“O primeiro ato da Igreja é a escuta”, disse o consultor da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, padre Dario Vitali, na terça-feira (27), nas Jornadas do Clero das Dioceses do Centro, em Fátima, Portugal. O evento que termina hoje (29) é inspirado no Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade (2021-2024), aprovado pelo papa Francisco, e reúne o clero das dioceses de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco e Viseu.

O padre Dario abordou o tema “A conversão das relações na perspectiva do Sínodo” n tarde de terça-feira. Segundo a Agência Ecclesia, da Conferência Episcopal Portuguesa, falou sobre a “importância da sinodalidade na Igreja”.

Segundo Ecclesia, a palestra do consultor da Secretaria do Sínodo focou que “a reflexão teológica atual apresenta uma recepção madura do Concílio Vaticano II, reafirmando a sinodalidade como o caminho para o futuro da Igreja Católica”.

Para o padre Dario, a grande inovação está na identificação direta da Igreja com o Povo de Deus, definido como o “sacramento da unidade”.

O sacerdote disse que “podemos fazer coisas extraordinárias caminhando juntos porque a sinodalidade é escuta”. Segundo ele, a sinodalidade é como um dispositivo de navegação, “que, quando erramos no caminho, indica ‘recalcular’”.

Receba as principais de ACI Digital por WhatsApp e Telegram

Está cada vez mais difícil ver notícias católicas nas redes sociais. Inscreva-se hoje mesmo em nossos canais gratuitos:

O consultor da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos “apresentou a conversão do estilo, do sacerdócio comum (de todos os fiéis) e o sacerdócio ministerial (dos pastores), destacando que o Povo de Deus, juntamente com presbitério e o bispo são identidade”, disse Ecclesia.

O padre disse que “cada igreja sabe que ministros e quantos são necessários no seu lugar para o seu povo de Deus, a igreja da serra não tem as mesmas exigências da igreja à beira-mar; temos de aprender a dimensão do discernimento”.

Na manhã do mesmo dia, o padre Dario Vitali falou sobre “Raízes sacramentais do Povo de Deus”. Ele disse que “não sabemos pensar no Povo de Deus como sujeito, torna-se difícil, mas surgiu a necessidade de pensar neste povo que caminha junto”.

O padre destacou na conferência, disse Ecclesia, “que um dos pontos de maior destaque da nova fase é a valorização da igreja local”, já que “durante décadas as igrejas particulares foram frequentemente vistas como subordinadas à Igreja Universal”.