5 de jan de 2026 às 14:05
Cerca de 33,4 milhões de peregrinos viajaram a Roma para participar do Jubileu da Esperança, superando as projeções iniciais, disse hoje (5) a Santa Sé.
O pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, Rino Fisichella, disse que 33.475.369 peregrinos participaram do Jubileu — cerca de dois milhões a mais do que a estimativa inicial da Santa Sé, de 31,7 milhões.
Fisichella disse que o último grupo a passar pela porta santa hoje (5) é composto por funcionários do Dicastério para a Evangelização, os principais organizadores do Ano Santo, às 17h30, horário local.
O encerramento solene do Ano Santo acontece amanhã (6), às 9h30 (5h30 no horário de Brasília), quando o papa Leão XIV deve fechar a porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano, numa cerimônia que deve ter a presença do presidente da Itália, Sergio Mattarella, autoridades civis e um grande número de fiéis.
A porta santa deverá ser reaberta daqui a oito anos, em 2033, para o Jubileu da Redenção, marcando os dois mil anos da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
Em sua avaliação do Jubileu, Fisichella disse que o ano foi extraordinário em muitos aspectos e falou sobre seu arco histórico incomum: o Jubileu começou sob o papa Francisco e termina sob o papa Leão XIV — uma transição que, segundo ele, ressaltou a complexidade da tarefa de organizar o evento.
O funeral do papa Francisco em 26 de abril e a eleição de seu sucessor, Leão XIV, em 8 de maio, ocorreram paralelamente ao jubileu.
Peregrinos de 185 países
Segundo dados oficiais da Santa Sé divulgados hoje, peregrinos de 185 países participaram das festividades do Jubileu. Por região geográfica, a Europa teve 62,63% dos participantes, seguida pela América do Norte (16,54%), América do Sul (9,44%) e Ásia (7,69%). Os demais peregrinos vieram da Oceania (1,14%), América Central e Caribe (1,04%), África (0,95%) e Oriente Médio (0,46%).
Por país, a Itália teve 36,34% dos peregrinos, seguida pelos EUA (12,57%) e pela Espanha (6,23%). Outros países com participação significativa foram Brasil (4,67%), Polônia (3,69%), Alemanha (3,16%), Reino Unido (2,81%), China (2,79%), México (2,37%) e França (2,31%). A Santa Sé registrou participação expressiva da Argentina, do Canadá, de Portugal, da Colômbia, da Austrália, das Filipinas, da Eslováquia, da Indonésia e da Áustria.
Fisichella disse que, a partir de maio — por volta da época da eleição de Leão XIV — Roma registrou um aumento inesperado no número de peregrinos, o qual, segundo ele, foi administrado com muita atenção numa cidade que permaneceu sob os holofotes da mídia internacional por todo o ano.
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Como a contagem foi feita
Fisichella disse que as projeções iniciais foram baseadas num estudo da Faculdade de Sociologia da Universidade Roma Tre e tinham como objetivo servir de guia de planejamento inicial.
Ele disse que a contagem inicial foi feita na porta santa da basílica de São Pedro, no Vaticano, onde uma câmera registrava automaticamente o número de peregrinos que passavam por ali a cada dia.
Para as outras três basílicas papais — São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros — a Santa Sé aplicou percentagens com base no fluxo registrado na basílica de São Pedro, complementado pela contagem de voluntários usando contadores manuais. A presença nos principais eventos e audiências do Jubileu também foi monitorada e comparada com os registros efetuados através do site oficial do Jubileu.
Prefeito de Roma cita legado duradouro e gastos
O prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, disse que o Jubileu da Esperança deixou um legado duradouro para a cidade, tanto em infraestrutura quanto em governança institucional, falando sobre o que descreveu como um "método do Jubileu" de cooperação contínua entre as administrações públicas.
Gualtieri disse que o programa do Jubileu teve 332 intervenções, das quais 204 já foram concluídas ou parcialmente concluídas. Ele disse que as obras nas ruas de Roma estão cerca de 90% finalizadas, com os 10% restantes previstos para serem concluídos no ano que vem.
Ele disse que o financiamento governamental especificamente destinado a obras relacionadas ao Jubileu totalizou € 1,725 bilhão (cerca de R$ 10,9 bilhões). Segundo Gualtieri, 75% desses recursos foram usados em intervenções concluídas ou parcialmente concluídas, enquanto os gastos com intervenções essenciais e inadiáveis chegaram a 90%.





