A 130ª Festa de Nossa Senhora dos Navegantes começa na sexta-feira (3), em Navegantes (SC), e segue até 8 de fevereiro. Patrimônio Cultural Imaterial de Navegantes e de Santa Catarina, a festa conta com extensa programação com missas, novenas, shows, procissão fluvial e a tradicional procissão terrestre com o maior manto de Nossa Senhora do mundo.

A festa é realizada pelo santuário de Nossa Senhora dos Navegantes, com apoio da prefeitura de Navegantes, por meio da Fundação Cultural.

A programação começa com missa e novena na sexta-feira, às 19h30, e segue nos demais dias. Na segunda-feira (2), dia de Nossa Senhora dos Navegantes, o dia começa com oração do rosário, às 8h, seguida de missa às 10h30 com bênção individual do manto. Às 19h30, haverá missa, quarta novena e a procissão terrestre com maior manto do mundo.

Em 2018, o manto utilizado na procissão ganhou título do Guiness World Records como o maior do mundo, com um total de 1.059,8 m².

A novena continua nos dias seguintes e o encerramento da festa acontecerá no dia 8 de fevereiro, quando haverá a oração das mil Ave-Marias às 8h e, às 15, missa solene e procissão fluvial.

Nossa Senhora dos Navegantes

Segundo o site do santuário de Nossa Senhora dos Navegantes, foi “na Idade Média, na época das Cruzadas”, que Nossa Senhora dos Navegantes passou a receber muitos pedidos de intercessão. É uma devoção ligada ao título mariano de Estrela do Mar, do latim Stella Maris, um dos possíveis significados do nome de Maria em hebraico.

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Com as grandes navegações de portugueses e espanhóis, esta devoção foi se espalhando pelo mundo e assim chegou ao Brasil. Também chamada Nossa Senhora da Boa Viagem, é padroeira dos navegantes e viajantes.

Segundo o site do santuário, “a localidade de Navegantes, bem como Itajaí e arredores, era primitivamente habitada por índios Carijós” e, em 1658, se deu “a chegada do primeiro homem branco no Vale do Itajaí, João Dias de Arzão”. Em seguida, “imigrantes portugueses, açorianos e colonos aventureiros” foram atraídos pelas “terras férteis, as matas de ricas madeiras e as águas piscosas do rio e do mar”.

Por volta de 1850, o povoado da região onde hoje é a cidade de Navegantes ainda não tinha uma igreja para reunir as famílias para rezar e expressar sua fé “fazendo orações, reza do terço, novenas, cantos, procissões e até fandangos em suas casas homenageando santo Amaro e são Sebastião”.

Em 1895, expressaram o desejo de ter uma capela e a devota “Maria Rita, esposa de Antônio Cardoso Sacavém” conseguiu que o marido doasse um terreno para erguer a capela. Em 1896, o bispo de Curitiba concedeu a autorização para a construção da capela, determinando que deveria estar sob a invocação de Nossa Senhora dos Navegantes, São Sebastião e Santo Amaro, “justificando que Santo Amaro e São Sebastião eram da devoção dos primeiros habitantes e Nossa Senhora dos Navegantes seria a protetora dos marítimos e pescadores que constituíam a principal profissão exercida no arraial”.

Um pescador devoto chamado Manoel Galego levou para a região uma imagem de Nossa Senhora, em uma embarcação. Ela “foi recebida pelos moradores com grandes festejos, o que passou a se repetir todos os anos, na mesma data”. A capela começou a ser construída em 1897 e foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1898.

A atual matriz começou a ser construída em 8 de novembro de 1959, com a bênção da pedra fundamental e foi inaugurada em 26 de agosto de 1962, com a criação da paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes. Em 1996, ano do centenário da chegada da imagem, a igreja foi elevação à santuário.