3 de fevereiro de 2026 Doar
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Médico e psicólogo de Nova York são condenados por redesignação sexual de adolescente

Hormônios. Imagem referencial. | MargJohnsonVA/Shutterstock

Um júri do condado de Westchester, Nova York, concedeu US$ 2 milhões a Fox Varian, mulher que "não se considera mais um homem" e que foi submetida a uma mastectomia dupla há seis anos, aos 16 anos, naquele que se acredita ser o primeiro caso de negligência médica desse tipo nos EUA a chegar a um veredicto em julgamento.

O júri condenou um psicólogo e um cirurgião plástico por negligência médica pela mastectomia de Varian em 2019 como tratamento de disforia de gênero. A indenização tem US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,3 milhões) por danos morais passados ​​e futuros e US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) para despesas médicas futuras, segundo o jornal Epoch Times.

Advogados de Varian disseram que ela não se considera mais um homem e que entrou com um processo dizendo que o psicólogo Kenneth Einhorn e o cirurgião Simon Chin não cumpriram os padrões de atendimento devido à avaliação psicológica inadequada, à comunicação deficiente entre os profissionais e à triagem insuficiente antes de prosseguir com o procedimento irreversível.

O caso girou em torno da questão de saber se a equipe médica avaliou adequadamente a saúde mental dela.

A equipe jurídica de Varian argumentou que a cirurgia causou danos físicos e psicológicos permanentes.

Segundo um comunicado de seus advogados, “qualquer profissional médico que se afaste dos padrões médicos aceitos, independentemente do contexto do tratamento, deve ser responsabilizado perante a justiça pelos danos resultantes”.

“Esse caso não foi uma declaração ou referendo sobre a adequação do atendimento de afirmação de gênero para adultos ou menores”, disse o comunicado. “Tratou-se de saber se os médicos cumpriram suas obrigações profissionais e éticas ao fornecer esse atendimento a Fox”.

Os réus disseram que o atendimento prestado seguiu os padrões médicos aceitos na época e que Varian havia dado consentimento.

Alfonso Oliva, cirurgião plástico e reconstrutivo certificado, que não esteve envolvido no caso Varian e é membro do conselho da Associação Médica Católica, disse à EWTN News que "os pacientes muitas vezes não recebem informações completas sobre os riscos associados às transições médicas", citando as "taxas de complicações muito altas" da transição cirúrgica de adolescentes e adultos.

Ele disse que a vaginoplastia peniana por inversão, na qual os genitais masculinos são transferidos para imitar os genitais femininos, tem uma taxa de complicações de 70%, "um número muito alto para qualquer procedimento, e ainda assim é tolerado como normal".

O risco de complicações para mulheres submetidas a cirurgias para simular genitália masculina "é de 35 a 40%, o que também é muito alto", disse Oliva.

“Os profissionais de saúde não divulgam completamente o que acontece com essas crianças depois dessas cirurgias”, disse ele. “É provável que elas se tornem estéreis e que desenvolvam disfunção sexual, especialmente os meninos, muitos dos quais não terão função sexual ou capacidade de atingir o orgasmo no futuro”.

“Essas intervenções não são reversíveis. O desenvolvimento normal do cérebro, que só se completa aos 25 anos, é interrompido pela terapia hormonal”, disse Oliva. “Problemas como obesidade e diabetes, além de problemas no esqueleto, que não se desenvolverá como deveria, não são discutidos nas avaliações médicas. Tampouco há uma avaliação psiquiátrica significativa dessas crianças que estão sofrendo, e não chegamos à raiz do sofrimento”.

Ele disse que existe uma extensa pesquisa científica que demonstra os malefícios de tais intervenções para os jovens, como o Relatório Cass, de 2024, investigação independente sobre serviços de identidade de gênero para crianças e jovens, encomendada pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês).

O estudo concluiu que as evidências que sustentam os procedimentos médicos, como bloqueadores da puberdade e tratamentos hormonais, são "notavelmente fracas".

Um estudo sueco que avaliou os resultados a longo prazo de pessoas submetidas à cirurgia de redesignação sexual mostrou riscos consideravelmente maiores do que os da população em geral em relação à mortalidade, comportamento suicida e problemas psiquiátricos.

“Redesignação sexual” é o nome do conjunto de procedimentos médicos usados por parte das pessoas que se identificam com o sexo oposto. Pode incluir a administração de hormônios que alteram características sexuais secundárias, como quantidade de pelos no corpo e tom de voz, e cirurgias cosméticas para imitar os órgãos sexuais do sexo com que a pessoa passa a se identificar.

“O risco de suicídio dez anos depois da cirurgia de redesignação sexual foi 19 vezes maior do que o da população em geral”, disse Oliva sobre o estudo sueco. “Se esperarmos a euforia inicial depois da cirurgia diminuir e avaliarmos as taxas de suicídio, veremos que a cirurgia em si não melhorou o bem-estar psicológico desses pacientes.”.

O cirurgião disse que os pais são coagidos a consentir com os tratamentos médicos porque são "alimentados com a ideia de que seus filhos cometerão suicídio se não tiverem permissão para fazer a transição", e isso "não é verdade".

Oliva disse que o prazo de prescrição para ações por negligência médica deve ser estendido em todos os EUA. Ele disse que em seu Estado natal, Washington, o prazo é de "só três anos".

“Em muitos casos, esses jovens adultos só percebem que cometeram um grande erro anos depois”, disse o médico.

Embora o Estado de Nova York não imponha um limite legal para indenizações em casos de negligência médica, sem limite para danos materiais ou morais (como dor e sofrimento), Marcella Burke, advogada de Houston, Texas, disse à EWTN News que "os limites legais existentes para indenizações por negligência médica... são insuficientes na maioria dos Estados para fornecer uma compensação significativa às crianças prejudicadas e uma dissuasão insuficiente para os estabelecimentos médicos e profissionais que fazem esses procedimentos".

Burke representa o médico Eithan Haim em um processo contra o Texas Children's Hospital (Hospital Infantil do Texas), que supostamente fazia procedimentos de redesignação sexual em crianças, apesar de uma lei estadual proibir tal prática.

“Testemunhei em primeira mão os profundos danos físicos, psicológicos e emocionais que essas intervenções podem causar”, disse ela. “Na maioria dos Estados, os limites legais desatualizados para indenizações por danos não econômicos em casos de negligência médica — existe um limite de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) no Texas — não mostram a gravidade dessas consequências para toda a vida de crianças que eram muito jovens para dar um consentimento verdadeiramente informado”.

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“Esses limites foram estabelecidos para erros médicos típicos, não para casos que envolvem procedimentos irreversíveis impostos a menores vulneráveis ​​em meio a pressões ideológicas, em vez de padrões de atendimento rigorosos e baseados em evidências”, disse ela.

“Para garantir a verdadeira responsabilização e a compensação adequada pelo que foi feito a essas crianças, as legislaturas estaduais devem aumentar ou eliminar esses limites de modo rigoroso para reivindicações decorrentes especificamente de procedimentos de transição de gênero em menores, permitindo que júris concedam indenizações proporcionais aos danos devastadores e de longo prazo infligidos”.

O cirurgião disse que são necessárias clínicas que contem com cirurgiões plásticos, psiquiatras, endocrinologistas e outros profissionais médicos disponíveis para ajudar as “dezenas de milhares” de pacientes em processo de “destransição”.

“Quando elas percebem: Meu Deus, talvez eu tenha cometido um grande erro, não há ninguém para cuidar delas medicamente”, disse ele. “Elas se tornam persona non grata na clínica; são vistas como fracassadas pela comunidade. Elas não sabem como parar de tomar hormônios, nem o que fazer em relação a problemas cirúrgicos. Ninguém está realmente cuidando delas”.

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