6 de jan de 2026 às 12:23
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou ontem (5), uma carta à Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), manifestando “sua profunda comunhão fraterna com a Igreja que peregrina na Venezuela, neste momento marcado por tensões, sofrimentos e incertezas que atingem o povo venezuelano” depois que os EUA capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, na madrugada de sábado, 3 de janeiro, em Caracas.
“Como pastores da Igreja na América Latina, partilhamos a dor do povo que sofre e renovamos nossa esperança na força do Evangelho da paz desarmada e desarmante”, disse a CNBB. “Unimo-nos espiritualmente às vossas orações e iniciativas pastorais, expressando nossa solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas”.
A conferência brasileira ainda reafirmou em sua carta “que o diálogo sincero, iluminado pela verdade, pela justiça, pelo respeito à dignidade da pessoa humana e à soberania das nações, é o único caminho capaz de promover o bem comum, fortalecer a democracia e construir uma convivência social marcada pela reconciliação e pela paz duradoura”.
E finalizou pedindo “que Nossa Senhora de Coromoto interceda por todo o povo venezuelano” e “que o Espírito Santo continue a sustentar a missão profética da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade, sabedoria e fortaleza a todos, e conduzindo o povo venezuelano pelos caminhos da unidade e da esperança”.
Receba as principais de ACI Digital por WhatsApp e Telegram
Está cada vez mais difícil ver notícias católicas nas redes sociais. Inscreva-se hoje mesmo em nossos canais gratuitos:
CEV Agradece ‘gestos de comunhão e solidariedade’ da CNBB
Em resposta à CNBB, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) também escreveu uma carta ontem (5), ao presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, agradecendo a Conferência brasileira “pela atenção e preocupação” com a Venezuela “e à sua complexa realidade em sua recente comunicação”.
O CEV disse à CNBB que “os acontecimentos de sábado, 3 de janeiro, e suas consequências para a vida social, política e econômica da Venezuela”, os “obrigam a continuar caminhando juntos para renovar e aprofundar nossa comunhão e, certamente, a prosseguir com a missão de estreitar e acompanhar pastoralmente o povo” que lhes “foi confiado, bem como discernir constantemente a realidade, guiados pela fé e pelos ensinamentos sociais da Igreja”.
“Seu apoio, solidariedade e orações nos ajudam a cumprir essa tarefa”, disse a Conferência Venezuelana à CNBB. “Agradecemos seus gestos de comunhão, solidariedade e amizade no Senhor. Que a Santíssima Virgem Maria, incansável companheira do nosso povo e modelo de discipulado missionário, nos acompanhe sempre”.




