que seu irmão de 59 anos tinha deixado seu trabalho nos Estados Unidos faz dois anos para ir à Síria e trazer a sua família, mas pelo visto está agora como refém do ISIS. “Só quero que estejam a salvo”, disse Sharlet.   O Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR por suas siglas em inglês), informou que os jihadistas levaram os reféns à montanha de Abd al-Aziz, ao sudoeste de Tal Tamir. Além disso, fontes assírias disseram ao observatório que através de mediadores das tribos árabes estão sendo realizadas negociações para libertar os sequestrados.   O SOHR também indicou que aviões da coalizão e seus aliados árabes lançaram ataques em Tal Tamer, na província de Hassakeh, contra posições do Estado Islâmico.

Nove de cada dez pais estão presentes no parto de seus filhos na Itália

25/02/2015 - 03:32 pm .- Nove de cada dez pais de família estão presentes no nascimento de seus filhos na Itália, conforme assinala um relatório do Ministério da Saúde que explica algumas das cifras relacionadas à natalidade em um país onde as pessoas têm cada vez menos filhos.     Conforme indica o Décimo Relatório do Ministério da Saúde sobre os nascimentos na Itália, baseado nas cifras de 2011 analisadas pelo Escritório de Estatística, 90,6 por cento dos pais está no nascimento de seus filhos, em 8,15 por cento dos casos acompanha um familiar distinto e em 1,26 por cento outra pessoa de confiança.   O relatório também assinala que em geral, as italianas escolhem dar à luz em hospitais públicos em 88 por cento dos casos, enquanto os centros de saúde privado acolhem a 11,9 por cento de grávidas.   Em total, quase 20 por cento dos partos são de mães não italianas. A idade média para as italianas que dão à luz é de 32,6 anos e a média para as não italianas é de 29,4.   A taxa de mortalidade, assinala a agência Ansa, em 2011 foi de 3,01 por cada mil nascidos vivos.   Outro dado que mostra o relatório é que somente 1,43 por cento das gravidezes são resultado da fecundação artificial.   Um país que está “morrendo”   A taxa de nascimentos na Itália tem caído aos seus níveis mais baixos desde a fundação do estado atual em 1861. O número de nascimentos por cada mil pessoas é agora de 8,4; muito diferente dos 38,3 que era o número há 150 anos.   No ano passado, indicam as cifras, nasceram 509 mil crianças, 5 mil a menos que em 2013.   Com relação a este fato, a Ministra da Saúde da Itália, Beatrice Lorenzin, assinalou que “estamos em uma situação na qual as pessoas que morrem não estão sendo substituídas por recém-nascidos”.   Lorenzin precisou que “isso significa que somos um país que está morrendo. Esta situação tem enormes implicâncias para todos os setores: a economia, a sociedade, a saúde, as pensões, só para dar alguns exemplos”.   Os imigrantes, que atualmente chegam a cinco milhões em uma população total de 60 milhões, também estão tendo menos filhos. A média baixou a 1,9 crianças por mulher, a mais baixa dos últimos cinco anos.

Estado Islâmico mata dois cristãos sequestrados e o número de reféns aumenta na Síria

25/02/2015 - 03:29 pm .- Organizações de direitos humanos alertaram que o Estado Islâmico (ISIS) continua avançando no nordeste de Síria e teria capturado mais vilas cristãs, aumentando para 150 o número de pessoas sequestradas –das quais duas já foram assassinadas–, e provocando a fuga de milhares de famílias. Além disso, os extremistas preparam um vídeo com os reféns dirigido a Barack Obama e a outros presidentes da coalizão internacional.   “Hoje mataram a tiros dois dos sequestrados em Tal Hurmuz, um deles meu cunhado, de 65 anos”, expressou à agência EFE Abdel Abdel, um engenheiro que faz cinco meses está refugiado em Beirute (Líbano) com a sua mulher e seus dois filhos e de onde mantém contato com os seus familiares que permaneceram em Al Hassakeh (Síria). Por sua parte, o presidente do Movimento Patriótico da Assíria, Ashur Girwargis, disse também à EFE que os jihadistas separaram as mulheres e as crianças dos homens, que foram levados a Yabal Abdelazi, onde o ISIS tem um quartel.   Os militantes teriam assaltado as vilas no oeste do rio Khabur, sequestrando 70 pessoas de Tal Shamiran; outras 15 –entre elas três crianças– em Tal Hurmuz; 12 em Tal Goran e outras 40 em Tal Yazira, enquanto as vilas na margem leste do rio foram evacuadas e milhares de famílias cristãs assírias e caldeias fugiram aos principais centros de Hassakè, Qamishli, Dirbesiye e Ras al-Ayn.   Nesse sentido, a Rede de Direitos humanos Assíria assinalou que os reféns seriam agora 150 –até ontem se sabia de 90 cristãos sequestrados–, e os jihadistas estariam por difundir um vídeo dirigido ao presidente Barack Obama e outros líderes da coalizão que enfrenta o ISIS, no qual ameaça assassinar os reféns.   Faz um mês os combatentes cristãos capturaram seis membros do Estado Islâmico, por isso o sequestro destas 150 pessoas seria um ato de vingança. Mas para o Arcebispo siro-católico, Dom Jacques Behnsn Hindo, a nova ofensiva dos jihadistas na região do rio Khabur se deve a sua necessidade de encontrar novos espaços e vias de escape, compensando assim a perda de Kobane e de zonas vizinhas a Raqqa –capital do califado–, às mãos dos pershmerga.   O alerta pelo destino dos cristãos assírios sequestrados também foi lançado pela Liga Síria pelos Direitos humanos, que pede “uma intervenção imediata” para libertar estas pessoas.   Nesse sentido, esta organização atribuiu à comunidade internacional “a responsabilidade pela deterioração da segurança na Síria”, devido a que não interveio no momento oportuno para proteger os civis, sobretudo, depois das infiltrações no conflito interno sírio de forças extremistas.  

Patriarca Copto Católico do Egito: “Por trás do Estado Islâmico há interesses políticos e econômicos”

25/02/2015 - 03:12 pm .- A perseguição aos cristãos se encontra em uma de suas piores épocas e se assemelha ao que aconteceu com os mártires durante os primeiros séculos da Igreja.   O Patriarca Copto Católico de Alexandria (Egito) Ibrahim Isaac Sidrak, conversou com o Grupo ACI sobre o terrível assassinato de 21 cristãos coptos egípcios na Líbia às mãos do autodenominado Estado Islâmico e sobre a situação de instabilidade que se vive em todo o Oriente Médio.   “Eu nunca lhes chamo ISIS porque sou egípcio e para nós esse é um nome bonito (é o nome grego de uma deusa da mitologia egípcia), chamamo-los terroristas”, explica logo no início da entrevista.   Sobre sua origem e desenvolvimento, afirma que “este grupo terrorista não está sozinho” mas “faz pensar em muitos outros, não só indivíduos, não só grupos, mas também, infelizmente, governos que estão por trás”. “Têm seus próprios interesses políticos, econômicos...”. E se pergunta: “Desde quando começamos a escutar falar deles? Faz dois ou três anos? Onde estavam antes? Foi criado por quem? Quem lhes apoia agora? Quem lhes dá dinheiro? E armas?”.   Em relação ao assassinato dos 21 homens, explica que “os cristãos, falando sempre do Egito e dos coptos, foram um instrumento de negociação. São a parte frágil”.   Esta é a razão pela qual “são usados como instrumento, para criar desordem no Egito, para criar uma guerra civil... mas não são vistos só como cristãos. Este grupo não tem nada para fazer com o mundo muçulmano simples”, disse o Patriarca.   A isto adicionou que “o mundo muçulmano que nós conhecemos no Egito está formado por pessoas simples que querem viver em paz, com todos”.   De novo em alusão aos sanguinários terroristas afirma que “são pagos por alguém e fazem o que outros pedem que façam”.   Mas o Patriarca lança também uma advertência: “infelizmente, há muito tempo atrás dissemos para a América e a Europa: 'Estejam atentos, porque um dia chegarão até vocês', mas ninguém acreditava. Agora vemos o que aconteceu em Paris e ameaçam a todo mundo”.   “Não se pode deter estes terroristas se a América ou Europa não deixam estes planos egoístas”, adverte. Para ele, “só buscam o comércio de armas e colocar a mão no petróleo... Se não fizermos que estes deixem de ser o objetivo essencial, se não olharmos para a pessoa humana, infelizmente isto continuará”.   Sobre a atual situação do Iraque, assinala que “antes da guerra havia problemas, mas não tão graves como agora. Agora todo Oriente Médio está destruído. Isto é o resultado do egoísmo mundial”.   “Não sei o que o Estado Egípcio fará a partir de agora, realizaram alguns ataques, mas isto ao final é algo momentâneo. Não queremos entrar em uma guerra, provamos a guerra e ninguém ganha, todos perdem”, diz cortante.   “A guerra é um ato diabólico. Assassinar as pessoas, destruir a vida é ir contra a humanidade”, assegura ao ser perguntado pela resposta do Egito depois do assassinato dos cristãos.   Precisamente, em alusão ao terrível atentado, assegura que “o medo não resolve nada”.   “Estes pobres egípcios que foram assassinados eram jovens simples, jovens de cultura média que tinham uma fé muito forte. Eu aprendi com eles e não eles comigo”.   E por sua vez faz uma revelação: “não vi, porque não quero, o vídeo de sua execução, mas imagino que estes jovens verdadeiramente se apresentaram com fé. Isso me dá mais coragem”.   “São um exemplo do qual devemos aprender e imitar”, diz acrescentando depois: “Estamos voltando aos primeiros tempos dos mártires”.   De fato, “o calendário da Igreja no Egito se chama o 'calendário dos mártires'. No século III, quando foi assassinado um número grande de cristãos, cerca do ano 280, criamos o calendário copto”.   “Eu digo que os cristãos não devem ter medo porque o medo bloqueia a mente. Devemos pensar bem e fazer o bem para todos. Criar e educar uma nova geração que ame a vida. Também por exemplo no que se refere aos filmes, aos vídeos e aos jogos de caráter violento, que criam uma psicologia doentia”.

Dioceses francesas declaram Ano Jubilar pelos 200 anos da ordenação sacerdotal de São João Maria Vianney

25/02/2015 - 02:48 pm .- Os bispos das dioceses francesas de Lyon, Grenoble e Belley-Ars, estabeleceram a celebração de um Ano Jubilar em 2015 para a comemoração dos 200 anos da ordenação sacerdotal de São João Maria Vianney, mais conhecido como o Cura d’Ars.   Esta celebração acontece em meio a um período turbulento para a diocese de Belley-Ars pois o bispo teve que tomar a grave decisão de retirar o Santíssimo de todas as igrejas e capelas da região para proteger a Eucaristia, sempre muito querida pelo Cura d’Ars.   São João Maria Vianney foi ordenado sacerdote em 13 de agosto de 1815 no Grande Seminário de Grenoble, por este motivo os bispos dispuseram a realização do Ano Jubilar a partir de 8 de fevereiro até 8 de dezembro deste ano.   Sobre este aniversário, o Bispo de Belley-Ars, Dom Pascal Roland, assinala que “valorizar este aniversário de 200 anos não é um pretexto para fazer festa. (…) Não buscamos ceder a um espírito nostálgico, é tomar consciência de que Deus intervém na nossa história e recordar que Deus continua cuidando de nós, tanto hoje como ontem”.   “Faz 200 anos, a vila de Ars, como o resto do nosso país (França), conhecia a pobreza espiritual, a miséria moral e social. O ateísmo militante e a violência revolucionária tinham impregnado o país e assistíamos a um adormecimento da vida cristã. Nesse contexto, o Senhor enviou para o seu povo um bom pastor que revelou o amor de Deus e ao próximo”.     O Prelado afirma que Deus “deu um bom pastor que mostrou a misericórdia de Deus aos seus paroquianos e difundiu este amor no coração de todos”.   Depois de ressaltar que com o Cura d’Ars Deus mostra que sempre é fiel a suas promessas e a sua aliança, o Bispo assinala que este Ano Jubilar também deve servir para ajudar a apoiar os sacerdotes e para promover as vocações ao sacerdócio: “não esqueçamos que João Maria Vianney aprendeu a amar a Deus e ao próximo na família que é o berço das vocações!”   Sua vida   São João Maria Vianney é conhecido como o Cura d’Ars por causa do nome do povoado no qual serviu durante 41 anos. Foi um grande confessor, tinha o dom da profecia, recebia ataques físicos do demônio e viveu entregue à mortificação e à oração. É o padroeiro dos párocos.   Seu grande amor pela salvação das almas o levava a passar cerca de 11 horas no confessionário onde arrancou muitas almas do demônio que furioso o atacou, inclusive fisicamente, durante 35 anos.   Em fevereiro de 1818 o transferiram para Ars. O Vigário Geral lhe disse: "não há muito amor nessa paróquia, você lhe infundirá um pouco". Quando chegou ao lugar disse uma profecia, "a paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui".   Como era um povoado muito atraído pelo mundano, quando saía para rezar pelos prados falava com os camponeses sobre as colheitas, o tempo, suas famílias. Preocupava-se com os pobres e vivia intensamente a virtude da humildade.   Era muito desapegado das coisas materiais, dormia no chão do seu quarto porque deu a cama de presente, comia somente batatas e de vez em quando um ovo cozido.   Sempre dizia que “o demônio não tem tanto medo da disciplina; mas teme realmente à redução de comida, bebida e sono".   Uma vez o demônio tremeu a sua casa por 15 minutos, em outra ocasião quis tira-lo da Missa e incendiou a sua cama, mas o santo mandou outras pessoas apagarem o fogo e não deixou o altar. O demônio fazia muito barulho para não deixá-lo dormir e também lhe gritava da janela: "Vianney, Vianney come batatas".   Uma das sequelas da Revolução Francesa –que foi marcadamente anticatólica– foi a ignorância religiosa. Para tentar remediá-la passava noites inteiras na pequena sacristia de sua paróquia escrevendo e tentando memorizar os seus sermões. Não tinha boa memória e tinha muita dificuldade de lembrar o que escrevia.   Ensinava o Catecismo às crianças e lutou para que as pessoas não trabalhassem ou estivessem em bares aos domingos.   Sua popularidade foi crescendo e eram milhares as pessoas de todas as partes que chegavam para confessar-se com ele. Confessou mais de 100 mil pessoas no último ano de sua vida.   Concederam ao povo a permissão de construir uma Igreja, o que garantiria a permanência do santo. Seu doce amor pela Virgem Maria levou a que consagre a sua Paróquia à Mãe de Deus. Até agora, a imagem de Nossa Senhora que ele colocou na entrada continua no mesmo local.   Na madrugada do sábado, 4 de Agosto de 1859, o Cura d’Ars partiu para a Casa do Pai. Seu corpo permanece incorrupto na igreja de Ars.   Em 8 de Janeiro de 1905, O Papa Pio X o Beatificou e na festa de Pentecostes em 31 de maio de 1925, O Papa Pio XI o declarou Santo.    

Comunhão para divorciados em nova união? Bispos africanos têm outras preocupações, afirma Cardeal Napier

24/02/2015 - 03:52 pm .- Um importante Cardeal africano indicou que os bispos do continente querem que o próximo sínodo no Vaticano se enfoque em fortalecer a Igreja com boas famílias, em lugar de desviar-se em outros temas tais como o debate sobre a possibilidade de dar a Comunhão aos divorciados em nova união.   O Arcebispo de Durban (África do Sul), Cardeal Wilfrid Napier, esteve em Roma recentemente para uma reunião dos bispos africanos, conhecida como Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), com o Papa Francisco.   Em meados de fevereiro, o Cardeal Napier disse ao Grupo ACI que se reuniu com um grupo de cardeais para discutir os temas que apresentariam em outubro, no Sínodo sobre a Família que será realizado em Roma.   “E o primeiro que dissemos foi que temos que enfatizar que temos bons matrimônios, temos boas famílias; primeiro e principalmente sejamos positivos”, disse.   Em segundo lugar, continuou, “como podemos assegurar que a próxima geração também tenha boas famílias e bons matrimônios? Por isso a preparação e o acompanhamento são duas coisas nas quais realmente temos que nos concentrar”.   O Cardeal Napier enfatizou que as boas famílias e a preparação das boas famílias no futuro, eram a sua resposta à pergunta sobre a suposta abertura de um bispo africano a admitir a Comunhão aos divorciados em nova união.   John Allen do site Crux escreveu em 11 de fevereiro que o Arcebispo de Accra (Gana), Dom Gabriel Palmer-Buckle, disse que “está aberto a permitir que os católicos divorciados e civilmente casados novamente recebam a Comunhão, desmentindo impressões de uma posição africana uniformemente hostil à mudança nestes temas”.   Allen não citou Dom Palmer-Buckle, mas escreveu que o Prelado diz que está disposto a “votar sim” sobre “a proposta de Kasper”.   O Cardeal alemão Walter Kasper foi quem sugeriu que a Comunhão possa ser entregue, em certos casos, àqueles divorciados em nova união, sem precisarem de um decreto de nulidade de seu primeiro matrimônio.   Depois de discutir a necessidade de fortalecer as famílias agora e no futuro, o Cardeal Napier se referiu aos comentários do Arcebispo de Gana.   “Um dos cardeais teve a ideia de telefonar para o homem em questão (Dom Palmer-Buckle) e ele disse ‘olha, estava falando de forma muito geral, é verdade que isso surgiu e a minha resposta foi (que) em casos como este, temos que olhar caso por caso, não se pode fazer uma declaração geral de que se pode dar a Comunhão às pessoas que estão (divorciadas e) em nova união”.   O Cardeal Napier indicou que embora saiba que este tema “sairá de novo, gostaríamos, como grupo de líderes da Igreja na África, não ser desviados em temas, problemas, sem primeiro olhar para as coisas boas que temos e como podemos fortalecer a Igreja através de bons casamentos e boas famílias”.   Dom Palmer-Buckle foi eleito pela Conferência Episcopal de Gana como seu delegado no Sínodo da Família de 2015.   Essa mesma conferência episcopal adotou em 15 de novembro de 2014, ao concluir a sua assembleia plenária, um comunicado que destaca “o perene e imutável ensinamento da Igreja sobre a família”, e que “Deus determinou que o matrimônio seja indissolúvel como Jesus afirmou, ‘o que Deus uniu, que o homem não separe’”.   No mesmo comunicado, os Bispos da Gana, entre eles Dom Palmer Buckle, assinalaram que “a Igreja também continuará ensinando que o divórcio de um cônjuge vivo e fiel não está permitido pela Igreja porque separa o que Deus uniu”.   A Igreja, indicaram os Bispos “sofre com aqueles que não são admitidos à Comunhão devido a seu status marital, e continuará caminhando com eles na fé para animá-los a não caírem na desesperança”.   Consultado sobre a preparação dos bispos africanos para o próximo Sínodo, o Cardeal Napier disse que as conferências episcopais já examinaram um questionário preparado para o Sínodo dos Bispos.   “Seguindo meu conselho, os bispos decidiram que simplificariam o questionário e o enfocariam em cinco áreas que sairão no documento final”.   A primeira destas áreas, disse, “é a questão chave da preparação e acompanhamento do matrimônio”.   Referindo-se à exortação apostólica “Familiaris consortio” de São João Paulo II, depois da conclusão do Sínodo da Família de 1980, o Cardeal Napier disse que “não só estamos falando sobre a preparação para o dia do casamento mas, sobretudo, sobre o programa de catequese do tempo da Crisma até o matrimônio”.   “E acompanhamento então pelos primeiros quatro ou cinco anos: tendo casais na paróquia acompanhando os casais de recém-casados”.   A segunda área de perguntas que os bispos africanos farão envolve o ministério “quando um matrimônio se rompe”, e a terceira preocupação é a coabitação, indicou o Cardeal.   “Muitos casais estão vivendo juntos antes do casamento. O que está fazendo com que eles ajam assim? Que diferença faz para eles casar-se? Todo este tipo de perguntas, temos que encontrar qual é a causa disto”.   A quarta área, indicou, é “a questão de quando um matrimônio se rompe, quão acessíveis são os tribunais para investigar esse matrimônio, e declará-lo nulo e sem efeito se esse fosse o caso?”   A quinta área “são as situações extraordinárias que algumas famílias têm que viver” tais como pais solteiros e lares sustentados pelos filhos.   O Cardeal Napier também destacou que é “absolutamente” importante que os fiéis rezem pelo Sínodo e pelos bispos que participarão dele.   “Acho que para este Sínodo, especialmente porque é sobre uma coisa tão vital como a família e o matrimônio, necessitamos de muitas orações” disse, e destacou que a Adoração Eucarística “é uma das melhores, acredito”.  

Sacerdote Jesuíta libertado no Afeganistão após oito meses de cativeiro

24/02/2015 - 03:37 pm .- Após viver oito meses sequestrado no Afeganistão, o jesuíta indiano Pe. Alexis Premkumar Antonysamy chegou neste fim de semana a Nova Deli (Índia) onde trabalhava para uma organização não-governamental.   O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assegurou no Twitter que falou com o sacerdote e com a sua família, em uma mensagem na qual se mostrou "emocionado" pela volta do presbítero.   O sacerdote foi capturado no dia 2 de junho de 2014 na província de Herat, no oeste do Afeganistão, quando desenvolvia trabalhos educativos para o Serviço Jesuíta para os Refugiados.   O governo da Índia trabalhou por sua libertação, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Syed Akbaruddin, em uma nota na qual não foram dados detalhes sobre a libertação.   O porta-voz expressou o agradecimento "a todos aqueles que trabalharam incansavelmente durante os últimos oito meses para ajudar nesta tarefa humanitária de assegurar a liberdade” do sacerdote.   O Pe. Alexis Premkumar Antonysamy, de 47 anos de idade, estava cerca de 3 anos no Afeganistão, dirigia um centro educativo beneficente e foi sequestrado por um grupo armado quando visitava uma escola acompanhado de um professor, segundo a agência indiana IANS.   Em agosto do ano passado, três engenheiros indianos sequestrados pelos talibãs foram libertados na província de Logar, no leste do Afeganistão, depois de uma operação militar.   Afeganistão atravessa uma etapa de ressurgimento da violência depois da retirada, no final de 2014 da missão ISAF da OTAN, substituída pela operação Apoio Decidido, que mantém entre 3.000 e 4.000 soldados aliados em tarefas de formação do Exército afegão junto a 10.800 militares dos Estados Unidos em missão "antiterrorista".  

Sete fatos interessantes sobre o primeiro Doutor da Igreja nomeado pelo Papa Francisco

24/02/2015 - 02:55 pm .- Nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a Santa Sé informou que o Papa Francisco aprovou a sentença para declarar São Gregório de Narek como Doutor da Igreja.   A Igreja Católica atribui oficialmente o título de doutor da Igreja àquelas pessoas que têm uma autoridade teológica e doutrinal, em razão da certeza de seus pensamentos, da santidade de suas vidas e da relevância de suas obras.   1. São Gregório viveu de 951 a 1003. Nasceu na Armênia, seu pai foi um Arcebispo (dado que nas Igrejas do Oriente existe a possibilidade do sacerdócio de homens casados). Sua prima Anania de Narek, fundadora de um mosteiro local e de uma escola, foi como uma mãe para ele e o educou.   2. Foi monge e sacerdote. Ingressou em um mosteiro chamado Narekavank quando ainda era bastante jovem. Foi ordenado sacerdote com 25 anos. O lugar foi uma importante escola medieval na Armênia e foi destruído durante o Genocídio dos armênios em 1915, para ser substituído por uma mesquita.   3. Escreveu uma grande variedade de livros como tratados de teologia, cantos, melodias, cartas e orações.   4. Sua obra mais famosa é o Livro das Lamentações, hoje traduzido em diversos idiomas. Deixou como testamento espiritual um livro composto por 95 orações chamado “Falando com Deus das profundidades do coração”.    5. Suas orações ainda são usadas na liturgia divina do rito armênio. Por exemplo, assim que sobe para o altar, o sacerdote recita em voz baixa a oração 33 do livro das lamentações.   6. É conhecido como “o anjo guardião de forma humana”. Muitos milagres estão associados a sua intercessão.   7. Sua festa se celebra em 13 de outubro. É venerado na Igreja Católica e na Igreja Armênia Apostólica, assim como na ortodoxa.  

Estado Islâmico queima uma igreja católica e sequestra 90 cristãos na Síria

24/02/2015 - 02:37 pm .- O Observatório sírio para os direitos humanos denunciou que o Estado Islâmico (ISIS), queimou uma das igrejas mais antigas do país e sequestrou 90 cristãos após assaltar duas vilas na província de Hassakeh, no nordeste do país.   Conforme confirmaram o semanário Newsweek e a agência síria Sana, o ISIS incendiou a igreja católica de Tal Hermez e exigiu que os peshmerga libertem os jihadistas que estavam presos, caso não atendam ao pedido, matarão todos os reféns.   O ataque começou às primeiras horas da segunda-feira com a invasão de um vilarejo que fica perto de Tell Tamer, na área de Al-Hasakah, onde vive uma minoria assíria-caldeia-siríaca. As mulheres e as crianças foram reunidas em uma zona da vila enquanto os homens foram levados às montanhas de Abd al-Aziz.   Por sua parte, o Bispo Mar Aprem Athnie advertiu que o ISIS avança rapidamente pela região, colocando em risco a vida dos cristãos que vivem nos 35 vilarejos da zona.   Os extremistas muçulmanos teriam escolhido atacar a região de Khabour depois de serem derrotados em Kobane pelo Partido Curdo PYD.   A batalha de Khabour começou às 4:00 a.m. e em pouco tempo tomaram os dois primeiros vilarejos, sequestrando 90 cristãos.   “Felizmente cerca de 600 famílias conseguiram fugir para Qamishly”, assinalou por sua parte o Arquimandrita Emanuel Youkhana, do Programa de Ajuda Cristã “Nohadra-Iraque”.   Entretanto, “estamos preocupados com o destino dos sequestrados. Conhecemos bem os métodos bárbaros do ISIS”, indicou o Arquimandrita, que expressou seu desejo de que os 90 cristãos sejam libertados o mais rápido possível.

Envie as tuas intenções de oração para que as crianças do Iraque ofereçam a Via Sacra por elas

21/02/2015 - 09:24 am .- Apesar de terem sido obrigadas a abandonarem as suas casas por causa da perseguição do Estado Islâmico, as crianças refugiadas em Bagdá (Iraque) pedem que as pessoas de todo o mundo lhes enviem as suas intenções pessoais para que possam rezar por elas na Via Sacra e na Santa Missa das sextas-feiras de Quaresma.

Abençoada a pedra fundamental do centro juvenil “Papa Francisco” na Palestina

20/02/2015 - 02:00 pm .- O Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, abençoou em 17 de fevereiro na cidade de Belém, Palestina, a pedra fundamental do Centro “Papa Francisco”, que será utilizado para a acolhida dos jovens que viajam para a Terra Santa.   Conforme informou o jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano, a estrutura será construída em Beit Jala, a um quilômetro e meio da Basílica da Natividade.   O projeto contempla a reforma de uma construção histórica chamada “Casa para estudantes Santa Teresa” e a construção de uma ala adjacente de três andares, que servirá para desenvolver um centro de acolhida juvenil que garanta um espaço de atividades e reuniões.   Além de 56 quartos para os jovens peregrinos, está prevista a construção de uma capela, um refeitório, uma sala de reuniões e espaços externos.   Em sua visita a Belém no dia 25 de maio de 2014, o Papa Francisco animou também a construção do Centro Internacional para a Família em Nazaré, lugar originário da Sagrada Família com o objetivo de ser um lar espiritual para que pais e filhos aprendam a arte de dar a vida por amor.

Guarda Suíça: Estamos preparados para defender o Papa Francisco do Estado Islâmico

20/02/2015 - 10:24 am .- Christoph Graf tem 54 anos, é casado e tem dois filhos. É o novo comandante da Guarda Suíça Pontifícia, que tradicionalmente protege o Santo Padre, e afirma que diante da possível ameaça dos terroristas do Estado Islâmico “estamos preparados para intervir”.   Em uma entrevista concedida ao jornal italiano Il Giornale e publicada em 18 de fevereiro, Graf explica que diante das recentes ameaças dos extremistas muçulmanos no Oriente Médio, que assinalaram que agora querem “ir a Roma”, “pedimos aos guardas que estejam mais atentos, observem bem a movimentação das pessoas. Não podemos fazer mais”.   “O que aconteceu em Paris pode acontecer aqui e não se pode prevenir sem um serviço de inteligência que tenha informação precisa”. “Estamos preparados para intervir. Nossa tarefa é a segurança e estamos bem organizados como os guardas. Estamos preparados se acontecer alguma coisa”, explica Graf.   Sobre a sua designação, o comandante da Guarda Suíça afirma que “o Papa me perguntou se estava disponível e poderia ter dito que não. Mas acho que esta é uma missão e respondi que ‘sim’, porque vejo um projeto do Senhor. Sei que há várias cruzes para carregar (risadas), mas confio na ajuda de Deus”.   Ao ser perguntado sobre se o Santo Padre tem medo de alguma coisa, o comandante da Guarda Suíça afirma que “acho que o Papa não tem medo de nada. É só olhar o que ele faz, ama a proximidade com as pessoas. Pode acontecer qualquer coisa, mas se vê que não tem medo”.   Graf indica também que “nos espera um futuro no qual será difícil encontrar guardas suíços e isso depende também da situação da Igreja e da fé, além disso, depende do assunto da (baixa) natalidade”.   “Meu sonho –ressaltou– é ter guardas à disposição na Suíça, jovens que tenham a vontade de vir aqui para servir o Papa”.   A Guarda Suíça Pontifícia foi estabelecida pelo Papa Julho II em 1506, para a sua proteção pessoal.   O batismo de fogo do Corpo ocorreu em 6 de maio de 1527, durante o saque de Roma. Nesse dia, 147 dos 189 guardas morreram lutando contra as tropas do Imperador Carlos V para permitir ao Papa Clemente escapar, escoltado pelos guardas suíços restantes.   Em memória desse dia, os guardas juram todos os anos defender ao Romano Pontífice até dar a sua própria vida.

Hoje a Igreja celebra a Festa dos Beatos Francisco e Jacinta, videntes de Nossa Senhora de Fátima

20/02/2015 - 09:47 am .- "Contemplar como Francisco e amar como Jacinta", foi o lema com o qual os dois pastorinhos de Fátima foram beatificados por São João Paulo II e cuja memória se celebra em 20 de fevereiro. Saiba o que aconteceu com eles depois das aparições, por quem ofereceram os seus sofrimentos e os seus últimos conselhos.    "Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, pois muitas almas vão para o inferno porque não há quem reze e faça sacrifícios por elas", foi o pedido da Virgem de Fátima para Francisco, Jacinta e Lúcia.   Francisco nasceu em 1908 e Jacinta, dois anos depois. Desde pequenos aprenderam a cuidar-se das más companhias e por isso preferiam estar com a sua prima Lúcia que costumava conversar com eles sobre Jesus. Os três cuidavam das ovelhas, brincavam e rezavam juntos.   Do dia 13 de maio a 13 de outubro de 1917 a Virgem lhes apareceu em várias ocasiões na Cova de Iria (Portugal). Durante estes acontecimentos, suportaram com coragem as calúnias, injúrias, más interpretações, perseguições e a prisão. Eles diziam: “Se nos matarem, não importa; vamos para o céu”.   Depois das aparições, Jacinta e Francisco continuaram com a sua vida normal. Lúcia foi à escola, atendendo assim ao pedido de Nossa Senhora e era acompanhada por Jacinta e Francisco. No caminho, passavam pela Igreja e cumprimentavam Jesus na Eucaristia.   Francisco, sabendo que não viveria por muito tempo, dizia a Lúcia: “vocês vão ao colégio, eu ficarei aqui com Jesus Escondido”. À saída do colégio, as meninas o encontravam sempre pertinho do Tabernáculo e recolhido em oração.   O pequeno Francisco era o mais contemplativo e queria consolar o Senhor, tão ofendido pelos pecados da humanidade. Em uma ocasião Lúcia lhe perguntou: "Francisco, o que prefere mais, consolar o Senhor ou converter aos pecadores?" Ele respondeu: "Eu prefiro consolar o Senhor”.   “Não viu como Nossa Senhora ficou quando nos disse que os homens não devem ofender mais ao Senhor, que já está tão ofendido? Eu gostaria de consolar o Senhor e depois, converter aos pecadores para que eles não ofendam mais ao Senhor." E continuou, "Logo estarei no céu. E quando chegar, vou consolar muito o Nosso Senhor e a Nossa Senhora."   Jacinta participava diariamente da Santa Missa e tinha grande desejo de receber a Comunhão em reparação dos pobres pecadores. Gostava muito de estar com Jesus Sacramentado. "Quanto amo estar aqui, tenho muita coisa para dizer a Jesus", repetia.   Certo dia, pouco depois da quarta aparição, Jacinta encontrou uma corda e resolveram dividi-la em três para colocá-la na cintura, sobre a carne, como sacrifício. Isso gerava grande sofrimento, contou depois Lúcia. A Virgem lhes disse que Jesus estava muito contente com os seus sacrifícios, mas que não queria que dormissem com a corda. Assim o fizeram.   Jacinta teve a visão de ver os sofrimentos do Sumo Pontífice. "Eu o vi em uma casa muito grande, ajoelhado, com o rosto entre as mãos, e chorando. Do lado de fora havia muita gente; alguns jogavam pedras, outros diziam imprecações e palavrões", contou ela.   Por este e por outros motivos, as crianças sempre tinham presente ao Santo Padre e ofereciam três ave-marias por ele depois de cada Rosário. Do mesmo modo, sempre eram buscados por famílias que lhes pediam intercessão pelos seus problemas.   Em uma ocasião, uma mãe pediu a Jacinta que pedisse pelo seu filho que foi embora como o filho pródigo. Dias depois, o jovem voltou para casa, pediu perdão e contou a sua família que depois de ter gasto tudo o que tinha, roubado e estado na prisão, fugiu para uns bosques desconhecidos.   Quando se viu completamente perdido, ajoelhou-se chorando, e rezou. Nisso, viu jacinta que o pegou pela mão e o conduziu até um caminho. Assim pôde retornar para casa. Logo perguntaram para Jacinta se tinha encontrado com o rapaz e ela disse que não, mas que tinha rogado muito à Virgem por ele.   Em 23 de dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram de uma terrível epidemia de broncopneumonia. Francisco foi piorando pouco a pouco durante os meses posteriores. Pediu para receber a Primeira Comunhão e para isso se confessou e guardou jejum. Recebeu-a com grande lucidez e piedade. Depois pediu perdão a todos.   “Eu vou ao Paraíso; mas de lá pedirei muito a Jesus e à Virgem para que também leve vocês lá para cima”, disse-lhe a Lúcia e Jacinta. Ao dia seguinte, em 4 de abril de 1919, partiu para a casa do Pai com um sorriso angélico.   Jacinta sofreu muito pela morte de seu irmão. Mais adiante a sua doença se complicou. Foi levada ao hospital de Vila Nova, mas voltou para casa com uma chaga no peito. Logo confiaria a sua prima: "Sofro muito; mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para desagravar o Coração Imaculado de Maria".   Antes de ser levada ao hospital de Lisboa disse a Lúcia: “Já falta pouco para ir ao céu… Diga para todas as pessoas que Deus nos concede as graças por meio do Imaculado Coração de Maria. Que peçam as graças para Ela, que o Coração de Jesus quer que a seu lado se venere o Imaculado Coração de Maria, que peçam a paz ao Imaculado Coração, que Deus a confiou a Ela”.   Operaram jacinta, tiveram que retirar-lhe duas costelas do lado esquerdo e ficou com uma ferida grande do tamanho de uma mão. As dores eram espantosas, mas ela invocava à Virgem e oferecia as suas dores pela conversão dos pecadores.   Em 20 de fevereiro de 1920 pediu os últimos sacramentos, confessou-se e rogou que lhe levassem o Viático porque logo morreria, mas pouco depois partiu para a Casa do Pai com dez anos de idade. Entre as coisas que disse a sua madrinha estão:   Os pecados que levam mais almas ao inferno são os da carne   As guerras são consequências do pecado do mundo. É preciso fazer penitências para que se detenham.   Não falar mal de ninguém e fugir de quem fala mal.   Ter muita paciência porque a paciência nos leva ao céu.   Os corpos de Francisco e Jacinta foram levados ao Santuário de Fátima. Quando abriram o sepulcro de Francisco, viram que o Rosário que lhe colocaram sobre seu peito estava enredado entre os dedos de suas mãos. E o corpo de Jacinta, 15 anos depois de sua morte, estava incorrupto.  

Patriarca Católico no Iraque anima cristãos e muçulmanos a jejuarem pela paz nesta quaresma

19/02/2015 - 12:52 pm .- O Patriarca caldeu Louis Raphael Sako I dirigiu aos seus compatriotas muçulmanos um convite especial por ocasião do início da Quaresma. O Arcebispo animou os muçulmanos a jejuarem neste tempo litúrgico para que juntos consigamos “o mais breve possível a paz, a estabilidade e a possibilidade de uma vida digna no nosso país e em todo o Oriente Médio”.

Bispo decide ficar na Líbia após massacre de cristãos egípcios pelo Estado Islâmico

17/02/2015 - 12:08 pm .- "Devo permanecer! Como deixar os cristãos sozinhos?”, foram as palavras do Dom Giovanni Martinelli, Vigário Apostólico de Trípoli (Líbia), diante da ameaça de que o Estado Islâmico (ISIS) tome o controle do país e siga decapitando cristãos, como fez neste fim de semana com 21 egípcios coptos.

Cientistas demonstram que o Sudário de Oviedo tem a mesma origem que o Santo Sudário de Turim

13/02/2015 - 01:56 pm .- A equipe de Pesquisa do Centro Espanhol de Sindonologia (EDICES), em colaboração com a Universidade Católica de Murcia (UCAM), confirmaram que o Sudário de Oviedo, o pedaço de pano que envolveu a cabeça de Jesus Cristo depois de sua Paixão, contém o mesmo tipo de pólen que o Sudário de Turim, o pano que cobriu o corpo do Senhor.   O pólen chegou até os nossos dias preso a um coágulo de sangue e provém da espécie Helicrysum, utilizada nos unguentos para envolver os cadáveres dos sepulcros judeus durante o século I da era cristã.   Em declarações ao grupo ACI, Alfonso Sánchez Hermosillo, diretor do EDICES, explicou que “este tipo de pólen tinha um preço mais alto que o ouro e demonstra que o cadáver recebeu o trato que teria recebido uma pessoa muito influente e poderosa. Segundo os Evangelhos, para envolver Jesus, utilizou-se uma quantidade importante e custosa de mirra e óleos para envolver o corpo de Jesus Cristo”.   O também chefe da Seção de Histopatologia Forense do Instituto de Medicina Legal Murcia, considera que a descoberta é mais uma concordância de primeira categoria a fim de unir-se à crescente lista destacada pelo estudo científico destas relíquias da Paixão, atribuída a Jesus de Nazaré.   Manchado de sangue e com algumas queimaduras de velas, este pano de forma retangular é um dos objetos funerais que envolveram o Senhor descritos por São João no Evangelho. Este objeto, junto ao Santo Sudário, teria sido recolhido pelo apóstolo que estava junto com São Pedro ao descobrir que o sepulcro de Jesus estava vazio.   O Santo Sudário de Oviedo representa assim uma das relíquias mais importantes da Igreja Católica que atualmente estão guardadas na Câmara Santa da Catedral de Oviedo (Espanha).   A pesquisa foi realizada através de um microscópio eletrônico de varredura de última geração da UCAM. Marzia Boi, a polinóloga do EDICES, o Centro Espanhol de Sindonologia, explicou que o pólen tem a mesma morfologia que o encontrado no Sudário de Turim.   Do mesmo modo, a perita descarta que o pólen proceda de uma contaminação posterior à época de Cristo, uma vez que está aderido ao sangue; ou seja, chegou à relíquia, ao mesmo tempo que o sangue, não de forma aleatória em algum momento ao longo de sua história. Este dado é muito importante pois permite provar a autenticidade do Sudário de Oviedo, e negar que se trate de uma falsificação.   Pesquisas anteriores demonstraram vários aspectos que relacionam as duas relíquias. O Sudário de Oviedo e o Santo Sudário apresentam manchas de sangue humano do grupo AB, e além disso as manchas deste sangue se encaixam perfeitamente com as manchas de sangue do rosto do Santo Sudário, o que só pode ser explicada se as duas telas cobriram a mesma face.   O Santo Sudário tem impresso o rosto e o corpo maltratados de um homem que coincide com a descrição do Senhor. Segundo a história da Igreja, os primeiros cristãos levaram consigo o Sudário para preservá-lo da perseguição.   Desde Jerusalém e ao longo dos séculos, atravessaram Edesa, Constantinopla, Atenas, Lirey, Chambery e finalmente, chegaram a Turim, onde hoje em dia, foi objeto de numerosas investigações, e onde encontraram que este trajeto descrito pela história da Igreja, coincide com a procedência dos 57 tipos de pólen que aparecem incrustados no tecido.   Durante a sua permanência na França em 1632, o Sudário foi recuperado de um incêndio na França. Isto não permite aos cientistas de hoje datar com segurança a sua origem, já que as mudanças químicas que se produzem em uma reação química como a combustão, falsificam os resultados da prova de datação com Rádio C-14.

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  • Você sabia que: O título de Cardeal foi reconhecido por primeira vez durante o pontificado de Silvestre I (314-335). O termo vem da palabra latina cardo, que significa "dobradiça".

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