18 de janeiro de 2026 Doar
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Entidade cristã quer punição ao dono do Manchester City por causa da guerra do Sudão

Pessoas com bandeiras do Sudão. Imagem referencial. | CSW

A organização de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido, lançou uma campanha que pede à Premier League, o campeonato de futebol inglês, que responsabilize o xeque Mansour bin Zayed bin Sultan Al Nahyan,  proprietário do Manchester City, pelo papel dos Emirados Árabes Unidos (EAU) no conflito em curso no Sudão.

Segundo um relatório entregue à ACI Africa, agência da EWTN na África, na última quarta-feira (14), a campanha, lançada no mesmo dia em frente ao Etihad Stadium, do Manchester City, busca responsabilização pelas alegações de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) apoiam as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), anteriormente conhecidas como milícia Janjaweed.

A campanha, segundo a CSW, é um apelo para assinar uma petição dirigida ao diretor-executivo, à diretoria e aos clubes membros da Premier League, "pedindo-lhes que levantem a questão do apoio dos EAU às RSF com xeque Mansour". A entidade cristã exige que o dono do Manchester City seja responsabilizado “pelo papel do seu país em prolongar e lucrar com um conflito que matou cerca de 150 mil pessoas, deslocou 13 milhões e deixou 30 milhões em necessidade urgente de assistência humanitária”.

“Embora tanto as Forças de Apoio Rápido (RSF) quanto as Forças Armadas Sudanesas (SAF), com quem estão em conflito, sejam apoiadas por diversos atores internacionais, há evidências críveis de que os Emirados Árabes Unidos continuam fornecendo apoio militar e financeiro às RSF”, disse a CSW.

Em comunicado à imprensa de 15 de dezembro do ano passado, anunciando a campanha, a CSW disse que “há evidências críveis de que os Emirados Árabes Unidos, dos quais o xeque Mansour é vice-presidente e vice-primeiro-ministro, continuam fornecendo amplo apoio militar e financeiro às RSF”.

A CSW, especializada na defesa da liberdade religiosa e que trabalha em nome de indivíduos perseguidos por suas crenças cristãs e outras convicções religiosas, disse que o xeque  Mansour é descrito como o aliado mais próximo do líder das RSF nos EAU.

Segundo o comunicado de 15 de dezembro, a CSW situou sua campanha dentro da catástrofe humanitária mais ampla que se desenrola no Sudão desde o início dos combates em 15 de abril de 2023, entre as Forças Armadas Suíças (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF). A CSW disse que o conflito mergulhou o país numa das crises humanitárias mais graves do mundo.

No relatório da última quarta-feira, autoridades citam uma reunião de janeiro de 2024 na qual o Painel de Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Sudão concluiu que as alegações de que os Emirados Árabes Unidos fornecem apoio às RSF por meio do aeroporto Am Djarass do Chade, onde os Emirados Árabes Unidos dizem estar fazendo uma operação humanitária, são “críveis”.

A CSW disse que “organizações de direitos humanos e meios de comunicação de destaque também relataram que combatentes da RSF usam uma variedade de armamentos sofisticados, fabricados ou reexportados pelos Emirados Árabes Unidos”.

A entidade cristã disse que “em julho de 2024, um documento vazado enviado ao Conselho de Segurança da ONU contendo fotos de passaportes emiratis supostamente encontrados no Sudão e ligados a soldados das Forças de Apoio Rápido (RSF) disse que os Emirados Árabes Unidos podem ter enviado pessoal para auxiliar nos combates”.

A CSW disse que o xeque Mansour “tem laços bem documentados com o líder das RSF, Mohamed Hamdan ‘Hemedti’ Dagalo”.

A entidade disse que o proprietário do Manchester City “foi descrito como o aliado mais próximo de Hemedti nos Emirados Árabes Unidos, e oficiais de inteligência dos EUA dizem ter interceptado ligações telefônicas regulares entre os dois”.

 

“O xeque Mansour é dono de uma das equipes mais premiadas da liga esportiva mais assistida do mundo”,  disse Mohaned Elnour, especialista em Sudão da CSW, no lançamento da campanha. “É por isso que estamos aqui hoje: para pedir que ele use sua influência para acabar com o apoio dos Emirados Árabes Unidos às Forças de Apoio Rápido”.

“Não se trata só dos clubes, jogadores ou torcedores, mas estamos pedindo a todos que usem suas vozes para fazer essas exigências ao xeque Mansour”, disse Elnour.

Por sua vez, o diretor-executivo da CSW, Scot Bower, disse: “Queremos fazer tanto barulho que a Premier League seja obrigada a agir e cumprir seus compromissos com os direitos humanos. Esperamos que isso, por sua vez, obrigue o xeque Mansour a agir e cortar o financiamento das Forças de Apoio Rápido (RSF)”.

“Queremos ver o Sudão caminhar rumo a um cessar-fogo, seguido por uma transição para a democracia e a justiça”, disse Bower. “São grandes ambições. Mas sabemos que a mudança é possível e sabemos que nossas vozes são poderosas, especialmente quando unidas”.

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