22 de jan de 2026 às 15:53
O papa Leão XIV autorizou hoje (22) a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas da irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade (1909 – 1988), conhecida como Mãezinha, mineira e fundadora do Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre (MG), que passa a ser venerável.
Na audiência de hoje (22) com o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, o papa aprovou o decreto que reconhece que ela viveu de modo heroico as virtudes cristãs - fé, esperança e caridade - bem como as virtudes humanas, de forma constante e exemplar. Agora, precisa do reconhecimento de um milagre para a beatificação e outro para a canonização.
Nascida em 12 de janeiro de 1909, em Maria da Fé (MG), Maria Giselda Villela viveu desde cedo uma experiência de fé marcada pelo desejo de total consagração a Deus.
Ela entrou para o carmelo de Campinas (SP) em 1929 e recebeu o nome de irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade. Sua espiritualidade era centrada no mistério trinitário e marcada por uma vida de oração intensa, vivida com fidelidade silenciosa e perseverante.
A irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade fundou o Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre. Segundo o site do carmelo, desde os primeiros anos da fundação, as irmãs e o povo da cidade lhe deram o apelido de Mãezinha, em sinal de gratidão e confiança.
Apesar da saúde frágil, devido a um câncer na perna que teve ainda na infância, “ela cuidava da formação das jovens irmãs, dos afazeres da casa, da administração da enorme construção do novo carmelo, e atendia, como se nada a mais tivesse a fazer, às inúmeras pessoas de todas as idades, classe social, profissão e religião, que iam ao locutório para lhe pedir conselhos e o auxílio de suas orações”, diz o site. “Tudo isso sem descuidar da vida de oração, silêncio e recolhimento”.
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A venerável Maria Imaculada da Santíssima Trindade morreu em 20 de janeiro de 1988, em Pouso Alegre, com fama de santidade. As irmãs abriram o processo de canonização em 2006 porque várias pessoas começaram a pedir e alcançar graças por sua intercessão.
Novos beatos
O papa Leão XIV também autorizou a promulgação do decreto que reconhece o milagre atribuído à intercessão da venerável Maria Ignazia Isacchi, nascida Angela Caterina, fundadora da Congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus de Asola. Com o reconhecimento do milagre, a religiosa italiana, que nasceu em 1857 e morreu em 1934, poderá ser proclamada beata.
Também foi promulgado o decreto que reconhece o martírio do Servo de Deus Augusto Rafael Ramírez Monasterio, padre da Ordem dos Frades Menores (OFM), nascido em 5 de novembro de 1937, na Cidade da Guatemala, e morto em 7 de novembro de 1983, por ódio à fé. O reconhecimento do martírio dispensa a necessidade de milagre para a beatificação.
Veneráveis italianos
Leão XIV autorizou o reconhecimento das virtudes heroicas de Maria Tecla Antonia Relucenti, cofundadora da Congregação das Pias Operárias da Imaculada Conceição, que nasceu em Ascoli Piceno, Itália, em 1704 e morreu em 1769; de Crocifissa Militerni, nome religioso da italiana Teresa, religiosa da Congregação de São João Batista, que nasceu em 1874 e morreu em 1925; e de Nerino Cobianchi, fiel leigo, também italiano, esposo e pai de família, que nasceu em 1945 e morreu em 1998. Com esse reconhecimento, todos passam a receber o título de veneráveis.




