4 de jan de 2026 às 09:35
No Ângelus de hoje (4), o papa Leão XIV expressou sua profunda preocupação com a situação na Venezuela e pediu que a “soberania” nacional do país seja plenamente respeitada, um dia depois da operação americana que resultou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro e da esposa dele Cilia Flores.
“Acompanho com grande preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela”, disse o papa. “O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer acima de qualquer outra consideração”, acrescentou.
Leão XIV insistiu na necessidade da “superação da violência” e apelou “à adoção de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”.
O papa destacou a importância de assegurar “o Estado de direito estabelecido na Constituição” e de respeitar “os direitos humanos e civis de cada um e de todos”.
Ele também exortou a trabalhar em conjunto para “construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia”.
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O papa enfatizou que esse esforço deve ser realizado “com especial atenção aos mais pobres, que sofrem devido à difícil situação econômica”.
Leão XIV convidou os católicos a se unirem em oração pela Venezuela, confiando essa intenção “à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto e dos santos José Gregorio Hernández e irmã Carmen Rendiles”, canonizados no ano passado.
As declarações do papa ocorrem em um momento de máxima tensão política e internacional para a Venezuela, depois da captura do presidente Maduro e da esposa dele, e iminente julgamento em território americano por acusações de tráfico de drogas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estava prevista uma segunda onda de ataques se o chavismo oferecesse resistência. “Vamos governar a Venezuela até que haja uma transição segura”, disse em coletiva de imprensa.
O Supremo Tribunal de Justiça venezuelano ordenou que a vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumisse a presidência diante da “ausência forçada” de Maduro.



