O site de notícias católico americano The Pillar informou hoje (13) que os relatórios sobre as deliberações privadas dos participantes no Sínodo da Sinodalidade estão acessíveis através de um servidor não seguro.

Os registros, que The Pillar descobriu estarem abertamente disponíveis para qualquer pessoa que tenha o endereço correto da web, sem qualquer necessidade de senha, incluem listas dos grupos de trabalho do sínodo e os relatórios de “tabela” que eles apresentaram na conclusão da primeira rodada de discussões.

O site de notícias disse que não está publicando a formação dos grupos nem os relatórios “seguindo o pedido do papa Francisco de ‘uma certa contenção’ na cobertura da imprensa sobre o processo sinodal”.

Mas a revelação é um grande constrangimento para a Santa Sé e uma violação do “muro de segredo” que o sínodo tem procurado impor desde que a assembleia de um mês começou em 4 de outubro.

O acesso à informação sobre quem está em qual grupo de discussão do sínodo põe em xeque a decisão dos organizadores de não dar essa informação. Paolo Ruffini, presidente da comissão de informação do sínodo, havia dito que não conhecia a fomação dos grupos e não estava disposto a obtê-la e fornecê-la com a imprensa.

Desde que o sínodo começou o a discutir questões potencialmente controversas, os membros de cada mesa de discussão são divididos por língua e por temas. Assim, apenas alguns membros do sínodo discutem determinados tópicos. Isto levantou preocupações de que os relatórios da mesa possam não refletir as opiniões de toda a assembleia.

Os relatórios das mesas servirão de base para um documento resumido da assembleia de outubro.

A descrição dos relatórios que The Pillar publicou, põe em questão a afirmação dos líderes do sínodo de que a atual reunião não se concentraria no ensino da Igreja, mas em como a Igreja pode incluir melhor os seus membros. Segundo The Pillar, “embora alguns grupos de trabalho enfatizassem a fidelidade doutrinária, pelo menos um relatório expressou um apelo à Igreja para reconsiderar a doutrina sobre a moralidade sexual”.

Ruffini já havia dito numa entrevista coletiva que alguns membros do sínodo pediram “maior discernimento sobre o ensinamento da Igreja sobre o tema da sexualidade”.

O site The Pillar disse ter acessado ontem (12) o servidor não seguro, após ser alertado sobre isso por uma fonte não revelada, e “notificado imediatamente o dicastério para a Comunicação da Santa Sé”. Os representantes da Santa Sé não responderam ao pedido de comentários da CNA, agência em inglês do grupo EWTN, e não foi confirmado que o acesso ao servidor tenha sido restrito.

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