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NOTICIAS 13-10-03 “O Papa cumpriu sua própria profecia” através de seu sofrimento, diz sacerdote polaco VATICANO, 13 Out 03 (ACI).– Em um comovente testemunho pessoal compartilhado durante a apresentação do livro “Metafísica da Pessoa”, que reúne o pensamento filosófico do Papa João Paulo II, o sacerdote polaco Tadeusz Sticzen afirmou que o atual Pontífice foi chamado por Deus para cumprir sua própria profecia. O Pe. Sticzen, discípulo filosófico do então Cardeal Karol Wojtyla e seu sucessor na cátedra de ética da Universidade Católica de Lublin, relatou durante a apresentação da obra, que durante os exercícios espirituais que o futuro João Paulo II pregou na Cúria Romana e ao Papa Paulo VI na Quaresma de 1976, o Cardeal polaco centrou-se na passagem da oração de Jesus no horto, e disse que o pedido do Senhor “velai e orai comigo” havia sido “um pedido inconcluso: os três discípulos prediletos não foram capazes de cumpri com este único pedido de Jesus”. “Esta foi a razão pela qual o Cardeal de Cracóvia havia exortado ao Papa (Paulo VI), com tanto ardor, ao tentar, como poderia parecer, o impossível: Recuperar a história, quer dizer retomar a ocasião perdida pelos homens há dois mil anos, de consolar a Deus; quer dizer, traduzir para a realidade de hoje aquele convite ‘velai!’ que permanece ainda sem ser escutado”, disse o Pe. Sticzen na Sala de Imprensa do Vaticano. O Pe. Sticzen relatou em seguida que quando o então decano da Faculdade de Filosofia da Universidade de Lublin, Stanislaw Kaminski o telefonou naquele dia 16 de outubro para dizer-lhe brevemente “Karol Wojtyla é Papa”, “enchi-me de temor, chorei, e não me envergonho daquelas lágrimas, perante a idéia de que o rosto de Paulo VI teria se transformado no de João Paulo II”. O discípulo de João Paulo II também relatou que após a tentativa de assassinato de 13 de maio de 1981 –paradoxalmente, no dia em que o Pontífice se dispunha a anunciar a criação da Pontifícia Comissão para a Família, e do Instituto para a Vida e a Família- “pensei, enquanto ia até a clínica visitá-lo ‘Como fará agora para voltar àquela praça? Foi uma preocupação que me manifestou também Dom Stanislao Dziwisz, seu secretário particular”. “Contudo –continuou o Pe. Sticzen- saiu novamente àquela praça, sem sombra alguma de temor”. E o sacerdote polaco citou o que o intelectual yugoslavo Milovan Djilas escreveu então no jornal alemão “Die Welt”: “O Papa apareceu (após o atentado) como se esperasse, desde o início, aquele momento crucial, como se tivesse dito: ‘se as balas me atingirem, trarão a vitória, não a derrota’”. O Pe. Sticzen concluiu sua comovente reflexão indicando que em meio ao atual sofrimento e da senilidade, o Papa não está fazendo mais do que “cumprir sua própria profecia”. “Penso que João Paulo II é consciente de ser sustentado por Aquele que o escolheu, porque ele o leva a todo o mundo e é levado por Ele a todo o mundo”, disse o discípulo de João Paulo II; e concluiu: “Esta é a chave que nos permite tocar com a mão o mistério deste pontificado, o mistério do Bispo sucessor de São Estanislau em Cracóvia, que queria que o Papa recuperasse a ocasião perdida de consolar a Cristo abandonado pelos mais próximos no início de sua Paixão”. Após um intenso momento de silêncio, no qual pôde ocultar sua emoção, o Pe. Sticzen concluiu sua intervenção dizendo: “também para nós, então, a oração do Getsêmani continua”.
Todos são responsáveis pelo trabalho pela paz, lembra João Paulo II VATICANO, 13 Out 03 (ACI).– Com a ocasião da Marcha da Paz entre as cidades italianas de Perusia e Assis, o Papa João Paulo II assegurou que no “panorama de conflitos” que caracteriza o mundo, “todos estão llamados a ser construtores de paz, na verdade e no amor". Na mensagem dirigida aos participantes e ao Bispo de Assis, Dom Sérgio Goretti, o Santo Padre afirma que "é necessário reconhecer que talvez nestes anos não se fez muito pela paz, preferindo às vezes destinar recursos à compra de armas. Tem sido como 'estropiar' a paz. Não poucas esperanças foram apagadas”. “O noticiário nos lembra que as guerras continuam envenenando a vida dos povos, principalmente dos países mais pobres. Como não pensar na persistente violência que ensanguenta, por exemplo, o Oriente Médio e, em particular a Terra Santa? Como permanecer indiferentes frente a um panorama de conflitos que se expande cada vez mais e atinge várias regiões da terra?”, questionou o Pontífice. Entretanto, precisou que “apesar das dificuldades não se deve perder a confiança. Faz falta continuar trabalhando pela paz, ser artífices da paz. A paz é um bem de todos”. Referindo-se ao tema da marcha "Construamos juntos uma Europa pela paz", o Papa lembrou que "quando era jovem eu pude comprovar, por experiência pessoal, o drama de uma Europa privada de paz. Este fato levou-me ainda mais a trabalhar incansavelmente para que a Europa voltasse a encontrar a solidariedade na paz e se tornasse artífice de paz, dentro e fora de suas fronteiras". "É necessário que o continente europeu utilize com generosidade, em favor de toda a humanidade, seu rico patrimônio cultural amadurecido na luz do Evangelho de Cristo", concluiu o Santo Padre. A Marcha da Paz reuniu dezenas de milhares de pessoas que percorreram durante sete horas os quilômetros que separam Perusia de Assis, onde o Papa João Paulo II organizou um encontro de oração dos líderes das religiões de todo o mundo em 1986.
Santo Padre pede aos leigos que combatam secularismo com testemunho de vida VATICANO, 13 Out 03 (ACI).– O Papa João Paulo II disse que em uma época marcada pelo secularismo e seus efeitos, a Igreja necessita de leigos formados que dêem testemunho da fé através de famílias autenticamente cristãs. O Pontífice fez esta afirmação na mensagem que dirigiu aos participantes do primeiro Congresso de Leigos Católicos da Europa do Leste, celebrado entre os dias 8 e 12 de outubro em Kiev (Ucrânia), organizado pelo Pontifício Conselho para os Leigos. O Santo Padre recordou "a pesada herança dos regimes totalitários ateus, que deixaram atrás de si um vazio e profundas feridas nas consciências, impõe ainda aos países da Europa do Leste um forte compromisso no processo de reconstrução religiosa, moral e civil; de consolidação da soberania, liberdade e democracia reconquistadas; de saneamento da economia". "Para os leigos este é o tempo da esperança e da audácia! A Igreja tem necessidade de vós, e sabe que pode confiar-vos grandes responsabilidades", indicou o Papa e pediu que não desanimassem frente aos "desafios de nosso tempo". O Santo Padre chamou a fazer das famílias “verdadeiras igrejas domésticas e de vossas paróquias autênticas escolas de oração e de vida cristã. Vós, que haveis reconquistado a liberdade às custas de grandes sofrimentos, não permitais nunca que se avilte na busca dos falsos ideais que apresentam o utilitarismo, o hedonismo individualista, o consumismo desenfreado, que caracteriza a grande parte da cultura moderna”. “Custodiai vossas ricas tradições cristãs, resisti à tentação insidiosa de excluir Deus de vossa vida ou de reduzir a fé a gestos e a episódios esporádicos e superficiais", pediu o Pontífice. Finalmente, lembrou que “os fiéis leigos, devidamente formados e sempre no respeito da liberdade, no amor fraterno, no diálogo e na colaboração, podem abrir à unidade dos cristãos, que é um 'caminhar juntos até Cristo'. Também vós estais chamados a dar testemunho de Cristo junto com todos os irmãos cristãos. Rezai incessantemente para que o que parece impossível à lógica humana Deus o torne possível com sua ajuda poderosa: levar a termo o mandato de seu Filhos: 'Ut unum sint'".
Publicado todo a obra filosófica de Karol Wojtyla VATICANO, 13 Out 03 (ACI).– Na Sala de Imprensa da Santa Sé, foi apresentado nessa manhã, o livro “Metafísica da pessoa. Todas as obras filosóficas e os ensaios integrativos de Karol Wojtyla”, publicado em italiano pela editora Bompiani. O volume, de mais de 1.600 páginas, reúne pela primeira vez todas as obras filosóficas de Karol Wojtyla, escritas entre 1948 –quando se licenciou em Teologia, no Angelicum de Roma- e 1978, quando foi eleito Pontífice. Os escritos mais importantes foram publicados durante os anos em que lecionou na Universidade Católica de Lublin (Polônia): · "A doutrina da fé em São João da Cruz (1948), · "Considerações sobre a possibilidade de construir a ética cristã sobre as bases do sistema de Max Scheler (1954), · "Amor e responsabilidade" (1960), · "Pessoa e ato" (1969), · "O homem no campo da responsabilidade" (1978). Além disso, incluem-se nesta obra dez ensaios escritos entre 1974 e 1978. Participaram da apresentação os professores Giovanni Reale e Tadeusz Styczen, encarregados da edição e o filósofo Rocco Buttiglione.
Santo Padre recebe em audiência o Presidente do Uruguai VATICANO, 13 Out 03 (ACI).- O Papa João Paulo II recebeu nesta manhã em audiência particular o Presidente do Uruguai, Jorge Batlle, que agradeceu ao Pontífice pela contribuição da Igreja na Comissão de Paz criada para tratar do tema dos uruguaios desaparecidos durante a ditadura militar. Batlle conversou em espanhol com o Santo Padre em particular durante 15 minutos em sua biblioteca pessoal. O Papa saudou o séquito presidencial, presenteou-lhes com rosários e tiraram as tradicionais fotografias. A Embaixada do Uruguai na Santa Sé informou que Batlle agradeceu ao Pontífice o apoio da Igreja para encontrar uma solução para o problema dos desaparecidos no país sul-americano durante a ditadura militar de 1973 a 1985. Com efeito, o Arcebispo de Montevidéu, Dom Nicolás Cotugno, presidiu a comissão criada com este fim. Batlle disse que o Uruguai superou essa tragédia graças à vontade do povo e à participação de “homens tão extraordinários” como Dom Cotugno. Após a audiência, o Presidente Batlle entrevistou-se com o Secretário do Estado Vaticano, Cardeal Ângelo Sodano. Nesta tarde realizará uma visita particular aos Museus Vaticanos e à Cidade do Vaticano.
Papel de Maria irmanou a Espanha e América para sempre, disse Dom Calderón VATICANO, 13 Out 03 (ACI).- Ao presidir na igreja nacional espanhola de Montserrat em Roma a solenidade da Virgem do Pilar, o Vice-presidente Emérito da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), Dom Cipriano Calderón Polo, disse que o papel da Virgem Maria na Evangelização da Espanha e América irmanou estas duas regiões para sempre. Durante a Missa celebrada no domingo, 12 de outubro -Dia da Hispanidade- ante autoridades e membros da comunidade espanhola e latino-americana em Roma, Dom Calderón disse durante a homilia que "o fato singular de que duas aparições de Nossa Senhora estejam no início da Evangelização tanto da Espanha como da América: o Pilar e Guadalupe". "Bem conhecemos o papel da Pilarica na cristianização dos povos ibéricos e da Guadalupana na cristianização do México e dos povos hispano-americanos", acrescentou. Dom Calderón recordou que o Papa João Paulo II referiu-se em diversas ocasiões à Virgem do Pilar como "Padroeira da Hispanidade", enquanto que a Virgem de Guadalupe "a chamou 'Estrela da Primeira e da Nova Evangelização da América'". É um apelativo "que igualmente podemos aplicar à Virgem do Pilar", acrescentou. "O 'novo mundo' como a 'pátria mãe’ Espanha e o orbe inteiro, ao começar o terceiro milênio, foi confiado pelo Romano Pontífice à 'Estrela da Nova Evangelização'", disse o Prelado espanhol; ao recordar que o Papa "aplicou à Virgem o termo de 'evangelista'". Após lembrar as principais advocações marianas da América Latina que irmanam na piedade filial mariana ao novo mundo com a Espanha, Dom Calderón concluiu: "hoje, ao mesmo tempo que nos deixamos evangelizar mais profundamente por Maria, atribuímos a nossa padroeira esta fina e expressiva invocação, dizendo em uníssono: 'Virgem do Pilar, Estrela da Evangelização da Espanha, rogai por nós'".
Roteirista judeu apóia A Paixão de Mel Gibson e elogia profundo catolicismo LOS ANGELES, 13 Out 03 (ACI).– O roteirista judeu Alan Sereboff enviou uma carta aberta a Mel Gibson na qual lamenta que membros de sua comunidade queiram barrar a exibição do filme A Paixão e afirma que o filme só expressa do início ao fim que “Jesus morreu pelos pecados de toda a humanidade”. Na carta, publicada pela agência Newsmax, Sereboff explica que há um mês viu A Paixão em uma exibição particular e está seguro de que se trata de um dos filmes “mais comoventes de nosso tempo”. “Não posso me lembrar de outro filme que tenha produzido efeito tão profundo em minha compreensão da história, da religião, e talvez o mais importante, do que os seres humanos são capazes de fazer com o outro”, diz o jovem roteirista. Segundo Sereboff, “a lição central do filme é clara e permantente: No mais profundo de nossa humanidade está a capacidade de fazer o mais terrível mal e a prórpia ignorância, assim como uma enorme capacidade de amar, perdoar e sentir compaixão”. Dirigindo-se a Gibson, afirma que “sua posição como cineasta e católico é óbvia desde o pirmeiro ato: Jesus morreu pelos pecados de toda a humanidade. Esta idéia simples e poderosa está em conflito direto com a noção de que morreu simplesmente por mandato dos judeus ou dos romanos”. “Além disso, Maria, Jesus e todos os apóstolos são claramente apresentados como judeus. Claramente judia é a multidão que protesta pela crucificação. Simón (de Cirene), que ajuda a Jesus a carregar a cruz até a última estação é claramente um judeu compassivo”, explica Sereboff. Para o roteirista, dizer que A Paixão aponta culpados, equivale a dizer que o filme Gladiador fala da luta com os leões e a crueldade romana com os animais. “Fico entristecido e pesaroso pela investida contra o filme e sua pessoa que é perpetrado por aqueles cuja ignorância temo, ajuda a cumpria a mesma professia que lhes causa tanto medo”, indicou em alusão à Liga Anti Difamação Judaica, a organização extremista que lançou uma campanha contra A Paixão por considerá-la antisemita. “Como judeu, terminei de ver o filme com uma sensação de simpatia e proximidade com meus irmãos cristãos que nunca considerei imaginável. Vejo A Paixão como uma das ferramentas mais poderosas de unidade que podemos aproveitar neste meio”, assegurou Sereboff. O roteirista evocou o trabajo que realizou com a produtora de A Paixão, ICON, e garantiu que está disposto a continuar trabalhando “orgulhosamente” com esta equipe. “Eu sei que você (Gibson), não é de nenhuma maneira antisemita e acredito que quando o mundo vir o filme compreenderá a bondade com o qual foi feito”, indicou.
A paz mundial será possível graças à oração do Rosário, afirma Cardeal Rivera MÉXICO DF, 13 Out 03 (ACI).– No encerramento do Ano do Rosário e o próximo 25° aniversário do pontificado do Papa João Paulo II, o Cardeal Norberto Rivera, Arcebispo Primaz do México, fez um chamado a rezar intensamente o Santo Rosário como caminho eficaz e seguro para alcançar a verdadeira paz pessoal, social e mundial. Estas declarações foram recolhidas pela imprensa durante a Eucaristia Solene presidida pelo Cardeal Rivera na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na qual houve a tradicional Benção das Rosas lembrando que o Rosário não é outra coisa que um ramalhete de Rosas. Depois de afirmar que “nestes 25 anos do Pontificado de João Paulo II muitas foram as situações violentas que a humanidade viveu” e que “não há povo sobre a face da terra que se tenha visto isento de atos destrutivos, não há ser humano que tenha ficado a salvo de alguma situação que tenha sido agradido em sua pessoa ou em seu circulo familiar ou social” o Purpurado disse que “os anseios de paz estão em todos os corações, mas somente podem ser cumpridos se voltamos nosso olhar suplicante Àquele que é Nossa Paz. Assim, “o Rosário é uma oração orientada por sua natureza à paz, pelo próprio fato de que contempla a Cristo, Príncipe da paz e ‘nossa paz’”. “Quem interioriza o mistério de Cristo e o Rosário tende precisamente a isso, aprende o segredo da paz e faz disso um projeto de vida. Além disso, devido a seu caráter meditativo, com a serena sucessão da Ave Maria, o Rosário exerce sobre o que reza uma ação pacificadora que o dispõe a receber e experimentar na profundidade de seu ser, e a difundir a seu redor, paz verdadeira, que é um dom especial do essuscitado” disse o Prelado mexicano. “Diante da urgência de implorar a Deus o dom da paz, o Rosário tem mostrado sua eficácia ao transformar a mente e o coração dos homens. Não se pode recitar o Rosário sem se sentir implicados em um compromisso concreto de servir à paz” acrescentou. O Primado da Igreja no México disse também que a oração do Rosário “nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo. Isso permite que nos eduquemos e nos modelemos com a mesma solicitude, até que Cristo “seja formado” plenamente em nós. No Rosário o caminho de Cristo e o de Maria se encontram profundamente unidos”. Ao final de sua intervenção exortou as pessoas a continuarem “rezando por nosso Santo Padre João Paulo II” e fazer “nossas suas preocupações e esperanças: a paz no mundo e o bem-estar da família humana”.
Dom Arizmendi propõe cumprimento de Mandamentos como solução para os problemas no México MÉXICO DF, 13 Out 03 (ACI).– “Queremos que nosso Estado e nossa Pátria vivam na paz, com progresso e bem-estar para todos? A solução, com princípios e formulações, é simples: cumpramos os mandamentos” declaou ontem Dom Felipe Arizmendi, Bispo de San Cristóbal de las Casas. “Com isso bastaria para que já não haja agressividade social, violência, assassinatos, guerras, assaltos, sequestros, corrupção, fraudes, vagabundagem e banditismo. Se todos trabalhamos e nao há enriquecimento ilícito nem desmedido, mas há justiça social e distribuiçõ igualitárias da riqueza, acabariam os vergonhosos desníveis e a marginalização tão persistente que sofrem os camponeses e indígenas” acrescentou o Bispo durante sua homilia na eucaristia dominical. “Pode nos parecer uma utopia que haja um México novo; mas hoje Jesus nos diz que ‘para Deus tudo é possível’” acrescentou Dom Arizmendi. Mais adiante o Bispo mexicano interpelou sua audiência: “Você quer ser feliz? Cumpra os mandamentos. Quer que em sua família haja paz e harmonia? Se é filha ou filho, honre e obedeça seus pais. Se é esposa ou esposo, não cometa adultério, mas mantenha-se fiel a seu companheiro. Não quer ir para a prisão, nem ser foragido da lei? Não mate, não roube, nem cometa fraudes. Quer viver sem temores nem sobressaltos? Não levante falsos, nem cause danos aos demais”. Em alusão à passagem escriturística sobre o jovem rico, o Bispo de San Cristóbal de las Casas disse que a pergunta deste não era “uma questão secundária, mas fundamental, pois o que esse jovem busca é nem mais nem menos que a vida eterna. A resposta de Jesus é muito simples: ‘Cumpra os mandamentos’. Neles se resume o fundamental do caminho ensinado por Deus para ser felizes, sempre e em todas as partes” disse. Modelos para nosso tempo No final de sua reflexão, Dom Arizmendi colocou como modelos de resposta fiel e generosa a Deus o Papa João Paulo II e Teresa de Calcutá “Um exemplo de total liberdade para servir ao Senhor e à Igreja é o Papa João Paulo II. Que tem gastado suas energias no seguimento fiel e generoso do Senhor. É admirável sua decisão de esgotar até o último de sua vida, a serviço do Evangelho, da Igreja e do mundo. Que o Senhor o conserve, o fortaleça e lhe manifeste sua vontade”. Ao se referir à Madre Teresa disse que “dentro de oito deas, será declarada ‘beata’ a mulher que deixou tudo para servir os mais pobres. O fez não por pura filantropia, mas por descobrir nos deserdados o rosto de Cristo. O Papa João Paulo II a apresentará oficialmente como um dos membros atuais da Igreja que melhor viveu o Evangellho, e que é um exemplo digno de ser imitado”
Igreja nicaragüense reza pela saúde do Papa MANÁGUA, 13 Out 03 (ACI).– Liderados pelo Cardeal Obando y Bravo, todos os católicos nicaragüenses reunidos nas igrejas do país elevaram ontem orações pela saúde do Papa João Paulo II. Na catedral de Manágua, o Cardeal Miguel Obando e o Núncio Apostólico, Dom Jean Paul Gobell, celebraram a homilia dominical e pediram aos católicos elevar orações a Deus pelo Papa. “Oremos todos pelo Papa”, clamou o Cardeal Obando. Por sua vez, Dom Gobell resenhou as ações empreendidadas por Sua Santidade desde que foi eleito Sucessor de Pedro em 1978. “O Papa fez de seu ministério pastoral um serviço itinerante para toda a Igreja, o Papa tem obrado como pároco do mundo”, destacou. Dom Gobell recordou as duas visitas que o Papa fez à Nicarágua, em 1983 e 1996, onde, disse, proclamou “a verdade do evangelho” e confirmou na fé as igrejas deste país. “Agora que o Papa perdeu o vigor da juventude, é ainda um modelo de exemplo, um modelo de firmeza na fé, um modelo de vida espiritual, um modelo de certezas profundas que brotam de uma intimidade particular com Deus”, expressou. Não obstante, o Bispo auxiliar de Manágua, Jorge Solórzano, leu uma carta enviada pelos Bispos de Nicarágua ao Papa na qual expressam seu afeto e carinho ao celebrar os 25 anos de seu pontificado. “(O Papa) é para nós um exemplo vivo de fé, um Papa missionário que vai a todas as partes sem se preocupar com o cansaço, que avança sem medo aos perigos, confirmando-nos com vigor nas verdade de fé” indicaram os bispos nicaragüenses.
João Paulo II será conhecido como o “Papa da Santidade”, assegura Card. Saraiva ROMA, 13 Out 03 (ACI).– Em uma entrevista concedida ao jornal brasileiro O Estado, o Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, avaliou os 25 anos de Pontificado de João Paulo II e afirmou que o Pontífice será conhecido como o “Papa da Santidade” devido a seu constante chamado a viver em plenitude e os numerosos fiéis que elevou aos altares. Segundo o Purpurado português, o Pontífice deixou uma profunda marca na história da humanidade. “Nestes 25 anos, sua atividade pastoral foi extraordinária e sobressai sua paixão pelo homem. Já em sua primeira encíclica Redemptor Hominis, disse que ‘o homem é o caminho da Igreja’. Sempre esteve ao lado dos homens para ajudá-los, defender sua dignidade e seus direitos fundamentais, que são sagrados e intocáveis”, recordou. Segundo o Cardeal Saraiva, “outra característica deste Pontificado é seu grande empenho pela paz entre os homens. A suas mensagens anuais pelo Dia Mundial da Paz, somam-se outras lições sobre o caminho para alcançar esse precioso dom”. Entretanto, afirma que o Pontificado de João Paulo II teve como um de seus princípios fundamentais, a santidade. “Em Novo Millennio Ineunte, diz que toda atividade pastoral da Igreja deve estar ordenada a suscitar nos fiéis a santidade. Fica explicado assim o grande número de servos de Deus que beatificou e canonizou”, afirma o Purpurado. Referindo-se à próxima beatificação da Madre Teresa de Calcutá, prevista para este domingo, 19 de outubro, o Cardeal Saraiva diz que a televisão tem mostrado muitas vezes ao mundo “a ternura da figura da Madre Teresa junto com João Paulo II, unidos em uma celebração da vida e com multidões de jovens em praças e estádios de todo o mundo”. “A Madre Teresa acompanhou o Papa peregrino pelos caminhos do mundo com aquela discreção e silêncio feminino que são geradores da vida. Quem não se lembra dos encontros com os jovens de Paris, Denver e Roma? Por isso, a beatificação da Madre Teresa nestes 25 anos de pontificado, além de ser um dom de Deus para a Igreja, é também um motivo de grande alegria para o Papa”, disse. “Com a beatificação, acrescentou o Cardeal Saraiva, a Igreja propõe aos fiéis do mundo de hoje um exímio modelo de virtudes cristãs e a extrema atualidade de sua mensagem humana e espiritual”.
Universidade Lateranense inaugura “Cátedra Karol Wojtyla” ROMA, 13 Out 03 (ACI).– No marco das celebrações pelo 25° aniversário de Pontificado do Papa João Paulo II, o Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimônio e a Família da Pontifícia Universidade Lateranense, inaugurará nesta terça-feira a “Cátedra Karol Wojtyla”. A cátedra –informa a Agência Fides- nasce com a finalidade de promover o conhecimento do pensamento de Karol Wojtyla, suas fontes e sua fecundidade no âmbito da antropologia filosófica e teológica, oferecendo um aprofundamento sistemático. Com este objetivo a cátedra realizará e apoiará pesquisas, cursos sistemáticos, ciclos de lições, convênios, publicações, seminários e assumirá toda iniciativa que considere oportuna aos fins da pesquisa científica e de sua difusão. Não obstante, promoverá a formação de jovens estudantes através da entrega de bolsas de estudo para a pesquisa. Presidirão a inauguração o Decano do Instituto e Reitor da Universidade, Sua Excelência Dom Rino Fisichella, junto ao Diretor da Cátedra, o Professor Stanislaw Grygiel. A continuação tomarão a palavra o honorável Rocco Buttiglione, Docente de filosofía no instituto desde os primeiros anos da Fundação, o Professor Tadeusz Styczen, aluno do Santo Padre e seu sucessor na cátedra de Ética e Diretor do Instituto João Paulo II da Universidade Católica de Lublin e o filósofo Giovanni Reale que exporá o tema “João Paulo II: poeta e filósofo”.
Sacerdote católico é assassinado por supostos fundamentalistas hindús ROMA, 13 Out 03 (ACI).– Fundamentalistas hindús seriam os assasssinos do sacerdote católico Sanjeevananda Swami que foi brutalmente assassinado na tarde do dia 7 de outubro, embora somente agora se teve notícia disso, segundo confirmou a Arquidiocese de Bangalore. O Padre Sanjeevananda Swami (52) era originário de Kerala e vivia sozinho em em ashram -lugar de oração e meditação de origem hinduísta que foi adotado por alguns monges de religião cristã e hoje é muito difundido na Índia- católico em Belur, na cidade de Kolar, diocese de Bangalore, capital do Estado de Karnataka. Segundo uma primeira reconstrução feita pela Igreja local, o sacerdote teria discutido com alguns vizinhos por questões de propriedade de terras. Como consequência disso um grupo de pessoas tentaram agredi-lo. O Padre Sanjeevananda teria buscado refúgio em um povoado vizinho mas seus agressores o encontraram e o agrediram ferozmente até deixá-lo quase morto. Morreu enquanto estava sendo levado ao hospital. O grupo de assaltantes era de 20 pessoas, alguns dos quais foram detidos pela polícia local. As organizações católicas pediram uma investigação lembrando que já nos seis meses precedentes o sacerdote havia sido ameaçado várias vezes pelos extremistas hindús do movimento “Sangh Parivar”. Sajan Geroge, responsável pelo Local Council of India Christians manifestou a Fides: “Alguns tentam atribuir falsamente a morte do sacerdote a uma disputa ligada à propriedade das terras. Mas há muitos fundamentalistas hindús que estão por detrás do assassinato. O governo deve fazer mais para proteger as minorias”. O sacerdote procedia de uma família cristã de Kerala, perto de Palai, conhecido pelas numerosas vocações religiosas. Foi ordenado sacerdote em 1993 e tinha formado um ashram, baseado em uma vida de oração e trabalho social, onde vivia com a permissão do Bispo. Foi enterrado em sua cidade de natal. |