Vinte mil peregrinos de vários lugares do mundo participaram hoje (7), Sexta-feira Santa, das 14 estações da via-sacra no Coliseu Romano. A oração foi conduzida pelo cardeal Angelo de Donatis, vigário-geral da diocese de Roma. O papa Francisco não esteve presente devido às baixas temperaturas registradas em Roma nos últimos dias.

Faltavam poucos minutos para a tradicional via-sacra começar e nos arredores do monumento eterno já havia milhares de peregrinos que esperavam pela primeira estação.

A ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, conversou com alguns peregrinos de diversos países, que foram a Roma para vivenciar uma Semana Santa diferente.

É o caso da família Herrera, de Guadalajara, México. Patrícia, mãe de família, se emocionou ao contar que a filha fez uma cirurgia delicada “e eu queria que ela viesse aqui, em Fátima e em Lourdes, para agradecer a Deus. Com Deus vamos seguir em frente", disse.

 

Ao seu lado estava o padre Salvador, de León, Guanajuato, México, da Sociedade Missionária dos Padres Brancos.

Falando à ACI Prensa, o padre mexicano falou da beleza de “sentir-se Igreja juntos, com pessoas de tantas partes do mundo, com um olhar internacional voltado para o mesmo Cristo universal”

“Isso é genial, me emociona. Gostaria que as pessoas de todo o mundo descobrissem em Cristo um símbolo de paz, aquela paz de que tanto precisamos neste momento. Precisamos de perdão, compreensão e respeito. Precisamos de Cristo", disse ele.

A poucos metros estava um grupo de jovens de Barcelona, Espanha, que foram a Roma com a UNIV, o encontro internacional promovido pela Opus Dei que reúne jovens universitários que buscam aprofundar a fé.

 

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Para estes jovens, viver a Semana Santa em Roma é “uma sensação diferente, acompanhar o papa é muito inspirador”.

“Como jovens temos que fazer o que o papa diz, temos que sair para as periferias e as zonas de 'conforto', viver com a alegria de ser cristão e ser você mesmo e abrir-se a novas pessoas e fazer apostolado, temos que 'fazer barulho'”, disseram à ACI Prensa.

As “vozes da paz em um mundo de guerra”

"Vozes de paz em um mundo de guerra" foi o tema escolhido pela Santa Sé para a via-sacra deste ano de 2023, a primeira vez que o papa Francisco não a conduziu em 10 anos de pontificado.

Pessoas de diferentes realidades e continentes fizeram as meditações, onde contaram suas experiências com as guerras em seus países.

O papa Francisco escolheu migrantes da África e do Oriente Médio, uma mãe da Colômbia que contou sua trágica experiência com a guerrilha de seu país e um padre da Península Balcânica que foi prisioneiro de guerra.

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Também foram ouvidas a reflexão de uma freira da África Austral e o testemunho comovente de duas pessoas da Rússia e da Ucrânia.

Na via-sacra do ano passado estava previsto que duas mulheres da Rússia e da Ucrânia carregassem a cruz juntas e rezassem pela paz.

Através de um comunicado publicado pelo secretário em Roma do arcebispo-mor, o primaz da Igreja greco-católica ucraniana disse que esta ideia era "incompreensível e insultante" e que "não leva em consideração o contexto da agressão militar da Rússia contra a Ucrânia".

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