4 de fev de 2026 às 12:46
O comitê permanente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) disse ontem (3) que que o futuro da Groenlândia "deve ser decidido por seu próprio povo", diante do desejo do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar ou controlar a ilha, que hoje pertence à Dinamarca.
A COMECE também fala em sua mensagem sobre as consequências das mudanças climáticas e aos “persistentes desafios sociais” que a ilha enfrenta, ressaltando a importância de defender “o direito internacional, os princípios da Carta das Nações Unidas e a integridade territorial do reino da Dinamarca”.
Ela fala sobre as recentes declarações do papa Leão XIV num encontro com os diplomatas credenciados junto à Santa Sé em 9 de janeiro, na qual ele disse que “a diplomacia que promove o diálogo e busca o consenso entre todas as partes está sendo substituída por uma diplomacia baseada na força, seja por indivíduos ou por grupos de aliados”.
Para a COMECE, isso “exige um renovado compromisso com abordagens pacíficas e cooperativas para os desafios globais”. Diante desse cenário, ela insta a União Europeia a continuar atuando “como uma força unida, responsável, firme e confiável”.
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A comissão também insta a todos a permanecerem fiéis aos seus valores fundamentais e a se comprometerem "com a defesa de um sistema internacional baseado em regras e um multilateralismo eficaz".
Por fim, eles confiam a Groenlândia, a Dinamarca, a Europa e a comunidade internacional à intercessão de Nossa Senhora, Rainha da Paz, e de santo Ansgário, apóstolo do Norte.
“Que Deus conceda sabedoria aos líderes políticos e a todos aqueles que ocupam posições de responsabilidade, para que trabalhem incansavelmente pelo bem comum, pela justiça e pela paz”, conclui a mensagem.


