O secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, disse ontem (21) que a Santa Sé recebeu um convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para participar do Conselho de Paz de Gaza, e que está analisando a resposta.

“Nós também recebemos o convite para o Conselho de Paz de Gaza, o papa o recebeu e estamos analisando o que fazer, estamos explorando a questão mais a fundo; acho que é um assunto que requer algum tempo para darmos uma resposta”, disse o cardeal Parolin à imprensa, segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé.

Depois de participar do evento comemorativo do 25º aniversário do Osservatorio for independent thinking (Observatório pelo Pensamento Independente), em Roma, o cardeal disse que o presidente dos EUA “está solicitando a participação de vários países” e que, segundo o que havia lido na imprensa, “a Itália também está refletindo sobre a possibilidade de aderir ou não”.

A iniciativa de Donald Trump busca criar um Conselho de Paz para lidar com conflitos globais, com foco particular na guerra em Gaza, como um órgão independente e separado da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele convidou vários países a aderir ao projeto em troca de uma contribuição financeira que lhes garantiria um assento permanente.

Vários países já anunciaram publicamente sua participação, como Belarus, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Egito e Israel.

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O cardeal Parolin negou qualquer envolvimento financeiro da Santa Sé e disse que “não estamos nem em condições de fazer isso; no entanto, estamos claramente numa situação diferente em comparação a outros países, por isso será uma questão a ser considerada, mas creio que o pedido não será de participação financeira”.

O secretário de Estado falou sobre as tensões entre os EUA e a Europa. Segundo ele, “as tensões não são saudáveis ​​e criam um clima que agrava a situação internacional, que já é grave".

“Acho que o importante seria eliminar as tensões, debater os pontos controversos, mas sem entrar em discussões ou gerar tensões”, disse.

Sobre o Fórum de Davos realizado ontem, que teve a participação do presidente dos EUA que manifestou seu firme desejo de adquirir a Groenlândia, o cardeal falou sobre a importância de “respeitar o direito internacional”, para além dos “sentimentos pessoais, que são legítimos, mas respeitar as regras da comunidade internacional”.