NOTICIAS 26-08-03

A Igreja nunca perseguiu Galileu, revela autoridade vaticana

VATICANO, 26 Ago 03 (ACI).– Dom Ângelo Amato, até pouco tempo Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, revelou que, de acordo com  documentos recentemente descobertos, Galileu Galilei nunca foi perseguido ou torturado pelo Vaticano por afirmar que a terra girava ao redor do sol.

Dom Amato disse que uma carta recentemente descoberta nos arquivos vaticanos,  enviada pelo Comissionado do Santo Ofício ao Cardeal Francesco Barberini em 1633, indicava o desejo expresso do Papa de que o julgamento de Galileu fosse rapidamente concluído em consideração à sua frágil saúde.
”A idéia de que Galileu foi encarcerado e até mesmo torturado para que abjurasse  de sua tese não foi mais que uma lenda transmitida por uma falsa iconografia”, acrescentou o Arcebispo.

Além de lembrar que Galileu  foi julgado não por sua tese científica, mas por dizer que a Bíblia estava errada ao falar que  “o sol se deteve” –quando o que se deteve foi a terra-, Dom Amato explicou que durante o julgamento,   foi concedido a Galileu “os aposentos do advogado, um dos mais altos ofícios da Inquisição, onde foi assistido por seu próprio servo”. 

“Durante o resto de sua estada em Roma,  foi convidado do embaixador florentino na Villa Medici”, acrescentou também o  Prelado.
O Arcebispo revelou também que quando em 1610, Galileu publicou sua obra Sidereus Nuncius, onde propunha sua teoria, recebeu o apoio não somente do grande astrônomo  Johannes Kepler, como também do jesuíta Clavius, autor do calendário gregoriano, que hoje rege o mundo ocidental.
Galileu “teve inclusive muita aceitação entre os Cardeais romanos” porque “todos queriam olhar o espaço com seu famoso telescópio”.

 

A Santa Sé aceita participar de “cúpula” inter-religiosa no Cazaquistão

VATICANO, 26 Ago 03 (ACI).– O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Joaquim Navarro Valls, anunciou oficialmente que o Vaticano aceitou  “com prazer” ao convite a participar de uma cúpula inter-religiosa que será  realizada em Astana, capital do Cazaquistão, em 23  e 24 de setembro.

 Ao fazer o anúncio, Navarro-Valls  lembrou que a doutrina da Igreja incentiva o  diálogo inter-religioso a partir da Declaração “Nostra Aetate” do Concílio Vaticano II, e recordou que João Paulo II, “em seus 25 anos de pontificado,  reuniu-se com vários  líderes religiosos a fim de promover no mundo os valores espirituais e favorecer assim a reconciliação e a paz entre os povos”.

Por este motivo, o Pontífice enviou uma delegação de alto nível presidida pelo Cardeal Jozef Tomko,  Prefeito Emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos,  Dom Renato Martino, Presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Dom Pier Luigi Celata, Secretário do Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Dom Jozef Wesolowski, Núncio Apostólico no Cazaquistão, Dom Tomasz Peta, Arcebispo de Astana; Dom Julio Murat, Oficial da Secretaria de Estado;  e o Pe. Jozef Maj, SJ, Oficial do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

“A Santa Sé expressa fervorosos votos para o sucesso do encontro de Astana e auspicia que possa contribuir para promover a paz e a concórdia da família humana,  no respeito dos direitos de cada pessoa”, concluiu o porta-voz do  Vaticano.

 

O Papa  expressa sua solidariedade após o atentado explosivo em Bombay, Índia

VATICANO, 26 Ago 03 (ACI).- O Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de estado, enviou em nome do Papa João Paulo II um  sentido telegrama  ao Arcebispo de Bombay (Índia), Cardeal Ivan Dias; expressando seus pêsames e solidariedade  após o atentado que causou mais de 50 mortes e 150 feridos.

Na mensagem, o Pontífice elevou orações pelas vítimas e familiares, e expressou seu desejo de que   “a paz triunfe sobre as forças do ódio e da desconfiança”.

Em uma entrevista com a Rádio Vaticano, o Cardeal Dias explicou que o atentado, atribuído a grupos extremistas islâmicos, atacou “o nervo central da cidade e em certo sentido da Índia” porque Bombay é a capital industrial do país.

“Ao atacar  Bombay coloca-se em risco este aspecto comercial que significa muito para a Índia inteira, e  corre-se o risco, de causar danos à moral do povo”, disse o Purpurado.

 

Suprema Corte da Flórida rejeita caso de mulher inválida que seu esposo deseja ver morrer

MIAMI, 26 Ago 03 (ACI).– A Suprema Corte de Justiça do Estado da Flórida anunciou na tarde de segunda-feira, 25 de agosto, sua decisão de não intervir  a favor de Terry Schindler-Schiavo, 39,  a mulher inválida  há  vários anos a quem o esposo deseja desconectar os aparelhos que a ajudam a viver.

Michael Schiavo, marido de Terry, que vive agora com outra mulher, afirma que  Terry encontra-se em um  “estado vegetativo persistente” e conseguiu que as cortes determinem a desconexão dos aparelhos que a mantêm viva, argumentando que “minha esposa não gostaria de viver assim”.

Entretanto, Bob  e Mary Schindler, pais de  Terry,  afirmam que os marido  quer acabar prematuramente com os esforços de reabilitação, e sustentam que Terry deu mostras de desejo de comunicar-se.

“A Suprema Corte da Flórida disse resumidamente que  ‘não vamos intervir’”, disse George Felos, advogado de Michael Schiavo, que informou que a ordem foi transmitida formalmente  ao juiz George Greer do condado na própria segunda-feira.
Greer disse que convocará a uma audiência para a primeira semana de setembro  para estabelecer a data em que o tubo de alimentação de Terry será removido; mas negou-se a dizer quando será isso.
O advogado dos Schindler, Pat Anderson, anunciou que “a família está arrasada”, mas que continuará na luta, para o qual recorrerá à assistência de outros advogados  para planejar sua próxima ação.

 

Arcebispo de Denver exige direito dos católicos de expressar-se na vida pública

WASHINGTON DC, 26 Ago 03 (ACI).– Em uma entrevista com Thom Beal, editor da página editorial do Rocky Mountain News, o Arcebispo de Denver, Dom Charles Chaput, recordou a necessidade de que os católicos tenham o direito de expressar-se na vida pública e ressaltou como exemplos o caso do filme “The Passion” de Mel Gibson e a discriminação no  Senado de William Pryor por declarar-se católico.

Ao ser referir a “The Passion”, o Prelado comentou que teve a oportunidade de ver o filme e  explicou que “é um extraordinário trabalho de arte e extraordinariamente fiel aos Evangelhos. Se eu fui crítico dos detratores do filme foi porque penso que é imprudente por parte de qualquer grupo tentar intimidar a Igreja ou a fé de pessoas como Mel Gibson de poder falar claro sobre o que acreditam que é a Verdade”.

“Todos sabemos que o anti-semitismo é um grave pecado; é um pecado que a Igreja repreende e que precisa continuar repreendendo quando houver exemplos disso na vida da Igreja. Mas, proclamar claramente nossa fé em que Jesus é o Messias e que sofreu, morreu e ressuscitou dentre os mortos é para nós algo que temos o dever de proclamar”, afirmou o Arcebispo.

“Não podemos ser intimidados –continuou– de proclamar a fé. Parece-se que apressar um juízo sobre o filme antes mesmo de estar pronto é um ato de intimidação para  prevenir que os cristãos fazem o que têm que fazer”.

O Prelado acrescentou que “não posso falar por Mel Gibson, mas penso que fazer o filme para ele é um ato de fé. Acredito que é um  projeto pessoal profundamente significativo para ele, e embora seja importante para ele escutar as críticas que possam vir, também acredito que ele deve ser livre para expor suas melhores aproximações sobre o tema”.

Sobre as declarações da Liga Anti-Difamação e do Rabino Marvin Hier de queo filme é  “notoriamente” anti-semita e que quando for lançado poderá originar manifestações ou sentimentos anti-semitas, Dom Chaput afirmou que “não concordo. Penso que alguns membros da comunidade judaica sentiram que qualquer obre sobre a Paixão ou qualquer descrição da Paixão automaticamente inicia anti-semitismo. Se isto ocorresse, a Igreja se manifestaria para demonstrar que isto está errado e que é pecado. Mas o filme de Gibson, sinceramente a versão que eu vi, não é o caso para nada disso”.

Por outro lado, ao se referir a sua recente crítica aos senadores democratas que vetaram a nomeação judicial do senador católico William Prior, em que afirmou que “um novo tipo de discriminação religiosa está se promovendo no Capitólio”, o Prelado explicou que “fiquei impressionado com as reações de alguns legisladores que são ‘católicos’ sobre o tema da união de homossexuais. Eles expressaram que não precisavam que o Vaticano lhes dissesse o que pensar e o que votar. Mas é  dever do Vaticano guiar os católicos para que entendam e apliquem sua fé. Isso não é algo novo”.

O Prelado ressaltou que “nós, católicos acreditamos na separação Igreja-Estado, mas se um católico leva à sério sua fé então os ensinamentos católicas o ajudarão no seu juízo. Dizer que não deixará que suas convicções influenciem em suas decisões políticas é uma estranha posição. Implica que o serviço público requer uma espécie de neutralismo moral. Coisa que não tem sentido e termina em uma vida civil sem  caráter ou significado”.

“As pessoas se opõem a ele precisamente porque ele acredita no que a Igreja ensina sobre o aborto. Muitos não católicos também  têm aproximações similares à Igreja em relação ao aborto, pois nossa perspectiva está baseada na lei natural. Mas se alguém não pode ser eleito juiz porque está de acordo com o que a Igreja Católica pensa sobre a vida humana, então há  discriminação e um precedente realmente perigoso para nosso  país”, acrescentou o Arcebispo.

 

Lei de uniões homossexuais: Tribunal Eclesiástico insta a Congresso a respeitar princípios

BOGOTÁ, 26 Ago 03 (ACI).- Som Libardo Ramírez, Presidente do Tribunal Eclesiástico, disse que “o Congresso deve se lembrar dos desígnios de Deus sobre Sodoma e Gomorra na antiguidade e que apesar das grandes civilizações tem aprovado leis nesse sentido, na Colômbia devem prevalecer os princípios e a moral”.

A Igreja –disse Dom Ramírez- respeita os homossexuais e tenta orientá-los  através da doutrina. Contudo, “fica muito difícil à sociedade ensinar a seus filhos que dois homens ou duas mulheres podem ser um casal toda vez que a procriação fica fora desses princípios” declarou.

Por considerar que os direitos da família, criada pela lei de Deus, não podem ser equiparados à união de pessoas do mesmo sexo, a Igreja Católica vem expressando sua  enérgica oposição à aprovação da lei sobre igualdade de direitos em casais homossexuais. Não obstante, o  Governo colombiano já mostrou sua desaprovação ao projeto de lei por razões técnicas fundamentais.

 

Cardeal Bergoglio convoca a celebrar Dia do Migrante

BUENOS AIRES, 26 Ago 03 (ACI).– No  Dia do Migrante, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires e primaz da Argentina, convidou a uma celebração na Catedral, no próximo domingo dia 7 de setembro, às 10h30 da manhã.

Em sua mensagem, o Cardeal Bergoglio pediu “reunir esforços para construir uma cidade que seja enriquecida com a contribuição de cada um, crescendo na unidade através da diversidade”.

Em seguida, o Purpurado reconheceu que “nossa pátria atravessa tempos de mudanças e definições, onde a vida cotidiana apresenta um desafio de manifestar nossa identidade como verdadeiros filhos de Deus”.

O Arcebispo disse também que  “para alguns irmãos, a identidade ou ser reconhecidos como pessoas há é um grande desafio. Eles são os migrantes, cuja presença em Buenos Aires a transforma em uma ‘cidade de mil rostos’. Eles buscam o bem-estar pessoal e familiar, sendo parte deste grande país”.

Finalmente, o Cardeal Bergoglio explicou que o Dia do Migrante “será uma oportunidade para manifestar nossa cordial acolhida e hospitalidade a tantos irmãos migrantes que querem remar juntos para tornar a pátria grande”.

 

Elogiam trabalho de religiosas venezuelanas dedicadas a doentes necessitados

CARACAS, 26 Ago 03 (ACI).– Em meio à crise interna que atinge vários serviços internos na Venezuela, a imprensa local reconheceu a silenciosa e exemplar tarefa das irmãs Discípulas de Jesus no dispensário onde atendem a centenas de doentes.

O trabalho das religiosas, que realizam no dispensário Jesus Maestro de Fé e Alegria no bairro José Félix Ribas de Petare, chega não somente às crianças e adultos dos setores mais próximos mas também a  pacientes de todo o território nacional.

A esse respeito, Irmã Saturnina Devia explicou que  “foi-se ganhando a confiança de todos os que acreditam no trabalho que viemos realizando há 33 anos, quando abrimos as portas em  7 de janeiro de 1970, porque para nós o que não tem dinheiro é igualmente atendido já  que nenhum ser humano pode ser discriminado, deve ser ajudado no que estiver a nosso alcance”.

Em seguida, referindo-se à história do dispensário, Irmã Devia disse que o trabalho iniciou com a colaboração da Associação de Trabalhadores da Shell devido à necessidade de atendimento médica da comunidade do setor.

Não obstante, a religiosa indicou que no ano passado atenderam mais de 9 mil pacientes entre todas as especialidades nas quais atendem, tudo isto graças ao apoio de várias associações.

Entretanto, –continuou– ainda precisamos da colaboração de alguma empresa para obter um micro-analisador de bioquímica sanguínea a fim de que os pacientes não tenham que ir a outro lugar para fazer os exames de laboratório, os quais implicam um custo que muitas destas pessoas não podem cobrir.

Finalmente, ir. Saturnina Devia agradeceu a colaboração dos  médicos que durante muitos anos estiveram dispostos a trabalhar nesta tarefa social e daqueles que sem receber salário algum recebem os outros que foram indicados por eles.

 

Ex-presidente Uruguaio diz que a Europa não pode ignorar sua herança  cristã

MADRI, 26 Ago 03 (ACI).– Em um artigo editorial publicado no prestigioso jornal madrileno ABC, o ex-presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Herrera, disse que a Europa não pode ignorar sua história e herança cristãs.

Comentando um artigo de Alfonso López Quintás sobre o mesmo tema, Lacalle, ex-presidente de uma das nações com mais forte tradição laicista na América Latina, indica  “como ibero-americanos nos sentimos e nos sabemos parte da Europa da qual nasceram nossas nações. Nos é alheio o debate no pontual, no que se relaciona com a futura Constituição européia, mas filhos da Espanha como somos, o somos portanto da Cristandade, com maiúscula, raiz e fonte de nossos valores comuns”.

“Cristão foi também o nascimento de nossas pátrias, pois seus pais fundadores o foram, desde Washington até Artigas. E mais, em sua luta pela independência eles empregaram a  filosofia cristã, madura de liberdades e assentada, mais que em uma Ilustração secular e leiga, no direito natural que é por definição divina em sua origem por ser próprio do ser humano, portador de valores eternos”, acrescenta o ex-presidente.

Lacalle afirma que o termo para definir essa raiz cosmovisão é o “judaico-cristianismo”, ao lembrar que   “é o homem bíblico  que irrompe na história dotado dessa capacidade tremenda e fascinante de romper todo determinismo”;  porque “frente às religiões orientais que encerram a natureza em um porvir  pré-determinado e circular”,  aparece “o dom de poder romper esse contínuo, abrindo caminho ao novo e nao obrigatório”.

Segundo o ex-presidente uruguaio,  o conceito de salvação ou perdição  “abre as portas à iniciativa, ao risco, ao desafio à circunstância, baseado na crença de que a mesma não condiciona de forma absoluta e irremediável”. “Disso derivam, em sua destilação secular, as lutas pela liberdade política, pela igualdade entre os seres humanos, pela dignificação de todos, pela realização pessoal através do mérito, que quebram correntes  e aproximam à plenitude moral”, acrescenta.

Por isso “não se pode, a nosso juízo, mencionar  Grécia nem Roma sem o aditamento do Cristianismo”, porque “toda a claridade do pensamento ático, toda a majestade do ‘jus’ romano são incompletas sem a fecunda semente da filosofia cristã”.

“Cabe aos constitucionalistas europeus escolher”, adverte Lacalle: “ou não mencionam fontes e então a Europa é ininteligível como entidade espiritual, ou inclui o cristianismo com as contribuições que traz desde os tempos do Gênesis e então é sim compreensível nossa existência milenar como unidade espiritual”.

 

Irmãzinhas dos Idosos Desamparados celebram festa de Teresa de Jesus Jornet

MADRI, 26 Ago 03 (ACI).– Hoje, a congregação religiosa das Irmãzinhas dos Idosos Desamparados celebra a festividade de sua fundadora, Santa Teresa de Jesus Jornet, que, em 11 de maio de 1873 – festividade da Virgem dos Desamparados–, abriu em Valência o primeiro centro da congregação.

Neste ano a festividade coincidiu com o anúncio da próxima colocação de uma estátua de Santa Teresa de Jesus Jornet na Basílica de São Pedro no Vaticano, aprovado recentemente pelo Papa João Paulo II.

Em declarações à agência AVAN, o Padre Vicente Juan Segura, capelão do Santo Padre e promotor da iniciativa, explicou que a instalação da  imagem, de 6 metros de altura e 55 toneladas, é  “em reconhecimento ao trabalho da congregação fundada por ela” que atende, na atualidade, a mais de 28.000 idosos sem recursos em mais de 200 asilos e residências na Europa, Ibero-américa e África.

Ao se referir à estátua, o sacerdote disse que está sendo esculpida em mármore de  Carrara pelo artista italiano Alessandro Romano, e será colocada em um “lugar privilegiado” da Basílica na parte  exterior da girola, debaixo da  “Glória de Bernini”, no nicho central de sua abside.

Não obstante, o religioso indicou que após uma centena de esboços, Alessandro Romano  escolheu finalmente uma representação de Santa Teresa de Jesus Jornet “com rosto expressivo, junto a dois idosos, um de cada lado, que rodeiam com seus braços a fundadora”.

A celebração será realizada no marco de uma Missa solene, que será presidida pelo Padre Segura, às 10h45, na capela da Casa Generalicia da congregação em Valência.

Santa Teresa de Jesus Jornet fundou 103 Asilos de Idosos Desamparados e foi canonizada pelo Papa Paulo VI, em 27 de janeiro de 1973.

 

Especialista sugere fórmula para acabar com problema de embriões congelados

MADRI, 26 Ago 03 (ACI).– No marco de um colóquio em Torreciudad, Justo Aznar Lucea, chefe do departamento de Biopatologia do Hospital Universitário La Fe em Valência, disse que a futura reforma legal que atingirá a Lei de Reprodução Assistida de 1988 solucionará o problema de excesso de embriões somente se  “forem corretamente definidos os casos considerados exceções”.

A esse respeito, Aznar Lucea explicou que é necessário que a nova lei defina “corretamente os casos considerados exceções”, já  que “pela exceção poderia-se abrir a via legal para implantar freqüentemente mais de três embriões”.

Em seguida, o pesquisador valenciano considerou “positivas” algumas das modificações propostas pela nova lei, posto que buscam defender a vida humana “proibindo fecundar mais de três óvulos em cada ciclo de estimulação ovárica e implantar mais de três embriões, salvo casos excepcionais, assim como a clonagem humana, tanto terapêutica como reprodutora”.

Por outro lado, Aznar Lucea disse que na Espanha existem cerca de  duzentos mil embriões congelados, “embora este número possa ser maior, pois em apenas uma clínica de Valência foi declarada a existência de quase trinta mil”.

Finalmente, o especialista disse que com a nova proposta de regulamentação poderá ser solucionado “desde a raiz” o problema dos excedentes de embriões congelados, embora a  modificação da norma “tenha um aspecto claramente negativo, já  que abre a porta à utilização de tais embriões para  pesquisa biomédica, para manipulação e  destruição de uma parte desses embriões humanos congelados, sobras da fecundação in vitro”.

 

Iminente abertura do processo de canonização de bispo peruano desterrado

MADRI, 26 Ago 03 (ACI).– Dom Agustin Garcia-Gasco, Arcebispo de Valência, abrirá no próximo dia 20 de setembro na Catedral de Valência, a causa de canonização do antigo Arcebispo de Lima Dom Emilio Lisson Chávez, falecido durante seu exílio em Valência em 1961.

Ramón Fita, delegado da comissão diocesana para as Causas dos Santos, declarou recentemente que “a abertura do processo se realiza atendendo o pedido de vários bispos peruanos e espanhóis e de fiéis que  o conheceram em vida”. A causa terá início em Valência por ser o lugar em que prelado peruano passou os últimos anos de sua vida, morreu e foi inicialmente enterrado.

Dom Emilio Lisson nasceu em Arequipa em 1872. Ingressou na congregação da Missão (Padres Paúles) e foi ordenado sacerdote em 1895 em Paris. O Papa São Pio X o nomeou bispo da diocese amazônica de Chachapoyas em 1909, onde desenvolveu um grande trabalho de evangelização. Percorreu todo o território diocesano, tanto de canoa como à pé ajudado pelos nativos. Foi nomeado Arcebispo de Lima pelo Papa Benedito XV em 1918, aos 46 anos de idade. “Abriu então quatro seminários menores, fundou um jornal católico e visitou paróquias às quais não recebia um  prelado há mais de 400 anos”, disse Ramón Fita.

Por pressões das autoridades peruanas que o acusaram “sem fundamento algum de envolvimento político, má administração e pouca formação teológica”  viu-se  obrigado a apresentar a renúncia de sua sede episcopal em 1931.

Apesar de, anos depois, seus acusadores terem pedido perdão e reconheceram suas injustas imputações, Dom Lisson foi exilado e esteve confinado durante nove anos na Casa Internacional da Congregação da Missão (Roma). Durante esse tempo estudou arqueologia e história eclesiástica e dedicou-se a dar retiros espirituais.

Em 1940 obteve permissão para ir à Espanha convidado pelo então Bispo de Navarra, Dom Marcelino Olaechea, que o levou consigo à Valência quando foi nomeado Arcebispo desta diocese. Ali, Lisson administrou os sacramentos a milhares de jovens por encargo do prelado, ordenou vários sacerdotes e realizou visitas pastorais a todas as paróquias da diocese. “É um santo e de Valência não sai nem vivo nem morto”, disse certa vez Dom Olaechea quando  reclamavam a presença do bispo peruano de outros lugares da Espanha. Dom Lisson permaneceu na diocese de Valência desde 1948 até sua morte em 1961, cumprindo os encargos pastorais continuamente solicitados por Dom Olaechea. Segundo atestou o próprio Arcebispo de Valência, durante esses anos, Lisson “praticou em grau heróico as virtudes de caridade, humildade, obediência e pobreza”.

Falecido em 24 de dezembro de 1961 no palácio arcebispal de Valência, foi enterrado na catedral da cidade e em 1991 os peruanos solicitaram o traslado de seus restos mortais para a catedral de Lima onde descansam na atualidade.