Todos os dias, às 20h, um grande sino toca na cidade italiana de San Remo em memória das crianças abortadas.

A iniciativa faz parte de A Voz dos Não Nascidos, projeto que começou na Polônia em 2020 pela Fundação Sim à Vida. Desde então, esses sinos tocaram em diferentes países ao redor do mundo e foram abençoados por papas.

Atualmente, existem campanhas em países como Polônia, Ucrânia, Equador e Zâmbia, e cada vez mais países estão interessados na iniciativa que visa dar voz àqueles que, infelizmente, não a têm mais.

Entre eles está o bispo de Ventimiglia-San Remo, Itália, Antonio Suetta, que defendeu a iniciativa apesar da oposição de políticos.

O primeiro toque do sino da torre sineira da Villa Giovanna d'Arco em San Remo, sede da diocese, ocorreu em 28 de dezembro do ano passado, memória litúrgica dos Santos Inocentes.

Desde então, o bispo italiano tem sido alvo de vários ataques, especialmente do Partido Democrático e da esquerda, como o conselheiro regional Enrico Ioculano, o vereador Eduardo Verda e a representante do Ventimiglia Progressista, Maria Spinosi.

Em resposta à controvérsia, o bispo disse à associação italiana Pro Vita e Famiglia que “o aborto não é um direito”, mas um crime. Ele disse que tirar a vida de crianças no útero “não é um triunfo da civilização”, mas uma tragédia, e reafirmou que o aborto não é a solução para os problemas.

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O bispo de Ventimiglia-San Remo disse que o sino foi bem recebido e apreciado pelos fiéis. Ele disse que o sino foi abençoado em 2022 e que sua instalação ainda não foi possível por razões práticas.

“Infelizmente, existe uma certa indiferença em relação a essa questão, porque hoje em dia somos muito influenciados pelo politicamente correto, além de haver muita confusão generalizada”, disse monsenhor Suetta.

Ele disse que muitas pessoas “acreditam que, se uma prática é permitida pela lei do Estado, então ela se torna automaticamente legítima”, e que o objetivo da iniciativa é “contribuir com uma perspectiva diferente sobre o que está sendo imposto à opinião pública”.

O nome de monsenhor Antonio Suetta ganhou destaque há alguns anos, depois de ele ter denunciado corajosamente a profanação do Sacramento do Batismo ocorrida na famosa festa de San Remo em 2022.

Na ocasião, ele condenou a “profanação dos sinais sagrados da fé católica” e encorajou os fiéis a “fazer reparação por meio da oração, dar bom testemunho com suas vidas e denunciar isso com coragem”.