NOTICIAS 22-09-03

Santa Sé em festa: Anunciam programa pelos 25 anos do Pontificado de João Paulo II

VATICANO, 22 Set 03 (ACI).– De 15 a 19 de outubro, a Santa Sé celebrará a grande festa do 25o  Aniversário do Pontificado de João Paulo II, com um programa que inclui uma reunião de cardeais e bispos de todo o mundo, uma Missa, um concerto e a beatificação da Madre Teresa de Calcutá,  amiga íntima do Santo Padre.

Segundo o programa anunciado pela Santa Sé, no 15 de outubro começará o encontro que quatro dias dos 164 membros do Colégio Cardinalício.

No dia seguinte, dia 16 pela manhã,  25o aniversário de sua eleição, o Pontífice assinará a exortação apostólica pós-sinodal de 2001 dedicada ao ministério episcopal.

Nesse mesmo dia, às 18 horas, haverá uma Missa na Praça São Pedro para comemorar o acontecimento.

Na sexta-feira, dia 17 de outubro, às 18h na Sala Paulo VI, o coral e a orquesta de Leipzig dedicará ao Papa um concerto que compreende a execução da  Nona Sinfonia de Beethoven e do "Ecce Sacerdos Magnus" de Bruckner.

O Santo Padre intervirá na última sessão do Colégio Cardinalício no sábado, dia 18. Seu discurso seguirá a apresentação de uma mensagem que lhe dirigirão todos os cardeais.

Às  13h, almoçará com os cardeais, responsáveis dos dicastérios  presidentes das conferências episcopais e patriarcas. Às  17h30 haverá uma vigília missionária na Sala Paulo VI.

No domingo, dia 19 de outubro, na Jornada Missionária Mundial, o Papa presidirá às 10h da manhã, na Praça San Pedro, a missa de beatificação da Madre Teresa de Calcutá.

 

Ser cristão é fazer apostolado, recorda João Paulo II

VATICANO, 22 Set 03 (ACI).– O consumismo conduz ao risco de reduzir a fé ao âmbito particular e esquecer que ser cristão implica fazer apostolado, disse o Papa João Paulo II em uma carta pelo 350º aniversário da instituição da diocese italiana de Prato.

"No atual contexto  sócio-cultural, a afluência de bens materiais, o cuidado exasperado de si, as necessidades criadas por uma sociedade consumista fazem correr o risco de escurecer a voz interio de Deus, que convida  constantemente a manter sólida a aliança pessoal com Ele”, disse o Papa.

Neste sentido, acrescentou  que “hoje existe o risco de reduzir a fé  a um sentimento religioso vivido unicamente na intimidade, esquecendo que ser cristãos significa assumir o compromisso de ser apóstolos de Cristo no mundo".

Na mensagem, datada de 8 de setembro, festa da Natividade da Virgem Maria, o Papa lembrou também que se celebra neste ano o 500o  aniversário da  fundação do mosteiro das Dominicanas de São Vicente e de Santa Catarina de Ricci. Que a memória desta "grande mística do século XVI", Santa Catarina, e a de outros santos e beatos, "que enriqueceram a Igreja de Prato –escreve o Papa-, seja um exemplo para toda a comunidade diocesana e um estímulo para os que buscam a verdade e para aqueles que ao estarem demasiadamente preocupados com as coisas do mundo, não sabem elevar seu olhar ao céu".

Que este aniversário seja "uma ocasião providencial para compreender melhor que a vocação à santidade é para todos e que deve ser proposta com valentia e paciência também às novas gerações", concluiu.

 

Cardeais do mundo refletirão sobre a família e o sacerdócio em encontro especial

VATICANO, 22 Set 03 (ACI).– A sessão especial que os 164 cardeais do mundo terão no Vaticano c no 25o  aniversário do Pontificado de João Paulo II terá como objetivo refletir sobre a família, a vocação sacerdotal e o trabalho missionário.

Os Purpurados virão dos cinco continentes a Roma em outubro para participar dos atos previstos pelo aniversário pontificio. Aí se encontrarão com os presidentes das conferências episcopais, os chefes da Cúria Romana e vários patriarcas.

Durante quatro dias, escutarão as exposições de seis cardeais que falarão do  papado, das vocações sacerdotais, da família, do ecumenismo, da obra missionária e  de uma perspectiva geral dos 25 anos de serviço de paz de João Paulo II.

De acordo com o  programa oficial, o encontro começa na quarta-feira, 15 de outubro, quando o Colégio Cardinalício se reunirá na Sala Nova do  Sínodo.

O Cardeal Bernardin Gantin, ex decano do Colégio, falará sobre "O ministério petrino e a comunhão no episcopado"; o Cardeal Jean-Marie Lustiger, sobre "Os sacerdotes, a vida consagrada e as vocações"; o Cardeal Alfonso López Trujillo, sobre "A Família"; o Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, sobre "O Ecumenismo"; o Cardeal Ivan Dias, sobre "As Missões" e o Cardeal Ângelo Sodano sobre "Vinte e cinco anos pontificado a serviço da paz".

Cardeais entregarão ao Papa donativo para católicos na Terra Santa

VATICANO, 22 Set 03 (ACI).– Os Cardeais de todo o mundo entregarão ao Papa João Paulo II, por ocasião de seus 25 anos de Pontificado, uma doação para a comunidade católica da Terra Santa.

A coleta é uma iniciativa do Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que escreveu uma  carta a todos os membros do Colégio Cardinalício propondo enviar uma soma em dinheiro ao  Santo Padre como gesto de reconhecimento e  afeto.

Juntamente com os presente dos purpurados acompanhará um pedido: destinar a soma reunida aos católicos da Terra Santa.

 

João Paulo II voltará na quinta-feira ao Vaticano

VATICANO, 22 Set 03 (ACI).– O Papa João Paulo II deixará na quinta-feira sua residência de verão em  Castelgandolfo para volta ao Vaticano.

O Pontífice transferiu-se a essa localidade–a 25Km  de Roma e que se encontra na região montanhosa conhecida como  “Castelli romani”–, no dia 10 de julho para descansar e evitar o forte calor estival e a umidade da capital italiana.

O Santo Padre esteve em  Castelgandolfo todo o período de verão, continuando com as audiências públicas, e com um menor ritmo, as reuniões privadas.

 

Correio vaticano celebra bodas de prata do Papa com selo especial

VATICANO, 22 Set 03 (ACI).– Pelos 25 anos de Pontificado do Papa João Paulo II, o correio vaticano emitirá no dia 6 de outubro um selo especial filatélico.

 Trata-se de uma das iniciativas para celebrar as Bodas de Prata do Santo Padre, que incluem também uma medalha e moedas comemorativas.

O selo do correio vaticano reproduz o Papa abençoando, apoiado no  cajado, um desenho do mestre italiano Irio Fantini.

 

Defensor da liberdade religiosa declara-se “apaixonado por A Paixão”

WASHINGTON DC, 22 Set 03 (ACI).- Keith Fournier, advogado constitucionalista que  participou dos mais importantes  casos sobre liberdade religiosa na Suprema Corte dos Estados Unidos, publicou um artigo no qual derruba qualquer acusação de anti-semitismo sobre A Paixão e assegura que o filme o transformou para sempre.

Fournier, que assistiu a uma projeção privada junto com outras personalidades políticas em Washington DC, explica que chegou à sala “sem  saber o que esperar” depois de ler tantos comentários e artigos  contra o filme.

“Cresci em um povoado judeu e o próprio caminhar da minha fé deve-se muito a essa influência. Tenho uma longa e profunda aversão a qualquer coisa que possa, assim seja indiretamente, incentivar qualquer classe de pensamento, linguagaem jou ações  anti-semitas”, indica Fournier.

Sua surpresa começou com a projeção. “Da absorvente cena inaugural no Getsemani, ao tão humano e terno retrato do ministério de Jesus, passando pela traição, a prisão, os açoites, o caminho até a Cruz, o encontro com os ladrões, a entrega na Cruz, até a cena final, não se tratava de um simples filme; foi um encontro, algo que nunca havia experimentado  em minha vida”, relata.

Fournier diz que além de ser “uma obra de arte e um triunfo artístico”, A Paixão “evocou em mim uma reflexão profunda, um pesar e uma reação emocional maiores do que tudo o que me aconteceu desde o meu casamento, minha ordenação diaconal ou o nascimento de meus filhos. Honestamente. Não seri o mesmo nunca mais”.

Segundo o advogado, no final do filme “não haviam olhos secos” entre as “pessoas influentes” que assistiram à projeção.

“Ninguém podia falar porque as palavras eram absolutamente inadequadas. Acabávamos de experimentar uma classe de arte que é uma verdadeira raridade, a classe de arte que faz com que o céu toque a terra”, indica Fournier.

O autor diz que a cena que mais lhe imprecionou foi quando  Maria encontra-se com Jesus “assim que cai novamente sob o peso da cruz”.

“Jesus a olhou com seus olhos examinadores e profundamente amorosos (e nos olhou através da tela) e disse ‘Veja como renovo todas as coisas’. Estas palavras são tiradas do último livro do Novo Testamento, o Livro das Revelações.  Imediatamente, propósito da dor ficou tão claro, e as feridas em Seu rosto, Suas costas, as feridas em todo Seu corpo, que durante o filme haviam sido tão duras de se ver,  se tornaram intensamente belas. Eram suportadas voluntariamente por amor”, relatou.

Segundo Fournier, assim que o filme terminou, houve um  momento de perguntas e respostas. “Os elogios unânimes ao filme, que provinham de um grupo bastante diverso, eram tao assombrosos quanto os encontros eram efusivos”, indicou.

Alguém perguntou “Por que se diz que este filme é anti-semita?” e embora –diz Fournier- “seja uma pergunta impossível de responder”, um catedrático em direito respondeu: “Depois de ver o filme, não posso entender como há pessoas que insinuem que apresenta remotamente que os judeus mataram Jesuss. Não o faz. Dei-me conta de que foram meus pecados que mataram Jesus”. 

“Digo o mesmo, acrescenta Fournier, não há  um momento sequer de anti-semitismo em nenhum lado deste poderoso filme. Se houvesse, eu estaria entre os primeiros a criticá-lo. Conta fielmente a história dos Evangelhos de uma manera dramaticamente bela, sensível e profundamente atrativa. Quem alegar algo diferente, ou não viu o filme ou tem um discurso oculto sob seus protestos”.

Fournier afirma que A Paixão “não agradará apenas àqueles que se identificam como seguidores de Jesus Cristo. É uma história plenamente humana e bela que tocará a todos os homens e mulheres no mais profundo de seu ser. É uma grande obra de arte”.

“Sim, o produtor é cristão católico e afortunadamente permaneceu fiel ao texto dos Evangelhos; já se isso não for um comportamento aceitável, estamos com problemas”, ironiza.

“A história exige que nos mantenhamos fiéis aos ocorrido e os cristãos têm o direito de contá-lo. Depois de tudo, acreditamos que seja a melhor história que tenha sido contada e que sua mensagem seja para todos os homens e mulheres. O maior direito é o  direito de escutar a verdade”, acrescenta o advgado.

Segundo o  autor, “devemos estar conscientes e lembrar que as narrações do Evangelho, às quais ‘A Paixão’ é tão fiel, foram escritas por homens judeus que seguiram o Rabi judeu cuja vida e ensinamentos mudaram para sempre a história do mundo. O problema não é a mensagem, mas os que a distorceram e usaram para o ódio em lugar do amor”.

“A solução não é censurar a mensagem, ,mas promover a classe de dom  de amor que é a obra-prima de Mel Gibson, A Paixão. Deveria ser vista pela maior quantidade de pessoas possível. Sou um apaixonado por A Paixão. Você também será”, conclui.

Bispos pedem  a Chávez que não distraia os venezuelanos com insultos à Igreja

CARACAS, 22 Set 03 (ACI).– O Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Dom Baltasar Porras, lamentou que o mandatário Hugo Chávez insista em insultar a Igreja e os bispos através dos meios de comunicação, para "desviar a opinião pública dos verdadeiros problemas que acometem nossa sociedade".

No último programa “Alô Presidente”, transmitido aos domingos por rádio e  televisão, Chávez abundou –mais uma  vez - em insultos contra a Igreja e acusou os bispos de mentir "descaradamente" e apoiar a oposição.

Dom  Porras desmentiu os comentários e disse que  "quer fazer acreditar que os bispos são outra coisa" pelo apoio episcopal ao referendo que poderá levar à saída de Chávez.

Em declarações à imprensa, Dom Porras disse que o referendo deve ser visto como a  "luz de uma crise que é ocultada através de uma campanha mediática".

O Bispo declarou que “situações como a que estamos vivendo, produto de certos jogos que vêm sendo feitos com a coisa pública, não geram  nem tranquilidade nem bem-estar na sociedade venezuelana”.

“Estes subterfugios exasperam ainda mais os ânimos perante o exercício abusivo de um poder que se quer conservar à todo custo, inclusive  burlando a vontade popular”, denunciou.

 

Cardeal Sandoval espera que a PGR publique a investigação

MÉXICO DF, 22 Set 03 (ACI).– O Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Iñiguez, agradeceu a solidariedade de seus fiéis e expressou sua confiança que a Procuradoria Geral da  República (PGR) publique todos os resultados da investigação que faz contra ele.

O Purpurado celebrou a Missa dominical em uma Catedral repleta de fiéis com cartazes de apoio. Estes são tempos “não diria difíceis, mas de confusão. Vamos rezar ao Senhor, para que nossa pátria tome o caminho da legalidade, da honradez e da fraternidade”, pediu em sua homilia.

Após expressar sua confiança no Presidente Vicente Fox e "que tudo se arranjará", disse esperar "que esta investigação termine, se complete e  se revele ao povo, para que meu nome, perantes o senhores esteja limpo, para o bem do povo cristão e para a paz social”.

Em seguida, em uma coletiva de impresna no Salão Capitular do Arcebispado, o Arcebispo informou que se reuniu com o Presidente Fox  e “durante a entrevista com o presidente ficou acertado que se resolverá, que a investigação irá continuar até o fim, mas que será em um pouco tempo".

"Uma vez terminada a investigação, conforme a direito, será feita uma avaliação, tanto dos acusados -que somos vários, toda minha família- os licenciados Antonio Ortega e Fernando Pérez Peláez e o empresário José Maria Guardia, e haverá uma investigação, conforme a direito, dos acusadores, que são os acusados, em quais fundamentos se baseiam e do processo em si. Se foi conforme ou não à lei", acrescentou o Cardeal.

 

Problemas fazem com que a Igreja cresça, afirma Cardeal Rivera

MÉXICO DF, 22 Set 03 (ACI).– O Arcebispo do México, Cardeal Norberto Rivera, expressou sua absoluta confiança na inocência do Cardeal Juan Sandoval, Arcebispo de Guadalajara, dos pressupostos crimes que a Procuradoria Geral da República (PGR) investiga, e disse que a Igreja sairá triunfante desta situação.

No  final da Missa dominical celebrada na Catedral Metropolitana, o Purpurado negou que  a Igreja Católica  será prejudicada ou lesionada com as imputações feitas ao Cardeal Sandoval Iñiguez, porque depois da investigação, quando se confirme sua inocência, a Igreja se beneficiará porque irá se confirmar que a instituição sempre teve a razão e é  transparente.

"Este filme eu já vi há  alguns meses, pois me acusavam de ter vendido a Virgem de Guadalupe; me acusavam de contratos milionários ilegais, e quando a Procuradoria Geral da República disse que não havia nenhuma investigação ninguém publicou mais nada", indicou.

Neste sentido, expressou seu apoio total ao Arcebispo de Guadalajara e disse que todos os bispos acreditam em sua inocência  e na transparência de suas atividades como pastor.

Na quinta-feira da semana passada, a imprensa publicou que a  PGR pediu à Comissão Bancária e de Valores informação sobre todas as operações bancárias -no México e no exterior- que efetuadas de 1996 até hoje do  Cardeal Sandoval, seus dez irmãos, sua mãe falecida há dois anos e do Cardeal José Salazar López falecido há  16 anos.

Tudo isto como consequência da queixa apresentada pelo ex-procurador Jorge Carpizo McGregor contra o Cardeal Sandoval Iñiguez, apoiado em um documento, aparentemente sem autor, no qual se fala da suposta participação do prelado em operações de lavagem de dinheiro.

O Cardeal Sandoval pede há vários anos uma investigação de Carpizo como participante do crime contra seu antecessor, o Cardeal Juan Posadas Ocampo.

 

Santo Padre nomeia enviado especial para o CAM2 na Guatemala

GUATEMALA, 22 Set 03 (ACI).– O Papa João Paulo II nomeou o Cardeal Crescencio Sepe como enviado especial ao II Congresso Americano das Missões (CAM2) a realizar-se na Guatemala de 25 a 30 de novembro.

O Cardeal Sepe é o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e Grã Chanceler da Universidade Pontifícia Urbaniana. Por seu profundo conhecimento no tema da evangelização, foi designado como Secretário Geral da celebração do  Grande Jubileu de 2000.

O Purpurado dirigirá uma das conferências do Congresso e presidirá os diversos atos da reunião missionária de todo o continente, a que contará também com a assistência de 7 Cardeais da América, cerca de 120 Bispos e 700 sacerdotes, assim como religiosos e leigos que em um total de três mil participantes, refletirão sobre importantes temas como a evangelização e seus mais imediatos desafios na sociedade do novo milênio.

Preparativos

Por sua vez, a Comissão Executiva do CAM2, liderada pelo Bispo de Jalapa, Dom Julio Cabrera Ovalle, reuniu-se desde a sexta-feira passada, dia 19, até hoje na sede do CELAM, em Bogotá.

O objetivo da reunião foi preparar os diversos eventos que ocorrerão na celebração do CAM2-COMLA7, traças a estratégia com que os diversos meios informativos darão cobertura ao evento, assim como a elaboração do Manual do Congressista.

Um  aspecto importante a trabalhar na reunião será o Projeto Missionários “Ad Gentes” das Igrejas Centro-americanas; junto com a elaboração das linhas de trabalho para a fase de pós-congresso, que terá, entre seus eventos mais sobressalentes, o simpósio de  missionólogos.

Assistiram também à reunião, o Pe. Antonio Bernasconi, Diretor Nacional das Obras Missionárias Pontifícias da Guatemala;  o Pe. René Maldonado, em representação dos Vigários de Pastoral da América Central; o Lic. Byron Valdizón, Coordenador da Sala de Imprensa do CAM, o Licenciado Oswaldo Fierro, Diretor da Infância Missionária do Equador e responsável pela metodologia do Congresso.

 

Bispo exorta jovens paraguaios a ser “testemunho de solidariedade” com os que sofrem

ASSUNÇÃO, 22 Set 03 (ACI).– Durante a Missa da IV Peregrinação Juvenil ao Santuário de Tuparendá, o Bispo de San Lorenzo, Dom Adalberto Martínez, exortou os quatro mil peregrinos a ser esperança para o mundo e testemunho de solidariedade, especialmente com os jovens que sofrem por causa das drogras.

O Prelado –coordenador nacional da Pastoral da Juventude da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP)– presidiu a peregrinação que teve com o lema “Jovem: se quiser paz, viva fraternalmente”, e que partiu da igreja Virgem do Rosário de Itauguá ao  Santuário de Tuparendá.

Durante a cerimônia, o Bispo afirmou que os vários jovens  trabalhando por um país melhor constituem um sinal de esperança diante de tantos sinais negativos como os vícios das drogas, cujas vítimas são as crianças e os jovens do  país.

Dom Martínez exortou os jovens a serem solidários, que tenham maior participação na criação de famílias mais unidas e trabalhem no fortalecimento desta mini sociedade promotora de uma sociedade mais humana e desenvolvida.

O Prelado também pediu que se promova a consciência crítica e ética nas diferentes atividades que realizam, e que se conduzam sempre pelo caminho da paz e da concórdia.

O Bispo ressaltou que aqueles jovens despossuídos e vítimas das drogas e outros vícios devem ser os  “irmãos prediletos” como  o são de Deus.

Por outro lado, o Prelado convidou as forças públicas e o Governo a trabalhar pelo bem-estar dos jovens do Paraguai, criando programas educativos que lhes favorezam, que seja justo na distribuição dos bens e que ofereça oportunidade e trabalho para todos.

Finalmente, Dom Martínez pediu a Deus que derrame bênçãos a cada um dos jovens e suas respectivas famílias e desejou-lhes uma “feliz primavera!”.

Como sinal de solidariedade, os jovens ofereceram farinha e derivados, hortaliças, frutas e materiais escolares, que serão destinados a ajudar os internos do reformatório de Itauguá.

 

Payá pede a Lula que defensa abertura de diálogo governo-oposição em Cuba

HAVANA, 22 Set 03 (ACI).– O coordenador nacional do Projeto Varela, Oswaldo Payá, pediu ao presidente do Brasil Luiz Inácio “Lula” da Silva, que em sua próxima visita a Cuba defenda a abertura do diálogo entre o governo e a oposição.

Em declarações à imprensa, Payá disse que Lula -que visitará Havana nesta semana- nãodeve se reunir apenas com representantes do regime.

''Nós, os opositores cubanos, exortamos ao presidente Lula, partidos políticos e instituições do Brasil a que entrem em contato, não somente com o governo cubano, mas com todas as partes envolvidas no processo político do país'', disse Payá em uma entrevista publicada pela Folha.

''O Brasil deveria defender a abertura de um diálogo entre o governo e a oposição em Cuba e exigir a libertação dos prisioneiros políticos do país, que estão presos em jaulas, vivendo em um ambiente terrível'', acrescentou Payá.

“Se quiser ajudar os cubanos, o Brasil terá que ajudar  Cuba a mudar de regime, não apoindo seus atuais líderes'', indicou Payá e solicitou que “falem com representantes da sociedade civil, de nosso movimento e de outros grupos. Se isso não acontecer, não terão uma verdadeira idéia da situação cubana”.

O presidente brasileiro, amigo de Fidel Castro, visitará Cuba nos dias 26 e 27 de setembro, e não confirmou se irá se reunir com os dissdentes.

 

Aberto processo de beatificação de Arcebispo peruano na Espanha

MADRI, 22 Set 03 (ACI).– O Arcebispo de Valência, Dom Agustín García-Gasco, presidiu no sábado na Catedral de Valência, a abertura da causa de beatificação de Dom Emilio Lissón Chávez, Arcebispo de Lima que morreu exilado em Valência em 1961.

A  abertura do processo ocorreu em Valência por ser o lugar onde Dom Listón passou os últimos anos de sua vida e "responde ao pedido de vários bispos peruanos e espanhóis, assim como de grande quantidade de fiéis que o conheceram em vida", segundo explicou o delegado diocesano para as Causas dos Santos, Ramón Fita.

Assistiram à cerimônia o embaixador do Peru na Espanha, Fernando Olivera, o cônsul do Peru em Valência, Jaime Sanz, e vários religiosos da congregação dos Padres Paúles no Peru, à qual Dom Lissón pertenceu.

Dom Emilio Lissón nasceu em Arequipa (Peru) em 1872, ingressou na congregação da Missão Padres Paúles e foi  ordenado sacerdote em 1895 em Paris. O Papa São Pio X o nomeou Bispo de Chachapoyas –na amazonia peruana- em 1909 aos 37 anos de idade, e "percorreu todo o território diocesano tanto de barco como à pé ajudado pelos nativos".

Em 1918, o Papa Benedito XV o nomeou Arcebispo de Lima, onde abriu quatro seminários menores, fundou um jornal cristão, e "visitou paróquias às quais não  havia  recebido um prelado há mais de 400 anos".

Segundo lembrou Fita, em 1931 viu-se obrigado a apresentar a renúncia à sua sede espicopal por pressões das autoridades peruanas que o acusaram  "sem fundamento algum de injerências na política, má administração e pouca formação teológica".

Apesar de anos depois seus acusadores "terem lhe pedido perdão e reconhecerem a injustiça", foi exilado e esteve confinado durante nove anos na Casa Internacional dos Padres Paúles em Roma. Ao longo desse tempo estudou arqueologia e história eclesiástica e se dedicou a dar retiros espirituais.

Em 1940 obteve permissão do então Bispo de Navarra, Dom Marcelino Olaechea, de viajar à Espanha, o que o levou à Valência quando foi nomeado Arcebispo dessa jurisdição.

Dom Lissón viveu em Valência de 1948 até sua morte em 1961, cumprindo os deveres pastorais e ganhou fama de santidade. Seus restos foram enterrados na Catedral de Valência e em 1991 os bispos peruanos solicitaram o traslado à Catedral de Lima onde estão na atualidade.

Na Seo valenciana  se conservam seu anel, seu peitoral e o cálice com que celebrava a eucaristia.