O Cardeal Louis Raphael Sako, Patriarca Caldeu da Babilônia, pediu aos católicos do Iraque que rezem uma oração especial para que o Papa Francisco possa viajar ao país, como está previsto, de 5 a 8 de março.

O Purpurado propôs a seguinte oração para que seja rezada nas Missas a partir de domingo, 17 de janeiro, para que o Santo Padre possa viajar ao Oriente Médio:

“Senhor nosso Deus, conceda ao Papa Francisco a saúde e a segurança para que possa realizar com sucesso esta tão esperada visita.

Abençoe seu esforço para promover o diálogo e a reconciliação fraterna, construir a confiança, consolidar os valores da paz e da dignidade humana, especialmente para nós, iraquianos, testemunhas de acontecimentos dolorosos que afetaram nossas vidas.

Senhor, nosso criador, ilumina nossos corações com a tua luz, para que vejamos e reconheçamos onde está o bem e a paz, e comecemos a realizá-los.

Maria, nossa Mãe, confiamos aos teus cuidados maternos a visita do Papa Francisco, para que o Senhor nos conceda a graça de viver em plena comunhão nacional, cooperando fraternalmente para construir um futuro melhor para o nosso país e os nossos cidadãos.

Amém"

A Igreja Católica Caldeia é uma das 23 igrejas católicas orientais em plena comunhão com o Papa. É uma das principais comunidades presentes no Iraque.

Em uma entrevista transmitida pela televisão italiana no domingo, 10 de janeiro, o Santo Padre se referiu muito brevemente à sua anunciada viagem ao Oriente Médio em março e disse que "agora não sei se acontecerá a próxima viagem ao Iraque".

No entanto, os organizadores continuam os preparativos e o Patriarcado da Babilônia dos Caldeus já apresentou o lema e a logo da viagem apostólica.

O lema, "Todos sois irmãos", extraído de uma passagem do Evangelho de São Mateus, é uma declaração de intenções: o Papa vem propor uma ideia de fraternidade de tal modo que a viagem ao Iraque seria uma continuação da realizada em 2019 aos Emirados Árabes Unidos.

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Já a logo representa o mapa do Iraque com seus emblemas históricos: os rios Tigre e Eufrates e a palmeira. Uma pomba da paz voa com um ramo de oliveira sobre as bandeiras entrelaçadas do Iraque e do Vaticano.

Se a viagem se concretizar, o Papa Francisco será o primeiro papa a visitar o Iraque, que ainda se recupera da devastação deixada pelos terroristas do Estado Islâmico (ISIS).

A agência vaticana Fides recorda que “é preciso levar em consideração que o início da crise pandêmica da Covid-19 já obrigou ao adiamento de outras visitas apostólicas que o Papa pretendia realizar no ano passado, como a de Malta e Gozo, inicialmente prevista para 31 de maio de 2020”.

Em 2019, o Arcebispo de Erbil, Dom Bashar Warde, disse à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre que o Cristianismo no Iraque estava "dolorosamente perto da extinção", já que em "2003 havia cerca de 1,5 milhão, apenas 6 % da população”, um número que diminuiu acentuadamente após a onda destrutiva do ISIS.

“Hoje somos cerca de 25 mil, talvez menos. Os que ficamos devemos estar prontos para o martírio”, assegurou o Prelado.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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