O papa Francisco fez uma visita apostólica ao Chipre e à Grécia de 2 a 6 de dezembro, países onde os católicos são cerca de 200 mil em um páis de 17 milhões de habitantes, mais de 90% dos quais são ortodoxos gregos.

Durante sua viagem, Francisco se encontrou com os líderes da Igreja Ortodoxa e, seguindo o exemplo de são João Paulo II, o papa Francisco pediu perdão pelos males causados ​​pelos católicos no passado e pediu unidade e reconciliação. Ele também encorajou a pequena comunidade católica a crescer na fé e trouxe conforto e esperança aos migrantes.

Aqui estão alguns momentos de sua viagem apostólica:

1. O papa Francisco recebeu um violino feito por migrantes presos

Na sexta-feira, 3 de dezembro, na manhã do segundo dia de sua viagem ao Chipre, o papa Francisco se encontrou com Anna Aristotelous, diretora da Divisão Penitenciária do Chipre, que expressou sua admiração por seu trabalho, sensibilidade e apoio aos pobres.

Aristotelous agradeceu ao papa por incluir dez prisioneiros entre os 50 migrantes que ele trouxe para a Itália para dar-lhes um novo começo. Os dez prisioneiros foram presos por morar no Chipre sem as permissões necessárias.

Além disso, deu de presente para o papa Francisco uma caixa branca enfeitada com um laço dourado que continha um violino feito pelos prisioneiros, informaram os meios locais.

2. Menino refugiado fez o papa sorrir ao cumprimentá-lo duas vezes

No domingo, 5 de dezembro, o papa Francisco visitou a ilha de Lesbos, na Grécia, pela segunda vez durante seu pontificado. Como em 2016, Francisco veio expressar sua proximidade e solidariedade aos milhares de refugiados que chegam com a esperança de entrar na Europa.

Entre o grupo de migrantes que recebeu o papa estava Mustafá, um menino refugiado que chamou a atenção do papa e o fez sorrir ao conseguir escapar da multidão e cumprimentá-lo duas vezes. O menino é um dos muitos que vivem no Centro de Recepção e Identificação de Mitilene.

Em ambos os encontros, o menino estendeu o braço para o papa Francisco e apertou sua mão. Na sua segunda saudação, o papa reconheceu e chamou Mustafá pelo nome, depois disse: “Duas vezes”, riu e brincou sobre o acontecimento com seu segurança pessoal.

 

3. Jovem sacerdote deu água benta ao papa Francisco

No dia 4 de dezembro, Francisco visitou a catedral católica de são Dionísio, na Grécia, e se encontrou com bispos locais, padres, religiosas e religiosos, seminaristas e catequistas, para exortar a evangelizar com confiança e acolhida, seguindo o exemplo de são Paulo.

Na recepção da catedral, um jovem padre se encarregou de trazer a água benta para ser entregue ao papa, que depois de tê-la em suas mãos o abençoou junto com os demais padres que o acompanhavam.

 

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Depois do encontro, de acordo com este vídeo, o jovem sacerdote disse emocionado em italiano, durante uma entrevista ao Vatican News, que receber o papa foi "o momento mais importante para a Igreja da Grécia", porque os fez sentir-se unidos à Igreja Universal. Além disso, afirmou que espera que a sua presença e as suas palavras ajudem os corações não só dos católicos e ortodoxos, mas de todos os habitantes do país.

4. O papa encontrou-se com um grupo de soldados argentinos no Chipre

Depois da Missa presidida pelo papa no Estádio GPS, em Nicósia, Chipre, Francisco se reuniu com um grupo de soldados argentinos da Força-Tarefa nº 58 (FTA 58) da Missão de Paz na República do Chipre (UNFICYP ) das Nações Unidas.

 

A UNFICYP foi criada em 27 de março de 1964 para evitar a retomada dos combates entre as comunidades cipriota grega e cipriota turca, que entraram em confronto por causa de uma disputa territorial.

O papa se encontrou com cinco padres, entre os quais estava o capelão das forças militares argentinas, padre Mario Cáceres, que disse que o papa “abençoou o meu rosário e deu um para a Sala Histórica do Regimento”. Além disso, afirmou que lhe pediu para enviar "seus cumprimentos aos homens da Força-Tarefa que trabalham para manter a paz no Chipre".

No último dia do papa Francisco no Chipre, segundo a Diocese Militar da Argentina, "as tropas do FTA 58 [...] acompanharam Francisco na Nunciatura antes de sua partida".

O papa agradeceu o trabalho dos militares, dizendo: "O que seria do Chipre sem a presença de sua missão?" Quando estava indo embora, o papa despediu-se dos familiares dos oficiais que não puderam entrar na Sede Diplomática, pela janela do seu carro.

5. As crianças e os jovens acolhem o papa com cantos, frases e danças

Durante a sua viagem ao Chipre e à Grécia, crianças e jovens foram os protagonistas, pois em ambos os países acolheram o papa Francisco com cantos e frases de boas-vindas.

No Chipre, um grupo de crianças maronitas se destacou, carregando bandeiras da Cidade do Vaticano e do Líbano, gritando em inglês em uníssono: "Papa Francisco, bem-vindo ao Chipre"; e pediram ao papa orações pelo seu país, dizendo: “Reze pelo Líbano”.

 

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Outro grupo que chamou a atenção foi um coral infantil da Grécia, que, vestido com uniforme e lenço azul no pescoço, deu as boas-vindas ao papa Francisco cantando e dançando para acompanhar as frases que cantavam. Francisco parou sorrindo para os escutar e lhes deu a bênção.

 

 

Antes de regressar a Roma, o papa Francisco encontrou-se com jovens gregos no Colégio São Dionísio das Irmãs Ursulinas de Maroussi, onde os exortou a serem corajosos para encontrar o sentido da vida.

Na acolhida, dois casais de jovens gregos vestidos com trajes típicos dançaram uma tradicional dança grega para alegrar o papa.

 

6. O Papa Francisco deixou dois escritos: um no Chipre e outro na Grécia

Durante seu encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático da Grécia, o papa Francisco deixou um escrito no Livro de Honra do Palácio Presidencial de Atenas.

 

Francisco escreveu em espanhol com um lápis azul: “Deus abençoe a Grécia, a memória da Europa”.

Além disso, durante sua visita a sua beatitude Crisóstomo II, arcebispo ortodoxo do Chipre, o papa escreveu sobre o Livro de Ouro.

 

7. O Papa mostrou sua ternura com as crianças que se aproximaram dele

Ao longo de sua viagem, especialmente no encontro com os migrantes, o papa se esforçou por retribuir afetuosamente sua saudação a todas as crianças que se aproximaram dele para saudá-lo.

Além de Mustafá, o menino migrante que escapou para cumprimentá-lo duas vezes na ilha de Lesbos, na Grécia, o papa saudou muitas crianças na Grécia e no Chipre.

A seguir, compartilhamos uma compilação de fotos desses encontros: