A arquidiocese de Kaduna, Nigéria, pede orações pela "libertação urgente e segura" do padre Gabriel Ukeh, que foi sequestrado de uma reitoria paroquial no domingo (9).

 

O chanceler da arquidiocese, o padre Emmanuel Faweh Kazakh, divulgou ontem (10) à ACI África, agência de notícias do grupo EWTN na África, a que pertence ACI Digital, informações de que Ukeh foi retirado da reitoria da paróquia St. Thomas Zaman Dabo, na arquidiocese de Kaduna, na madrugada do domingo.

 

Kazakh pediu ao governo nigeriano para agir em relação aos sequestros desenfreados de padres no país.

 

"Enquanto pedimos orações fervorosas por sua libertação urgente e segura, condenamos igualmente este ato de sequestros incessantes por resgate de cidadãos inocentes e indefesos de nossas comunidades, e pedimos ao governo que convoque sua inteligência de segurança à medida que nos aproximamos da celebração de Sallah [que marca o fim do Ramadã]", disse o chanceler.

 

"Enquanto trabalhamos com os agentes de segurança para sua rápida libertação, queremos pedir a todos que fiquem longe de tomar as leis em suas mãos", continuou. "Usaremos todos os meios legítimos para garantir que o padre volte a nós são e salvo".

 

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"Por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes e Religiosos, que Jesus, o crucificado, ouça nossas orações e acelere a libertação incondicional de seu sacerdote e de todas as outras pessoas sequestradas", rezou Kazakh.

 

A Nigéria enfrenta uma onda de violência orquestrada por gangues cujos membros fazem ataques indiscriminados, sequestros por resgate e, em alguns casos, assassinatos.

 

Uma insurgência do Boko Haram, grupo terrorista cujo objetivo é transformar o país mais populoso da África em uma nação islâmica, tem sido um grande desafio no país desde 2009.

 

O sequestro do padre Ukeh se segue a uma série de outros sequestros de sacerdotes na Nigéria. O padre Oliver Buba, da diocese de Yola, foi sequestrado em 21 de maio e libertado em 30 de maio.

 

Em 15 de maio, a arquidiocese de Onitsha relatou o sequestro do padre Basil Gbuzuo, que foi libertado em 23 de maio.