taLayer','GTM-T294ZT8'); predizer que para 1975 -quer dizer, muitos anos atrás- teriam se esgotado as reservas de chumbo, cromo, zinco e cobre do mundo.

Os mantimentos e outros recursos naturais, para 1980, não alcançariam para satisfazer as demandas do mundo inteiro e o pouco que tivesse seria vendido a preços exorbitantes.

A Verdade:

- O preço de todos os metais e minerais, incluindo o petróleo, registraram um decréscimo sustentado. Os metais não só não se tornaram escassos, mas também hoje são vendidos mais baratos que em 1968 ou 1975. No QUADRO 1 pode observar-se como as reservas dos principais produtos minerais em 1970 foram incrementados e baixou o preço em relação a 1950.

QUADRO 1


Reservas Minerais do Mundo

(Minerais Selecionados)

1950 – 1970

Cifras das reservas em milhares de toneladas métricas

Tungstênio

Estanho

Manganês

Zinco

Chumbo

Cobre

Bauxita

Petróleo

Cromita

Ferro

Potássios

Fosfatos

Fonte: ..........(igual)

- Mais populações são alimentadas no mundo atualmente que há 20 anos e os mantimentos, em geral baixaram de preço. A razão? Que a terra cultivável por habitante, em vez de ser reduzida incrementou nos últimos anos, inclusive naquelas nações que podem ser consideradas "superpovoadas", tal como pode ser observado no QUADRO 2. Qual é a razão? O emprego de maior e melhor tecnologia no mundo agropecuário melhoraram a produção de produtos agrícolas e de criação. Está demonstrado que a fome não é produto da falta de mantimentos ou do excesso de população, mas sim de péssimas políticas governamentais ou da injusta distribuição de riqueza. Entretanto, o alimento que é jogado no mar na Europa para manter preços competitivos no mercado poderia alimentar dois terços da população faminta do mundo.

QUADRO 2


fonte: .... (igual)

População e Terra Cultivada

(Áreas selecionadas)

População total por superfície total da terra

População total por superfície cultivada, arável e fértil permanentemente

Índia, China, Taiwan, Japão, Grã Bretanha, Europa Ocidental, África, Estados Unidos

- Julian L. Simon e Hernan Kahn, autores do livro The Resourceful Earth, sustentam que a redução do preço e o incremento dos recursos básicos se devem aos "mecanismos usados pelo homem, que nos conduzem à noção do limite, não são aplicáveis aos recursos. Deveríamos pensar, melhor, nisso que chamamos a mentalização do trabalho (quer dizer a aplicação da mente humana na tarefa de multiplicar as subsistências ao ritmo das necessidades) para nos explicar por que, a cada certo tempo regular, superamos os limites que anteriormente pareciam impossíveis de serem quebrados". Em outras palavras, quando os recursos parecem ter acabado, a inteligência humana encontra novos médios para sobrepor-se à escassez.

"Embora haja recursos, estamos ficando sem espaço físico porque somos muitos"

A Verdade

A realidade é que a terra está subpovoada e com uma população distribuída de maneira irregular. Um dado fundamental: Se juntasse toda a população do mundo em uma cidade como Nova Iorque, ou seja, com uma razoável zona industrial, áreas verdes, escritórios e residências, a cidade com toda a população do mundo caberia completamente no estado norte-americano do Texas e se alimentaria com um terreno cultivado equivalente à Índia. O resto do planeta estaria totalmente vazio!

Por outro lado, as regiões mais povoadas não são as mais pobres: a densidade populacional do mundo se encontra em zonas como Hon Kong, Taipei, Tóquio e Manhattam, todas elas com níveis de vida altamente superiores ao Standard. O curioso é que estas cidades não decrescem justamente porque a gente não quer ir embora, mas sim mudar para lá. A razão: a concentração de população concentra também serviços e, portanto, incrementa o bem-estar. O caso caótico de outras cidades como Calcutá se deve mais a um problema de administração e organização que à grande população.

"Os países pobres são pobres porque têm população muito grande"

A Verdade

Não há vinculo entre pobreza e população, contra o que sustenta o mito maltusiano. O especialista da União Internacional para o Estudo Científico da População, Ronald D. Lê sustenta que "dezenas de estudos, começando pelo do Kuznets (1967) estabeleceram a não associação entre a taxa de crescimento da população e o crescimento da taxa de receita per capita".

O QUADRO 3 a seguir é o fruto de uma larga investigação realizada em vários países com o fim de estabelecer a relação entre o crescimento populacional e o Produto Interno Bruto (PIB) -o índice que fala da riqueza ou pobreza de uma nação-. No quadro é possível ver os pontos distribuídos desordenadamente em um campo. O que significa isto? Que não foi possível demonstrar a existência de um padrão que relacione mais população com menos riqueza ou menos população com mais riqueza: alguns países empobreciam com o crescimento populacional, outros se enriqueciam. A riqueza ou pobreza, portanto, depende de outros fatores não relacionados com o da população.

QUADRO 3


População e PIB real per cápita

Taxa média anual PIB real per cápita 1960-1982

Finalmente, a não relação entre população e riqueza de uma nação é demonstrável empiricamente, olhando um mapa: nações "superpovoadas" como Taiwan, Japão, Coréia, têm uma densidade populacional entre 150 e 200 vezes maior que da Somália, e a renda per cápita é entre 200 e 500 vezes superior.

"As nações pobres precisam reduzir sua população pelo menos temporalmente para sair do subdesenvolvimento porque 'uma bolo se divide melhor entre menos convidados à mesa' ".

A Verdade

Este argumento foi um dos mais sedutores para as nações subdesenvolvidas, especialmente na América Latina. Entretanto, as estatísticas demonstram que, ainda que fosse necessário controlar a população, isto é impossível. Os casos da Inglaterra, Suécia, Estados Unidos e China demonstram duas coisas: que a conduta reprodutiva dos seres humanos não é controlável nem sequer por meios repressivos, e que quão variáveis operam são absolutamente imprevisíveis. China é exemplo do primeiro: apesar das ameaças de castigos, a população segue crescendo em ritmo razoável, digamos "autoregulado". Do segundo são as projeções da Suécia em 1935, quando a população era de 5.1 milhões, pensava-se que a população chegaria a 6.1 milhões em 1990. A Suécia chegou aos 8.3 milhões. Com a Inglaterra passou exatamente o contrário: as projeções auspiciavam um crescimento populacional de 30% em 20 anos, quando a população cresceu em apenas 5%, pondo em perigo a taxa de reposição de geração.

Mas a realidade é que não é necessário controlar a população. Todo país necessita de uma taxa de reposição mínima de entre o 2.2% e o 2.3% de crescimento populacional com o fim de evitar que a população anciã seja superior à população jovem. Uma taxa de reposição maior que 2.3% não implica nenhum problema, mas sim o contrário: um número menor de jovens mantém uma população cada vez maior de anciões: o que já está acontecendo na Europa e para o qual estão ditando leis paradoxais para promover a natalidade "para dentro"(...) com a mesma paixão com que promovem a anti-natalidade para os países pobres. Se as projeções forem corretas, na América Latina, a atual taxa de crescimento populacional, projetada para 2025, nos levará a ter uma proporção jovens-anciões equilibrada e bem distribuída, tal como visível no QUADRO 4, onde se compara a árvore populacional de 1980 com o projetado para o futuro.

A conclusão de tal gráfico é que atualmente a América Latina NÃO precisa reduzir em nada sua taxa populacional, do contrário estaria hipotecando seu futuro.

QUADRO 4


Árvore Populacional da Região

1980

Idade

Homens

Mulheres

2025

Idade

Homens

Mulheres