15 de janeiro de 2026 Doar
Um serviço da EWTN News

Barcelona planeja trocar nome de bispo pelo de anarquista maçom em uma rua

O maçom e anarquista Francisco Ferrer y Guardia e monsenhor José María Urquinaona. | Domínio Público

A Câmara Municipal de Barcelona, Espanha, planeja remover o nome do bispo José María Urquinaona e substituí-lo pelo do maçom anarquista Francisco Ferrer y Guardia como nome de uma praça.

O Observatório para a Liberdade Religiosa e a Liberdade de Consciência (OLRC) está promovendo uma petição cidadã para impedir “decisões que visem apagar dos nomes das ruas referências ligadas à tradição religiosa da cidade”.

O prefeito de Barcelona, ​​Jaume Collboni, do Partido dos Socialistas da Catalunha, vem implementando várias iniciativas contra qualquer elemento cristão na cidade. Ele, por exemplo, tirou a celebração da missa do programa das festividades em homenagem à padroeira da cidade, Nossa Senhora da Misericórdia, não instalou o tradicional presépio na praça de Sant Jaume, em frente à prefeitura, no Natal, e substituiu o nome das ruas de Santa Maria Madalena, Santa Ágata e Santa Rosa por outros.

O nome proposto por Collboni, do Partido Socialista da Catalunha, tem apoio dos vereadores do partido nacionalista Junts per Catalunya (Juntos pela Catalunha).

Monsenhor Urquinaona, bispo de Barcelona

Monsenhor José María de Urquinaona y Bidot dá nome a uma grande praça no centro da cidade. Nascido em Cádiz, Espanha, em 1814, foi bispo de Barcelona entre 1878 e 1883, depois de servir na diocese das Ilhas Canárias e ser administrador apostólico de Tenerife.

Na celebração do milênio da descoberta de Nossa Senhora de Montserrat, em 1880, ele conseguiu que o papa Leão XIII proclamasse essa devoção a Nossa Senhora como padroeira da Catalunha.

O candidato para substituí-lo com o nome da praça, Francisco Ferrer y Guardia, nasceu em 1859 em uma família católica. Em 1883, ingressou na loja La Verdad, filiada ao Grande Oriente da Espanha, e, mais tarde, uniu-se ao Grande Oriente da França.

Em 1885, mudou-se para Paris, onde entrou em contato com anarquistas.

"Filiado ao Grande Oriente da França em março de 1890 — onde alcançou altos cargos —, trabalhou como professor de espanhol no Círculo Popular de Educação Secular, que era filiado à maçonaria francesa", diz a Academia Real de História da Espanha.

Ferrer y Guardia foi condenado a um ano de prisão por seu envolvimento no ataque perpetrado pelo anarquista Mateo Morral contra o rei Afonso XIII da Espanha e Maria Eugênia de Battenberg no dia do casamento deles, em 31 de maio de 1906.

Depois, foi absolvido das acusações e, depois de uma viagem internacional, voltou a Barcelona em junho de 1909, pouco antes da Semana Trágica que assolou a cidade, de 26 de julho a 2 de agosto, quando ocorreram saques e incêndios que afetaram igrejas e conventos, levando vários fiéis ao martírio.

Condenado à morte por um tribunal militar como um dos instigadores da revolta anarquista e anticlerical, ele foi executado em 13 de outubro de 1909.

As melhores notícias católicas - direto na sua caixa de entrada

Inscreva-se para receber nosso boletim informativo gratuito ACI Digital.

Suscribirme al boletín

Nossa missão é a verdade. Junte-se a nós!

Sua doação mensal ajudará nossa equipe a continuar relatando a verdade, com justiça, integridade e fidelidade a Jesus Cristo e sua Igreja.

Doar