6 de fev de 2026 às 11:23
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursou ontem (5) na 74ª edição do Café da Manhã Nacional de Oração. Ele exaltou seu histórico em questões religiosas e anunciou que os EUA farão um evento para rededicar o país a Deus.
“Esse café da manhã de oração acontece num momento especial para o nosso país, enquanto nos preparamos para celebrar o 250º aniversário da independência americana”, disse Trump, cinco meses antes da celebração nacional do aniversário da assinatura da Declaração de Independência dos EUA.
“Quando nossos fundadores proclamaram as verdades imortais que ecoaram pelo mundo e através dos tempos, eles declararam que todos nós somos feitos livres e iguais pela mão do nosso Criador”, disse o presidente.
Em homenagem à ocasião, Trump anunciou no café da manhã que fará um evento intitulado Rededicate 250 no National Mall, em Washington D.C., em 17 de maio, "para rededicar a América como uma nação sob Deus".
“Estamos convidando americanos de todo o país para se reunirem no National Mall para rezar e agradecer”, disse.
No início deste ano, Trump lançou a iniciativa America Prays (A América Reza) em antecipação ao aniversário, pedindo aos americanos que rezem pelo país e seus cidadãos. A Casa Branca publicou na época um documento de 22 páginas para destacar as raízes cristãs do país, com orações históricas, sermões e proclamações presidenciais.
O presidente também anunciou novas diretrizes do Departamento de Educação dos EUA, que visam proteger a liberdade de expressão religiosa e a oração nas escolas públicas. Ele disse esperar que as diretrizes enfrentem processos judiciais, mas disse à multidão: "Vamos vencer".
Ele disse que o país está testemunhando um ressurgimento da fé cristã e falou sobre um aumento nas vendas de Bíblias no ano passado e uma maior frequência de jovens em cultos religiosos.
Sobre os índices de frequência à igreja, um porta-voz da Casa Branca citou um estudo do Grupo Barna como exemplo, que mostrou que os cristãos da geração Y e da geração Z frequentam cultos religiosos com mais frequência.
Duas das convidadas de Trump — Emma Foltz e London Smith — foram convidadas para o café da manhã para falar sobre exemplos do que o presidente chamou de “jovens patriotas e crentes americanos”.
Foltz e Smith, duas monitoras do acampamento Mystic, no Texas, são reconhecidas por terem salvo 14 meninas na enchente mortal de julho do ano passado no acampamento cristão de verão, que matou 27 pessoas.
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“Emma ajudou corajosamente a conduzir 14 preciosas meninas para um local seguro, e London, vendo a água subir, reuniu-se com outras meninas no topo do prédio onde moravam e rezou”, disse Trump em seu discurso.
“Quase 250 anos depois de nossos pais fundadores terem dado um dos maiores saltos de fé da história da humanidade, a história de Emma e London nos mostra que a fé do povo americano permanece inabalável, na verdade, tornou-se mais forte do que nunca”, disse o presidente. “E nos lembra que as orações fortalecem, as orações curam, as orações empoderam e as orações salvam. Simplificando, a oração é o superpoder da América”.
Em seu discurso, Trump também se atribuiu o mérito por conquistas que, segundo ele, beneficiaram cristãos nos EUA e no exterior.
O presidente citou seu decreto relacionado à Emenda Johnson, que flexibilizou as restrições à atuação de pastores em questões políticas. Ele disse que ampliou a Política da Cidade do México para impedir o uso de verbas públicas para organizações internacionais que apoiam o aborto e a “ideologia de gênero radical”.
Trump também elogiou suas ações executivas "para cortar o financiamento federal de qualquer escola pública que promova a insanidade transgênero" em crianças e para "parar a mutilação de crianças" com políticas que restringem hospitais de oferecer drogas e cirurgias a menores de idade para fazê-los parecer com o sexo oposto. Ele também disse: "Tiramos os homens dos esportes femininos".
“Ainda estamos lutando contra isso, mas, sabe, transgênero para todos — eles querem transgênero para todos”, disse. “Nós impedimos isso”.
Trump disse à multidão que ele criou o Gabinete de Assuntos Religiosos da Casa Branca e a Comissão de Liberdade Religiosa.
“Minha administração está enfrentando de frente a campanha militante e verdadeiramente intolerante que tentou expulsar os religiosos da vida pública e da sociedade”, disse.
Trump também falou sobre assuntos internacionais, especificamente sobre os ataques militares de dezembro do ano passado contra a Nigéria, que visavam combater a perseguição aos cristãos. Outra de suas convidadas foi a primeira-dama nigeriana, Remi Tinubu, que é cristã.
“Demos uma surra neles outro dia na Nigéria porque estavam matando cristãos”, disse Trump. “Eles estavam matando cristãos. Não se pode fazer isso. Quando os cristãos são atacados, eles sabem que serão atacados com violência e crueldade pelo presidente Trump”.
Vários parlamentares, como o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, e membros do gabinete de Trump, como a procuradora-geral Pam Bondi, participaram do café da manhã de oração.






