19 de jan de 2026 às 15:40
A festa do mártir são Sebastião, padroeiro da cidade e da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), é amanhã, 20 de janeiro. A data será celebrada com missas, mais de dez horas de confissões, procissão e o auto de são Sebastião.
A relação de são Sebastião com o Rio de Janeiro remonta à fundação da cidade, em 1º de março de 1565. Estácio de Sá quis homenagear o então rei de Portugal, dom Sebastião, e deu o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro à cidade que fundou. Na época, a região estava ocupada por franceses, que só foram expulsos dois anos depois, em 20 de janeiro de 1567, dia de são Sebastião. O santo teria sido visto ao lado dos portugueses durante batalha. Nesse mesmo dia, Estácio de Sá foi ferido com flecha indígena envenenada e morreu um mês depois.
O Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na Tijuca, terá missas às 5h, 6h, 7h, 9h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h e 19h. A missa das 10h será celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani Tempesta. Padres estarão disponíveis para atender confissões das 7h às 17h.
No santuário basílica estão guardadas as relíquias históricas da cidade: os restos mortais do fundador do Rio de Janeiro, Estácio de Sá; o marco zero da cidade; e a pequena imagem de São Sebastião de 1563, trazida de Portugal por Estácio de Sá.
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A procissão sai do santuário basílica em direção à catedral metropolitana do Rio de Janeiro, no centro da cidade, às 16h. Esta procissão foi declarada patrimônio cultural do Rio de Janeiro em 2014. Segundo a arquidiocese, a expectativa é de que cerca de 200 mil pessoas participem do cortejo
Depois da chegada da procissão, será apresentado o Auto de São Sebastião 2026, em frente à catedral. Em seguida, às 18h, dom Orani celebrará a missa do padroeiro.
O Auto de São Sebastião é promovido pela arquidiocese em parceria com a Prefeitura do Rio. Reúne 15 artistas, entre atores, cantores e bailarinos, e apresenta episódios da vida e do martírio de são Sebastião, soldado romano que permaneceu fiel a Cristo durante as perseguições do imperador Diocleciano. Segundo a arquidiocese, o “espetáculo revisita a fundação do Rio de Janeiro, com Estácio de Sá e a expulsão dos franceses, destacando, segundo a tradição popular, a aparição de São Sebastião durante a batalha contra franceses e tamoios”.



