O papa Leão XIV disse hoje (18), depois da oração do Ângelus, que hoje marca o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciativa que, disse ele, teve origem há dois séculos e foi "fortemente incentivada" pelo papa Leão XIII.

"Portanto, convido todas as comunidades católicas a reforçarem, nestes dias, a oração pela plena unidade visível de todos os cristãos”, disse Leão XIV. “Esse nosso empenho pela unidade deve ser acompanhado de forma coerente pelo esforço em prol da paz e da justiça no mundo".

Ele disse também que foi há 100 anos que as sugestões para o período tradicional de oito dias de oração pela unidade foram publicadas pela primeira vez.

O tema escolhido para a edição deste ano — Um só é o corpo, um só é o Espírito, como uma só é a esperança à qual Deus vos chamou (cf. Ef 4,4) — foi retirado da Carta de são Paulo aos Efésios. As orações e reflexões, como disse o papa, foram preparadas por um grupo ecumênico coordenado pelo Departamento de Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Armênia.

Leão XIV também pediu orações pelo povo do leste da República Democrática do Congo, que passa por uma grave crise humanitária. Especificamente, o papa falou sobre a persistente violência no leste da República Democrática do Congo, onde estão cerca de 100 e grupos armados, como o grupo rebelde M23.

Receba as principais de ACI Digital por WhatsApp e Telegram

Está cada vez mais difícil ver notícias católicas nas redes sociais. Inscreva-se hoje mesmo em nossos canais gratuitos:

O papa falou sobre "as grandes dificuldades" enfrentadas pela população do país africano, forçada a fugir de suas casas, especialmente em direção ao Burundi. No último mês, a escalada do conflito obrigou cerca de 100 mil pessoas a deixar a região em busca de refúgio.

"Rezemos para que, entre as partes em conflito, prevaleça sempre o diálogo pela reconciliação e pela paz", disse Leão XIV.

Ele disse rezar pelas vítimas das enchentes que atingiram vários países do sul da África nos últimos dias, dizendo ser solidário às comunidades afetadas.

Segundo a mídia internacional, a situação de emergência está concentrada principalmente em três países do cone sul da África. Moçambique tem o maior número de vítimas, com 103 mortes e cerca de 231 mil pessoas afetadas. A África do Sul confirmou 19 mortes, e o Zimbábue sofreu extensos danos à infraestrutura e às residências.