O padre redentorista José Luciano Jacques Penido morreu aos 103 anos depois de rezar a Ave-Maria por volta das 18h de sexta-feira (9) na Igreja de Santo Afonso, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ). Ele era o missionário redentorista mais velho da Província Nossa Senhora Aparecida, com 83 anos de vida religiosa e 78 de vida sacerdotal.

Segundo nota da província, em sua vida religiosa ele se dedicou no “serviço fiel ao povo de Deus, especialmente nos trabalhos mais simples, sempre com genuíno espírito missionário”.

“Sua vida centenária é testemunho de perseverança, doação e amor à missão, deixando um legado profundo para a Congregação Redentorista e para todos aqueles que com ele conviveram”, diz a nota.

O velório aconteceu no sábado (10), na Igreja de Santo Afonso e foram celebradas três missas de exéquias no mesmo dia. O sepultamento foi no Cemitério Provincial Nossa Senhora da Glória, em Juiz de Fora (MG), no domingo (11), às 12h.

A missa de sétimo dia será celebrada na quinta-feira (15), às 18h, na igreja de Santo Afonso.

Biografia padre José Luciano Jacques Penido 

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José Luciano Jacques Penido nasceu em Belo Vale (MG), em 1922, de uma família de 13 irmãos. Desde pequeno sonhava em ser padre, brincava de fazer pregações das homilias que ouvia nas missas de domingo. Ele entrou para o seminário redentorista aos 11 anos, fez os votos temporários em 1942 e os perpétuos em 1946. Foi ordenado diácono no mesmo ano e padre em 20 de julho de 1947, em Belo Horizonte (MG).

Atuou em diversas comunidades da antiga Província do Rio de Janeiro (RJ). Em Congonhas (SP), foi professor, formador, diretor da rádio e pároco. Serviu também em Campos dos Goytacazes (RJ) e na Paróquia Santo Afonso, no Rio. Foi Superior Provincial entre 1962 e 1967.

Depois de renunciar no Capítulo Geral de 1967, viveu em Roma até 1969, onde estudou Moral e Jornalismo e atuou como vice-diretor da Rádio Vaticana.

De volta ao Brasil, trabalhou em Curvelo (MG) e Diamantina (MG), e desde 1975 morou na Comunidade Santo Afonso, no Rio de Janeiro. Fundou o Museu do Escravo em Belo Vale, um dos mais importantes acervos sobre a escravidão no país. Em 2022, recebeu a bênção apostólica do papa Francisco por seu centenário.