6 de jan de 2026 às 11:12
Depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, as ruas de Caracas, capital do país, estavam quase desertas na manhã do último sábado (3). O governo declarou um "estado de comoção externa" que limita as garantias constitucionais.
Desde os ataques aéreos, longas filas se formaram em supermercados e postos de gasolina. Muitos estabelecimentos comerciais permaneceram fechados.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela ordenou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse a presidência interina do país, o que ela fez ontem (5). Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, foi ratificado como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
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Depois da captura de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA manteriam comunicação constante com Rodríguez e que ela faria tudo o que o governo dos EUA lhe pedisse para estabilizar o país. Trump também disse que seu governo governaria a Venezuela indefinidamente e que, caso não conseguissem fazer isso devido à obstrução de Rodríguez e do regime chavista, eles sofreriam um destino pior que o de Maduro.
Trump também disse algumas vezes que a ganhadora do prêmio Nobel da Paz do ano passado, María Corina Machado, “não tem o respeito necessário” para assumir o poder na Venezuela, pelo menos a curto prazo e entre a liderança militar, embora ela tenha o apoio da população venezuelana, refletido no resultado das eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, nas quais ela concorreu como vice-presidente na chapa de Edmundo González, que pediu calma à população e disse que “a Venezuela merece um futuro com direitos e esperança”.




