Jan 16, 2026 / 16:23 pm
Cerca de 200 seminaristas de todo o Brasil chegaram a Palmas (TO) na segunda-feira (12) para participar da 2ª Experiência Vocacional Missionária Nacional de Seminaristas. Com o tema Pés a Caminho, o encontro, que reúne formação, oração e vivência missionária, segue até sábado (24). Depois de três dias de atividades formativas na capital do Tocantins, eles, eles partiram ontem (15) em missão por dioceses do Tocantins, Pará e Mato Grosso.
“É uma missão em benefício especificamente da vocação do seminarista”, disse o arcebispo de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães, à ACI Digital. “Nós não esperamos que um jovem seminarista estudante de filosofia faça milagre numa missão, é para clarear a sua opção de vida e ajudar os outros também”.
Segundo o arcebispo, a experiência missionária nas realidades do Cerrado Tocantinense e da Amazônia Legal tem como objetivo ajudar os seminaristas a “descobrir e fortalecer a convicção de que as Sementes do Verbo geram encantamento, alegria e esperança no coração das pessoas, famílias e comunidades”.
Nos três primeiros dias, os seminaristas participaram, em Palmas, de formações sobre a realidade missionária da Igreja no Norte do país e sobre o contexto social e econômico da região. Segundo a arquidiocese, “a partir dos fundamentos bíblicos, foi apresentada a missão como um estilo de vida, inspirada na própria vida de Jesus, o Missionário do Pai”, com destaque para o “Espírito Santo como protagonista da missão”.
Os participantes discutiram “sobre os valores da escuta, proximidade e testemunho” e receberam orientações práticas “para a vivência da missão: como se aproximar das famílias, como dialogar com as comunidades, pastorais e lideranças locais”, informou a arquidiocese.
Os seminaristas foram enviados ontem (15) para sete dias de missão divididos entre as paróquias da arquidiocese de Palmas, comunidades da região do Jalapão (TO), e as dioceses de Porto Nacional (TO), Miracema (TO), Conceição do Araguaia (PA), Cristalândia (TO) e da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT). Cada um deles leva um manual missionário com orações, cânticos e propostas de atividades, que os ajudam nas visitas às famílias, formações pastorais, celebrações e participação nas missas.
“A experiência vocacional-missionária é um laboratório vocacional e missionário e faz parte do processo formativo dos seminaristas”, disse dom Pedro Brito Guimarães. “Eles descobrem que a formação é um processo dinâmico que exige continuidade e, ao mesmo tempo, transformação em suas vidas para que possam aprender a ser missionário seminarista missionário. É evidente que isso acontece pela graça do Espírito Santo”.
Os seminaristas são acolhidos por famílias locais. Para o arcebispo, essa convivência é importante para que os seminaristas aprendam “a conversar e conviver com as pessoas, as famílias: ser uma igreja nas casas como Jesus”. A experiência também reforça “a convicção de que o missionário não é somente quem vem de fora, mas também quem vive nas comunidades, pois todos participamos da missão de Jesus Cristo pelo batismo e somos chamados a assumi-la”.
Para o seminarista Wesley, da diocese de Floriano (PI), “a missão é, antes de tudo, levar a Boa-Nova com simplicidade, permitindo que a Palavra de Deus chegue às pessoas não apenas por palavras, mas pela presença, pelo testemunho e pelo serviço”.
“Anunciar o Evangelho exige despojamento: sair de si, abrir mão das próprias seguranças e aprender a caminhar com o outro. É nesse movimento de entrega que a missão transforma, evangeliza e nos faz crescer como discípulos missionários de Jesus”, acrescentou.
Na quinta-feira (22), os seminaristas voltarão a Palmas para um momento de avaliação, partilha e discernimento, antes de seguirem de volta às suas dioceses de origem.
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