O Instituto Dom Azcona de Direitos Humanos, depois da morte de sua fundadora e presidente irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, passou a se chamar Instituto Dom Azcona e Irmã Henriqueta de Direitos Humanos (IDAH). A informação foi divulgada na sexta-feira, 23 de janeiro, nas redes sociais.

Irmã Marie Henriqueta tinha 65 anos e morreu no dia 10 de janeiro em um acidente de carro quando ia de Campina Grande a João Pessoa (PB). Segundo o Instituto, depois da morte da religiosa, a vice-presidente do IDH, Mary Cohen, “assumiu automaticamente a presidência da entidade e convocou” uma “assembleia geral”, realizada no dia 16 de janeiro, na qual a advogada “foi confirmada como a nova presidente do instituto e o advogado Rodrigo Leite como vice-presidente”.

O IDAH destacou em seu comunicado que “neste momento”, o Instituto “está sendo reorganizado, a fim de assegurar a continuidade do legado de seus fundadores: Dom José Luiz Azcona e Marie Henriqueta Cavalcante, bem como o compromisso histórico com a defesa dos direitos humanos e o enfrentamento das múltiplas formas de violência contra a população vulnerável, em especial crianças, adolescentes e mulheres, principalmente no arquipélago do Marajó, cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é o mais baixo do Pará, Amazônia e do Brasil”.

Além da mudança da nova diretora-presidente e do vice-presidente da associação, o Instituto anunciou outras mudanças na nova gestão do IDAH: A diretora de Mobilização e Formação é Norma Miranda; a diretora de Relações Institucionais é Franssinete Florenzano; a diretora de Comunicação é Aline Brelaz; a diretora de Projetos é Elinete Marques; o Tesoureiro é Fabrício dos Anjos; a Secretária-geral  é Adriane Hager; o primeiro Conselheiro Fiscal é Lucas da Costa; a primeira suplente do Conselho Fiscal é Márcia Maria; o segundo Conselheiro Fiscal é Genylton Odilon e o segundo suplente do Conselho Fiscal é Manoelly Freitas.

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A nova presidente do IDAH, Mary Cohen disse que “essa equipe vai trabalhar conduzindo todo o legado de dom Azcona e Irmã Henriqueta, não apenas na área do Marajó”, mas, “notadamente lá, é onde tem o trabalho consolidado, mas também em outros municípios do Pará e até fora do país”.

Cohen ainda destacou que o foco principal do IDAH que é o combate à violência contra crianças, adolescentes e mulheres “se desdobra não só no combate à exploração sexual, como também contra o tráfico de pessoas, que é uma ferida muito grande”.

“Infelizmente, ainda temos rotas de tráfico pela região do Marajó e que deve ser denunciada e combatida”, disse a atual presidente do IDAH ressaltando que o instituto manterá as parcerias com instituições que atuam no combate ao trabalho infantil e todas as formas de exploração da infância.