Jan 27, 2026 / 13:50 pm
Desde o último sábado (24), Josef Grünwidl é oficialmente o arcebispo de Viena, Áustria. Numa missa solene celebrada na catedral de Santo Estêvão, o arcebispo recebeu a consagração episcopal do cardeal Christoph Schönborn, que liderou a arquidiocese por três décadas, de 1995 até 2025.
Passaram-se pouco mais de três meses desde que o papa Leão XIV nomeou o arcebispo Grünwidl, de 62 anos de idade, para chefiar a arquidiocese mais populosa da Áustria. O arcebispo era presidente do conselho sacerdotal de Viena e vigário episcopal do vicariato sul da arquidiocese de Viena antes de ser nomeado administrador apostólico.
O arcebispo ocupou vários cargos na arquidiocese desde sua ordenação em 1988, como pároco e moderador paroquial. Ele foi secretário do cardeal Schönborn de 1995 a 1998, no início do mandato dele como arcebispo de Viena.
Cerca de 3 mil fiéis participaram da consagração e investidura episcopal do arcebispo, em um clima de júbilo e com grande acolhida, segundo a Conferência Episcopal de Viena.
Em seu sermão, o cardeal Schönborn o aconselhou a cultivar um coração atento “a Deus, à sua própria consciência e aos outros”. Pediu-lhe também que ouça as pessoas comuns e “os que honestamente lhe dizem coisas desagradáveis”.
Além do cardeal Christoph Schönborn, a consagração teve a presença do arcebispo de Salzburgo, Franz Lackner; e do bispo de Litoměřice, Stanislav Přibyl, que impuseram as mãos sobre ele antes de ungir a cabeça do arcebispo com crisma e entregar-lhe o báculo episcopal.
Depois de agradecer a presença de todos na cerimônia, monsenhor Grünwidl, que foi concertista de órgão, disse que seu serviço como arcebispo consiste em “fazer com que a melodia de Deus, a partitura do Evangelho, ressoe em sua própria vida e na vida de muitas outras pessoas, inspiradas e entusiasmadas por nosso maestro, o Espírito Santo”.
Ele disse que “cada pessoa é uma nota importante, e juntos fazemos a melodia de Deus ressoar, Sua canção de amor, Sua canção de protesto e Sua canção pascal de esperança”.
Para o arcebispo, sua recente consagração não o torna a pessoa “mais importante” da arquidiocese de Viena. Porque, como disse ele, “na Igreja não se trata de quem está no comando e no topo, mas de quem é grande no amor”.
No último domingo (25), monsenhor Grünwidl celebrou sua primeira missa como arcebispo no seminário de Viena, com a presença de cerca de 100 pessoas vítimas da pobreza, doença ou marginalização, e que receberam cuidados da Cáritas.
O arcebispo de Viena pediu que os marginalizados da sociedade sejam o centro das atenções e disse que "os necessitados ocupam um lugar de destaque na Bíblia, porque neles encontramos o próprio Deus".
Segundo a emissora pública austríaca ORF, Grünwidl era membro da controversa Iniciativa Pastoral, grupo católico dissidente fundado na Áustria em 2006 que defendia a "desobediência" em certos temas eclesiásticos. O grupo defende a ordenação de mulheres, o celibato sacerdotal opcional e a comunhão para católicos divorciados e recasados, assim como para membros de outras denominações cristãs.
A ORF diz que Grünwidl, que não está entre os membros atuais da Iniciativa Pastoral, "disse recentemente que o celibato é um modo de vida escolhido conscientemente por ele pessoalmente, mas não uma questão de fé e, portanto, não deveria ser um requisito obrigatório para os sacerdotes".
As melhores notícias católicas - direto na sua caixa de entrada
Inscreva-se para receber nosso boletim informativo gratuito ACI Digital.
Nossa missão é a verdade. Junte-se a nós!
Sua doação mensal ajudará nossa equipe a continuar relatando a verdade, com justiça, integridade e fidelidade a Jesus Cristo e sua Igreja.
Doar