|
|
||||||||
|
Nikolaus Gross
Gross, nascido em Niederwenigern, próximo de Essen em 1898, teve uma vida que combinou o trabalho duro das minas e o trabalho intelectual do jornalismo, ferramenta esta última que utilizaria para converter-se em um opositor não violento do regime de Adolf Hitler. Assim, quando contava com 19 anos e já dentro do trabalho mineiro, ingressou no sindicato cristão. Um ano depois entrou para o partido cristão do Zentrum, tornando-se aos 22 anos secretário dos jovens mineiros. Neste período Gross sente inquietude pelo jornalismo, o que o impulsiona a colaborar no diário do Movimento Católico dos Trabalhadores (KAB), o Westdeutschen Arbeiterzeitung. Rapidamente começa a destacar-se pelo seu talento, até tornar-se anos mais tarde diretor do diário. Afincado em Colônia, Gross percebe o perigo que para Alemanha significava que o nazismo tomasse o poder, por isso não duvida, respaldado em sua fé, em informar a seus leitores sobre as verdadeiras conseqüências que um regime deste tipo trairia sobre o país. Em uma das
tantas ocasiões afirmaria, "nós trabalhadores católicos
rejeitamos com força e com claridade o Nacionalsocialismo, não
só por motivos políticos ou econômicos, mas decididamente
também por nossa postura religiosa e cultural". Entretanto, isto não foi impedimento para que Gross continuasse seu trabalho, complementado com o apoio mútuo que se prestou com as mais influentes e importantes inteligências católicas contrárias ao nazismo. Entre elas destacou-se o sacerdote jesuíta Alfred Delp e o leigo Emil Letterhaus. Ambos também seriam executados. Pouco a pouco o diário foi se tornando um obstáculo para o governo, sendo declarado inimigo do Estado e clausurado em 1938. Nikolaus Gross não se deixou abater e continuou com sua tarefa de anunciar a Cristo emitindo edições clandestinas. Esta constante oposição ao nacionalsocialismo, fez com que fosse encarcerado e executado na forca em 23 de janeiro de 1945. Sua execução foi realizada três semanas depois do fracasso do atentado contra Adolf Hitler, seu corpo foi queimado e suas cinzas espalhadas pelo campo. Este homem, que se iniciou como obreiro, sindicalista e posteriormente jornalista, teve muito claro o compromisso que como católico devia assumir na defesa da verdade, a justiça, a paz e a solidariedade; inclusive entregando a própria vida. Além disso, foi testemunho de pai e esposo, mostra disso é a carta que da prisão de Berlim-Plötzensee, enviou a sua esposa e filhos dois dias antes de sua execução. Nela mostrou uma completa serenidade frente a morte e uma fé inabalável em Cristo. Sua Beatificação No Domingo 7 de outubro, na Praça São Pedro, o Papa João Paulo II presidiu a cerimônia que elevou aos altares a Nikolaus Gross, jornalista que se opôs com a fé e a razão ao regime Nazista de Hitler. Foi beatificado junto com outras seis pessoas. Aquele dia o Papa disse: "Com inteligência compreendia que a ideologia nacional-socialista era incompatível com a fé cristã. Com valentia, tomou a pena para escrever a favor da dignidade humana e por esta convicção foi levado ao patíbulo, mas isto abriu-lhe o céu". PUBLICIDADE |
Recursos mais Visitados
Últimas notícias
01:16 pm | Logo Oficial da JMJ 2013: expressa a fé e a acolhida do povo brasileiro aos jovens do mundo 01:35 pm | Anúncio da logo oficial da JMJ 2013 será realizado esta noite no Rio de Janeiro 10:13 am | Papa incentiva a renovação da Igreja para combater o abuso sexual 09:57 am | Astrônomo vaticano recorda que a teoria do Big Bang sintoniza com história da criação 09:37 am | Artesão que faz cadeira para o Papa: Um trabalho que “passa de especial” Receba nossas notícias
|
PUBLICIDADE
Anuncie Aqui |
||||||
|
||||||||
