21 de jan de 2026 às 15:41
A espanhola Mariam Illán foi à Itália com colegas do 1º ano do Ensino Médio da escola diocesana de Santo Domingo, na diocese de Orihuela-Alicante.
Eles participaram de uma audiência geral de quarta-feira com o papa Leão XIV em 14 de janeiro.
Os padres que acompanhavam o grupo haviam reservado lugares no evento da maneira usual, sem solicitar nenhum tratamento especial, apesar de Mariam ser cega.
Quando os organizadores a viram com a bengala branca, permitiram que ela se sentasse nas primeiras fileiras da Aula Paulo VI, no Vaticano, onde, por exemplo, recém-casados se sentam quando vão receber a bênção do papa. Essa área também tem espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida.
Ao término do sermão e depois da recitação cantada da Oração do Senhor em latim, eles foram informados de que estariam entre os que poderiam se aproximar e cumprimentar Leão XIV pessoalmente, como é costume para os cardeais e bispos presentes nas audiências.
O papa pegou na mão de Mariam para que ela pudesse tocar seu rosto, a pedido da própria Mariam.
“Aconteceu tudo muito rápido e foi difícil de assimilar, mas foi uma sensação… Não sei como descrever, não encontro palavras, mas foi maravilhoso e um verdadeiro presente ter tido essa oportunidade”, disse Mariam à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN.
"Ele não disse nada, simplesmente abençoou minha família, que era o que eu lhe havia pedido, e dedicou-se inteiramente a ouvir o que eu lhe disse”.
Mariam contou-lhe sobre sua história pessoal, de onde vinha e sobre seus colegas de classe, com quem gostaria de ter tirado uma foto com o papa.
Uma reunião pendente com o sucessor de são Pedro
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Mariam diz que, se pediu para tocar no rosto do Papa Leão XIV, foi porque tinha um encontro pendente com um sucessor de São Pedro: “Em 2018, fui com a minha família ao Encontro Mundial das Famílias em Dublin, na Irlanda, e estive a centímetros de poder tocar no papa Francisco, mas ele não conseguiu parar o papamóvel e, no fim, fiquei com essa sensação de não saber como é um papa”.
Agora que ela teve a oportunidade, a ACI Prensa perguntou: Como é um papa visto pelas mãos dela?
“Ele é uma pessoa muito humana, atencioso com todos, que se preocupa muito com as pessoas, que tem muita ternura e atenção especial com aqueles que têm alguma deficiência, por assim dizer”, diz a jovem.
“Preciso deixar tudo se acalmar por um tempo, porque não tive tempo para nada. Mas acho que isso vai me dar um impulso daqui para frente”.
O papa, “um ícone vivo de Jesus”
O pai de Mariam, Toni Illán, disse à ACI Prensa que a imagem de sua filha tocando o rosto de Leão XIV "fala por si só".
“Ele é um ícone vivo de Jesus, que para diante de cada um de nós”, diz Illán. “É um olhar pessoal de escuta: eu te abraço, eu te escuto, eu te acolho. E ele transmite o amor de Deus”.





