14 de janeiro de 2026 Doar
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Encontro Sinodal é compromisso com renovação da Igreja à luz do Concílio Vaticano II, diz presidente da CEP

II Encontro Sinodal Nacional. | Crédito: Agência Ecclesia.

O II Encontro Sinodal Nacional, promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), é “a continuação do compromisso de renovação da Igreja – concretamente da nossa Igreja em Portugal - à luz do Concílio Vaticano II”, disse o bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas, presidente da CEP.

“É importante que a Igreja seja laboratório de sinodalidade que leve ao encontro e à complementaridade nas diferenças, à reconciliação e participação ativa de todos na repartição dos recursos e na tomada de decisões” e que as comunidades se tornem capazes de “gerar fraternidade e esperança, em lugar de erguer muros e armar-se para destruir”, disse o presidente da CEP.

O encontro aconteceu no sábado (10), em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI. O objetivo foi aprofundar a recepção do Documento Final do Sínodo da Sinodalidade e refletir sobre as suas implicações pastorais na vida concreta da Igreja em Portugal.

Com o tema “Da Escuta à Missão: Espiritualidade Sinodal e Implicações Pastorais”, o encontro reuniu 160 participantes, entre bispos, representantes das equipes sinodais e dos organismos de participação diocesanos, bem como membros da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), da Conferência Nacional dos Institutos Seculares de Portugal (CNISP) e dos serviços e organismos da CEP.

“O caminho sinodal representa um das grandes temas e dinamismos da riqueza variada do ministério do papa Francisco”, disse o bispo José Ornelas na abertura do encontro. Segundo o bispo, o papa Leão XIV “confirmou e indicou a continuação do percurso sinodal como forma de renovação da Igreja, para poder responder aos complexos desafios dos tempos em que vivemos”.

Ele disse que o encontro é um compromisso para não deixar que o caminho sinodal “perca a sua força com a poeira do tempo”.

Espírito Santo protagonista da renovação da Igreja

 “A sinodalidade não existe sem a consciência de que é o Espírito o protagonista da renovação da Igreja”, disse o bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, vice-presidente da CEP, numa reflexão sobre a espiritualidade sinodal.

Para ele, a sinodalidade não é um conceito funcional nem um exercício de reorganização pastoral, mas uma expressão da própria identidade da Igreja. “Falar de Igreja sinodal é o mesmo que dizer Povo de Deus, constituído por todos os batizados, que caminham juntos para o Pai, com Cristo, que é ‘caminho, verdade e vida’, animados e guiados pelo Espírito Santo.” 

Segundo o documento das conclusões, a reflexão do bispo Virgílio “ajudou o encontro a recentrar-se no essencial: a sinodalidade não se impõe, acolhe-se; não se decreta, discerne; não se acelera, amadurece”.

“É um modo de caminhar que exige tempo, silêncio, conversão e confiança”, continua o documento. “Um caminho onde a Igreja aprende novamente a deixar-se conduzir, reconhecendo que não é dona do Espírito, mas sua morada provisória e servidora fiel”.

É necessário passar da expressão “quem manda na Igreja” à realidade “que tipo de serviço é pedido a cada um na Igreja, de acordo com o dom que recebeu”, disse o vice-presidente.

Dioceses apresentaram caminho de implementação do sínodo

No encontro, cada diocese pôde apresentar o caminho percorrido na implementação das conclusões do Sínodo da Sinodalidade.  Segundo as conclusões, verificou-se que as dioceses já deram passos como a “valorização dos Conselhos Pastorais como espaços de corresponsabilidade e discernimento; uso crescente da conversação no Espírito; processos de reorganização pastoral e criação de unidades ou redes sinodais; investimento na formação do clero e dos leigos; maior envolvimento dos fiéis leigos e dos ministérios laicais; e práticas de escuta alargada para o discernimento pastoral”.

Entre as dificuldades encontradas na implementação do documento final do Sínodo da Sinodalidade estão “resistências clericais, fragilidade da decisão partilhada, défices formativos, cansaço pastoral, limitações estruturais e ritmos diferenciados das comunidades”, diz o documento de conclusão do II Encontro Sinodal Nacional.

As conclusões também citam alguns sinais de esperança, como o “crescimento da corresponsabilidade, entusiasmo em comunidades que já experimentam práticas sinodais, compromisso dos bispos, surgimento de novos ministérios laicais, renovação pastoral e aproximação de pessoas anteriormente afastadas”.

No final do encontro, a equipe sinodal da CEP apresentou uma proposta de publicações mensais ao longo de 2026 inspirada nos Cuadernillos de Sinodalidad, do Conselho Episcopal da América Latina e do Caribe (CELAM), sendo cada uma delas dedicada a um tema central do documento final do Sínodo da Sinodalidade. O III Encontro Sinodal Nacional ficou previsto para o segundo semestre de 2027.

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