20 de jan de 2026 às 10:51
O papa Leão XIV recebeu ontem (19), em audiência no Vaticano, os líderes do Caminho Neocatecumenal, entre eles seu fundador, Kiko Argüello, e membros da equipe internacional, María Ascensión Romero e Mario Pezzi.
Em seu discurso, o papa falou sobre o zelo missionário das famílias que compõem esse movimento eclesial de iniciação católica, fundado em Madri, Espanha, em 1964, que convida, como disse Leão XIV, "a redescobrir o significado do Batismo".
Ele elogiou o carisma do movimento e suas obras de evangelização e catequese, "uma contribuição preciosa para a vida da Igreja".
O papa disse que os membros do Caminho Neocatecumenal “reavivaram a chama do Evangelho onde parecia estar se apagando” e acompanharam muitas pessoas e comunidades cristãs a “redescobrir a beleza de conhecer Jesus”.
Vigilância interior e capacidade crítica
Ele disse que viver a experiência do Caminho Neocatecumenal e levar adiante a missão requer "vigilância interior e uma sábia capacidade crítica para discernir alguns riscos que estão sempre à espreita na vida espiritual e eclesial".
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O papa Leão XIV disse que os carismas “devem ser sempre colocados a serviço do Reino de Deus e da única Igreja de Cristo”.
“Nenhum dom de Deus é mais importante que os outros — exceto a caridade, que os aperfeiçoa e harmoniza a todos — e nenhum ministério deve ser motivo de superioridade em relação aos irmãos e irmãs e de exclusão daqueles que pensam de maneira diferente”, disse Leão XIV.
O papa os exortou a serem testemunhas da unidade e disse-lhes que “a sua missão é particular, mas não exclusiva; o seu carisma é específico, mas frutifica em comunhão com os outros dons presentes na vida da Igreja; o bem que fazem é grande, mas o seu objetivo é permitir que as pessoas conheçam Cristo, respeitando sempre o caminho de vida e a consciência de cada um”.
O papa exortou-os a viver sua espiritualidade “sem jamais se separar do restante do corpo eclesial, como parte viva da pastoral ordinária das paróquias e de suas diversas realidades” e em comunhão com os irmãos, sacerdotes e bispos.
“Sigam em frente com alegria e humildade, sem fechamentos, como construtores e testemunhas de comunhão”, disse ele.
Ao fim de seu discurso, Leão XIV disse que “a catequese e as diversas formas de ação pastoral devem ser sempre livres de formas de coação, rigidez e moralismos”, para não “provocarem sentimentos de culpa e temor em vez de libertação interior”.
Concluindo, ele agradeceu-lhes por seu compromisso, testemunho e serviço à Igreja no mundo.




