22 de jan de 2026 às 09:28
O papa Leão XIV exortou os jornalistas católicos a redobrar seus esforços em prol da verdade, da conexão humana e das vozes dos vulneráveis, à medida que a inteligência artificial remodela o cenário das comunicações.
Em mensagem assinada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, em nome do papa, Leão XIV se dirigiu à Fédération des Médias Catholiques (Federação das Mídias Católicas) antes do encontro de São Francisco de Sales em Lourdes, França, que acontece de 21 a 23 de janeiro.
“Para enfrentar esta era marcada — inclusive no mundo das comunicações — pela ascensão da inteligência artificial, precisamos urgentemente voltar ao que mais importa: as questões do coração, a centralidade dos bons relacionamentos e a capacidade de se conectar com os outros sem excluir ninguém”, disse a mensagem do papa. Esse apelo, disse ele, é atendido pelo “serviço à verdade que a mídia católica pode oferecer a todos, inclusive àqueles que não creem”.
Leão XIV encorajou especificamente os profissionais de comunicação católicos a serem “semeadores de boas palavras” e a amplificar vozes “que buscam corajosamente a reconciliação”, ajudando a “desarmar corações cheios de ódio e fanatismo” num mundo que ele disse ser “fragmentado e polarizado”.
O papa pediu aos jornalistas para dar atenção àqueles que têm maior probabilidade de serem ignorados.
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A mensagem exorta aos meios de comunicação católicos para que ajam como antenas, captando e transmitindo “as experiências dos vulneráveis, dos marginalizados, dos que estão sozinhos — e dos que precisam descobrir a alegria de se sentirem amados”.
A mensagem de Leão XIV menciona o padre Jacques Hamel, sacerdote francês assassinado no altar enquanto celebrava a missa em Saint-Étienne-du-Rouvray, França, em 26 de julho de 2016. Ele foi morto por dois homens que juraram lealdade ao grupo terrorista Estado Islâmico; ambos foram mortos a tiros pela polícia.
Ao recordar que a federação criou um prêmio em homenagem a Hamel para jornalistas comprometidos com a paz e o diálogo inter-religioso, o papa disse que Hamel “foi uma testemunha da fé, até a morte”, e acreditava profundamente no diálogo e na “escuta paciente e mútua”. Ele estava convencido, disse a mensagem, de que é urgente “saber como estar perto dos outros, sem exceção”.




