O dicastério para as Causas dos Santos da Santa Sé deu parecer positivo para o reconhecimento das virtudes heróicas, a reputação e os sinais de santidade do servo de Deus Antônio de Almeida Lustosa, SDB, ontem (20) em sua sessão ordinária.

 

Agora, o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do dicastério, vai submeter as conclusões da sessão ordinária ao papa.

Se confirmada pelo papa a decisão do dicastério, o Servo de Deus passa a ser venerável, o segundo passo rumo aos altares.

 

Um processo de canonização é iniciado quando alguém, que pode ser qualquer fiel batizado, morre com fama de santidade. Há quatro estágios nesse processo: servo de Deus, venerável, beato e santo.

 

Após a autorização do Vaticano, o bispo local escolhe um postulador, que irá fazer os primeiros levantamentos para se certificar que a pessoa realmente tem fama de santidade. A partir desse momento ela é chamada servo de Deus. Em seguida, examinam-se a sua vida e suas virtudes.

Tendo as virtudes aprovadas, o servo de Deus recebe o título de Venerável, ou seja, é digno de veneração.

O próximo passo é a beatificação, para o qual se exige a apresentação de um milagre alcançado pela intercessão do Venerável. Caso a pessoa tenha sofrido o martírio, ou seja, tenha sido morta por causa da fé, o milagre não é exigido. Com o reconhecimento do milagre ou do martírio, a pessoa é considerada beata, ou seja, é feliz junto a Deus. O beato pode ser venerado em altares de igrejas dos lugares onde nasceu, viveu ou morreu.

O próximo e último passo é o reconhecimento de mais um milagre alcançado pela intercessão do beato, para que o papa o reconheça como santo e o coloque como modelo de vida cristã para todos os fiéis. Nesse momento se dá a canonização, ou seja, o nome do santo é inscrito na lista oficial da Igreja e pode ser venerado em altares em qualquer parte do mundo.

O salesiano dom Antônio de Almeida Lustosa (1886-1974) foi arcebispo de Fortaleza (CE) entre 1941 e 1963. Antes disso, dom Lustosa também foi bispo de Uberaba de 1924 a 1928, bispo de Corumbá (MS) entre 1928 e 1931 e arcebispo de Belém (PA) de 1931 a 1941.

 

“Como não evocar aqui em Fortaleza a figura admirável de Dom Antônio de Almeida Lustosa que repousa nesta Catedral e que deixou nesta Diocese a imagem luminosa de um sábio e de um santo. Possa a recordação destes irmãos, e de tantos e tantos outros, que nos precederam com o sinal da fé, estimular-nos mais e mais no serviço do Senhor”, disse o papa são João Paulo II em discurso aos bispos do Brasil na catedral metropolitana de Fortaleza durante sua visita ao Brasil em 1980.

O processo de canonização de dom Antônio foi aberto pela arquidiocese de Fortaleza em 1993. Em 1° de janeiro de 1993, dom Orani João cardeal Tempesta, então arcebispo de Belém (PA), assinou o processo arquidiocesano e o remeteu para Roma.

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