23 de jan de 2026 às 13:38
Os portugueses foram às urnas no domingo (18) para escolher o próximo presidente do país. A votação seguiu para segundo turno, previsto para o dia 8 de fevereiro, com a disputa entre António José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, líder do partido de direita Chega.
O patriarca de Lisboa, dom Rui Valério, defendeu ontem (22) que, ao contrário de outros países em que bispos assumem posições políticas, cada eleitor deve decidir após analisar programas e propostas dos candidatos.
“Nós aqui em Portugal temos uma outra tradição: a César o que é de César, a Deus o que é de Deus. Aquilo que nós solicitamos e desafiamos e convocamos os cidadãos é que, mediante o acompanhamento e a análise que fazem da realidade dos programas e das propostas que são feitas, cada um tem que decidir segundo a sua consciência”, disse dom Rui Valério à Rádio Renascença, ontem ao final da missa da solenidade de são Vicente, na catedral de Lisboa.
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“Foi uma escolha dos portugueses. Somos um país de democracia solidificada, um país livre, em que cada cidadão que foi às urnas fez a sua escolha e nós temos apenas que constatar que foi um ato eleitoral celebrado e desenvolvimento na mais total e absoluta liberdade de cada um”, disse.
“Na cabine de voto”, acrescentou o patriarca, “em última análise existe a pessoa e a sua consciência e eu estou em crer que foi isso que presidiu a escolha de cada cidadão”.




