13 de jan de 2026 às 16:24
Os cardeais reunidos no Vaticano no começo de janeiro pediram ao papa Leão XIV que “não governasse a Igreja sem o Colégio Cardinalício, que é uma representação do colégio episcopal”, disse o arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa ontem (12) ao Vatican News, serviço de informações da Santa Sé.
O arcebispo e mais seis cardeais brasileiros: Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador e Raymundo Damasceno, arcebispo emérito de Aparecida participaram do primeiro Consistório extraordinário convocado pelo papa Leão XIV, nos dias 7 e 8 de janeiro, no Vaticano.
“Isso é uma igreja sinodal”, disse o cardeal. “O papa Francisco propôs esse caminho para Igreja”.
A sinodalidade foi definida pelo papa Francisco como um “caminhar juntos” em sua exortação apostólica de 2013, Evangelii Gaudium, que foi um dos documentos usados como referência por Leão XIV em seu primeiro consistório.
Segundo o cardeal Costa, Leão XIV “é um papa que quer ouvir” e isso “é fundamental”. “O papa Francisco quis colocar a Igreja nessa dinâmica, e o papa Leão é um papa que quer conduzir a Igreja sinodalmente”, disse o arcebispo.
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Francisco, porém, “não governou de forma sinodal”, escreveu o padre Raymond J. de Souza no jornal National Catholic Register, da EWTN. “Ele manteve um círculo restrito de conselheiros, emitiu um número sem precedentes de decretos papais (motu proprio), autorizou e cancelou importantes reformas financeiras sem informar os seus principais colaboradores, interferiu em processos de abuso sexual para proteger os perpetradores de quem gostava e manteve relações internacionais em desacordo com os bispos locais na Ucrânia, Venezuela e China. Notavelmente, depois de os cardeais no consistório de 2014 terem rejeitado a sua proposta de considerar a admissão dos divorciados e recasados civilmente à Sagrada Comunhão, Francisco simplesmente suspendeu as suas reuniões por oito anos”.
Em 12 anos de pontificado, o papa Francisco convocou três consistórios extraordinários, realizados em 20 de fevereiro de 2014, sobre a família, um em 2015 para discutir a reforma da Cúria Romana, e um em 2022 para aprovar a constituição apostólica Praedicate Evangelium, que realizou essa mesma reforma.
Novo consistório
A Santa Sé anunciou no dia 8 de janeiro que o segundo Consistório extraordinário convocado pelo papa Leão XIV está previsto para os dias 27 e 28 de junho, véspera da solenidade de são Pedro e são Paulo.




