O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na madrugada de hoje (3) que forças especiais do exército americano “capturaram” o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, retirando-os do país depois de um “ataque em grande escala” no território da nação sul-americana.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado junto com sua esposa e levado para fora do país”, escreveu Trump em uma publicação compartilhada pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth.

Trump disse que a operação foi realizada “em colaboração com as forças da ordem americanas” e anunciou uma entrevista coletiva para hoje, às 11h (horário da costa leste) em Mar-a-Lago, Flórida.

Explosões e caos

O anúncio do presidente Trump aconteceu depois que notícias de múltiplas explosões abalaram Caracas e outras cidades venezuelanas, por volta das 2h (hora local), acompanhadas por sobrevoos de aviões militares.

“As explosões foram tão fortes que fizeram tremer as janelas da minha casa. Quando olhamos para fora, vimos várias bolas de fumaça subindo sobre Caracas. Foram muitas, incontáveis. Então começaram a chegar vídeos e relatos de muitas explosões em outras cidades do país”, comentou Andrés Henríquez, correspondente da ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN, em Caracas.

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Em meio ao caos e antes da notícia da captura de Maduro, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, anunciou que o regime havia declarado o “estado de comoção externa”, uma medida de emergência constitucional que concede amplos poderes em tempo de guerra.

Citando o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, Gil denunciou a “agressão militar extremamente grave” e convocou os cidadãos a se mobilizarem contra um “ataque imperialista”. Ainda não está claro quem está no comando das forças do regime neste momento.

A situação se desenvolve em meio ao envio de tropas militares dos EUA ao Mar do Caribe para combater o narcotráfico. O governo americano classificou Nicolás Maduro e seu círculo próximo como líderes de um cartel internacional de tráfico de drogas e terrorismo, conhecido como Cartel dos Sóis.

Contexto eclesial

Em sua mensagem de Natal, a Conferência Episcopal Venezuelana lamentou a complicada realidade do país, que só traz dificuldades e obstáculos à população, especialmente aos mais vulneráveis. Também expressou que a “experiência alegre” do nascimento de Jesus é “ofuscada” pela agitada realidade nacional.

As tensões entre a Igreja e o regime se intensificaram desde as controversas eleições de julho de 2024. O episcopado exigiu repetidamente a libertação dos presos políticos, incluindo centenas de menores, enquanto Maduro acusou recentemente o cardeal Baltazar Porras de conspiração durante a canonização dos primeiros santos da Venezuela em outubro de 2025.

Analistas disseram recentemente à ACI Prensa que a Igreja provavelmente enfrentaria “mais perseguição” em 2026, à medida que o regime se torna cada vez mais isolado.