Na oração do Ângelus de ontem (11), o papa Leão XIV lamentou a escalada da violência no Oriente Médio, especificamente no Irã e na Síria, e pediu cessar-fogo na Ucrânia.

“Meus pensamentos se voltam para o que está acontecendo hoje no Oriente Médio, particularmente no Irã e na Síria”, disse o papa, dizendo que essas “tensões persistentes causam a morte de muitas pessoas”.

O papa se referia, por um lado, aos protestos antigovernamentais que eclodiram em Teerã, capital do Irã, há duas semanas e nos quais, segundo organizações de direitos humanos, morreram centenas de pessoas.

Por outro lado, Leão XIV citou os confrontos na Síria entre o exército do governo interino e as Forças Democráticas Sírias, lideradas por curdos, pelo controle de vários bairros no centro de Aleppo, combates que já mataram pelo menos 14 civis, dezenas de feridos e o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas, segundo relatos da mídia internacional.

Diante desse cenário, o papa falou sobre seu desejo e sua oração para que “se cultive com paciência o diálogo e a paz, buscando o bem comum de toda a sociedade”.

Leão XIV também falou sobre a guerra na Ucrânia e denunciou o impacto dos recentes ataques russos, que deixaram cerca de um milhão de casas sem água ou aquecimento na região de Dnipropetrovsk, no centro do país.

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"Na Ucrânia, novos ataques, de particular gravidade, dirigidos sobretudo às infraestruturas energéticas precisamente quando o frio se torna mais rigoroso, afetam gravemente a população civil", disse o papa.

Leão XIV apareceu na varanda de seu gabinete particular no Palácio Apostólico, no Vaticano, depois de celebrar a missa na Capela Sistina, no âmbito da festa do Batismo do Senhor, na qual batizou 20 recém-nascidos, filhos de funcionários da Santa Sé.

Assim, o papa estendeu sua bênção “a todas as crianças que receberam ou receberão o batismo nestes dias, em Roma e em todo o mundo”, confiando-as “à materna proteção da Virgem Maria”.

O papa disse rezar particularmente pelas crianças nascidas em “circunstâncias difíceis”, tanto “no que diz respeito à saúde quanto aos perigos externos”, e rezou para que “a graça do Batismo, que as une ao mistério pascal de Cristo, atue eficazmente nelas e nos seus familiares”, mesmo em contextos marcados pelo sofrimento.