15 de jan de 2026 às 16:21
“Eu fico impressionado como tem tanta gente, inclusive dentro da Igreja que não tem coragem de se posicionar contra essas coisas: contra o Foro de São Paulo, contra as ditaduras. Não é possível que nós sejamos tão néscios de acreditar que ideologia, que ditadura traz o bem-estar para as pessoas. Traz fome, traz miséria, traz sofrimento. Basta olhar a história”, disse o bispo de Formosa (GO), dom Adair José Guimarães, hoje (15), em seu vídeo intitulado “Oração da manhã” sobre “O chamado a conversão”.
Foro de São Paulo é uma reunião periódica de partidos de esquerda da América Latina integrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Dom Adair ressaltou em sua reflexão que “a conversão é uma palavra central da nossa vida cristã católica”, mas muitas vezes ela é mal compreendida. “Converter-se não é apenas mudar alguns comportamentos externos, mas voltar o coração para Deus. Permitir que Ele ocupe o centro da vida”, disse o bispo.
O bispo de Formosa disse que quando era menino em Campinorte (GO), sua cidade natal, escutou um juiz dizer ao réu na sentença: ‘Hoje você perdeu a sua liberdade’.
A “liberdade física”, observou o bispo. “Porque um preso pode, dentro da cela, se converter. Ele pode deixar a sua alma ser curada”, disse dom Adair.
Mesmo assim, “perder a liberdade é muito triste”, disse o bispo. É preciso “deixar Jesus curar”, mas também “é preciso desamarrar essas correntes que nós temos dentro de nós e que termina por impedir que nós sejamos realmente pessoas livres, porque não tem coisa mais triste do que a perca da liberdade”.
“Por isso que nós gritamos contra o comunismo, contra o fascismo, contra o nazismo, porque são sistemas, são regimes diabólicos, humanos, que a primeira coisa que faz é castrar a liberdade das pessoas”, frisou.
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Segundo dom Adair, “muita gente não quer ver a história, porque cegou-se pela ideologia recebida lá na universidade, recebida em grupos de políticos e não consegue libertar disso”.
“Isso precisa de conversão! Conversão também pede essa coerência”, reforçou. “Como que eu vou aprovar um negócio que é contra a doutrina social da igreja, contra a moral da igreja contra a fé?!”, questionou o bispo.
“Porque se eu, como católico, fico apoiando partidos abortistas, partidos contra a liberdade, partidos que querem ser únicos, que não quer ter ninguém que possa criar obstáculo, confronto com outras ideias. É preciso de conversão. Não basta dizer que acredita. É preciso viver como quem acredita”, ressaltou. “Eu já escutei gente falar: ‘Eu prefiro a minha ideologia do que Jesus Cristo’. Que tristeza! Não basta rezar, é preciso deixar que a oração transforme a nossa vida, limpe a nossa mente de toda espécie de crueldade e dependência destas realidades tão tristes que nós estamos vivendo. E esse caminho não se sustenta apenas com esforço humano, a conversão é graça. Ela cresce quando nos colocamos diante de Deus com humildade e perseverança.
Segundo o bispo de Formosa, “há um lugar privilegiado onde essa graça age com força: a presença de Jesus na Eucaristia”, onde “diante do Santíssimo, o coração vai sendo modelado”, porque “a adoração nos educa, nos corrige e nos fortalece”.
“Infelizmente, em muitos lugares, a teologia da libertação tirou a espiritualidade das comunidades, das paróquias, dos padres, de religiosas e religiosas, que já não tem afeto pelo Santíssimo Sacramento, que não faz adoração, que não promove mais adoração. Que triste realidade”, disse dom Adair.
“Quem aprende a se ajoelhar diante de Deus, aprende a se levantar por dentro. A Eucaristia nos ensina a alinhar a fé a vida, palavra e atitude”, advertiu o bispo. “Eu vejo nessas grandes concelebrações que a gente tem sacerdotes que não tem coragem mais de ajoelhar diante do Santíssimo antes de receber a hóstia, porque já não acredita. Porque o protestantismo já alcançou seu coração”.
“Por isso, hoje o chamado é simples e profundo a cada um de nós: Não resistir a graça, não adiar a conversão, não endurecer o coração, assim seja, amém”.




