1 de fev de 2026 às 09:11
O papa Leão XIV manifestou hoje (1), depois da oração do Angelus, sua profunda preocupação com o agravamento das tensões entre Cuba e EUA, em um contexto marcado por novas medidas adotadas pelo governo americano que ameaçam endurecer ainda mais a delicada situação da ilha.
“Recebi com grande preocupação notícias sobre um aumento das tensões entre Cuba e os EUA, dois países vizinhos”, disse o papa diante dos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
Leão XIV se uniu explicitamente ao apelo dos bispos cubanos e exortou as partes envolvidas a optar pela via do diálogo. “Junto-me à mensagem dos bispos cubanos, convidando todos os responsáveis a promover um diálogo sincero e eficaz, para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar os sofrimentos do querido povo cubano”, disse.
O papa confiou o povo cubano à proteção da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira da ilha. “Que a Virgem da Caridade do Cobre assista e proteja todos os filhos daquela amada terra”, acrescentou.
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O papa fez esta declaração depois que Washington publicou, na noite de quinta-feira (29), uma ordem executiva com a qual o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão econômica sobre Cuba por meio de uma estratégia de asfixia petrolífera.
O documento contempla a possibilidade de impor tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha, uma medida que visa isolar energeticamente o regime castrista, já enfraquecido depois o fim dos envios provenientes da Venezuela.
Na ordem executiva, o governo dos EUA justifica essas decisões alegando que Cuba mantém uma política hostil em relação ao seu vizinho do norte, a ponto de constituir — segundo o texto — uma “ameaça nacional” para os EUA.




