3 de fevereiro de 2026 Doar
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Ativista pró-vida diz esperar que neste ano eleitoral o Congresso represente os 68% de brasileiros contra o aborto

Marcha pela vida, em Brasília (DF) | Instagram/Brasil Sem Aborto

“Esperamos em breve que o Senado e o Congresso, neste ano específico que é um ano de decisão, um ano eleitoral, que eles nos representem”, disse a fundadora e presidente-executiva da Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família - Rede Colaborativa Brasil, Zezé Luz, sobre pesquisa que mostra 68% dos brasileiros contra o aborto. “Porque do contrário, eu não sei sinceramente, se vai valer a pena a gente ter o trabalho de eleger pessoas que vão matar a nossa espécie”.

A pesquisa feita pela empresa de pesquisa PoderData e divulgada no domingo (1º) foi feita entre 24 a 26 de janeiro com 2,5 mil pessoas com idades de 16 a 60 anos entrevistadas por telefone, em 111 municípios dos 26 Estados do Brasil mais o Distrito Federal. Sua margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo e o intervalo de confiança é de 95%.

Segundo Zezé Luz, “essa crescente de dois pontos percentuais a mais” é um “sinal que as pessoas estão tendo de alguma forma” uma “conscientização do valor da vida”.

“Eu acredito que essa pesquisa veio nesse resultado para confirmar que os brasileiros são veementemente contrários a essa prática do aborto por saber o que é essa violência contra um ser humano indefeso, inocente e os agravos que sobrecai sobre a vida da mulher que o pratica e de toda a família”.

Querem ‘que a população brasileira aceite’ a prática do aborto ‘como algo corriqueiro’

Segundo a ativista pró-vida, mesmo alguns movimentos e políticos pró-aborto “tomando conhecimento” que “a maioria esmagadora da população brasileira é contrária a essa prática, eles vão tentar utilizar de todo e qualquer” modo para legalizar o aborto no país, porque o Brasil é influenciado “por instituições a nível internacional que querem corresponder a essa agenda perversa do controle populacional”.

“Quando nós percebemos que os recursos públicos, as políticas públicas de hoje são baseadas naquilo que vem dessas infiltrações, dessas fundações para estabelecer a prática do aborto no Brasil, a gente entende que não está protegendo na verdade”, disse Luz. “A gente está realmente colocando a vida das mulheres em risco, e os bebês que tem ali estão com sua sentença de morte decretada porque eles estão utilizando tudo quanto é meio legítimo ou não para instalar essa cultura de morte no nosso país”.

Zezé Luz pontuou que, o fato é que o Brasil está “diante da Arguição do Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que está tramitando desde 2016” que “especificamente, nós tivemos aí no judiciário dois votos favoráveis à prática da descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação”.

“Então, se percebe que é só uma ponta do iceberg”, enfatizou a ativista. “Eles querem tentar fazer com que a população brasileira aceite a prática do aborto como algo corriqueiro, como algo notificado por eles, como um direito digno da mulher de matar o seu filho, no sentido de relativizar o valor da vida, deixando o ônus e tudo aquilo que as mulheres vão sofrer”.

A presidente-executiva disse que sobre a ADPF 442, a Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família “tem trabalhado para que as pessoas possam ter realmente consciência” sobre o tema e assim, “também buscar cobrar os seus respectivos legisladores, aqueles que foram eleitos pelo povo e que representam o povo, para que eles tomem uma atitude”.

‘1.200 bebês já foram mortos’ no Brasil em 2025

“Enquanto isso, nós estamos sofrendo aí”, disse Zezé Luz destacando que “mais de 1.200 bebês já foram mortos no nosso país no último ano, bebês viáveis, com mais de 22 semanas de gestação” por causa da suspensão dos efeitos da resolução 2.378/2024, do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia os médicos de realizarem o procedimento da assistolia fetal para abortar bebês em casos previstos pela lei ou pela Justiça até o nono mês de gestação.

A assistolia fetal é a aplicação de uma injeção de cloreto de potássio no coração do bebê dentro do ventre materno, causando a morte por parada cardíaca.

A suspensão da norma do CFM ocorreu em 17 de maio de 2024, por meio de uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.  Essa decisão segue até o fim do julgamento da ADPF 1141, impetrada em 10 abril do mesmo ano pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que pediu ao Supremo a declaração de inconstitucionalidade da resolução.

Segundo Zezé Luz, “se percebe também o quanto que os profissionais” de saúde “estão sendo assediados, forçados a fazer aquilo que eles juraram no dia da sua formatura com o Juramento de Hipócrates, que era salvaguardar e defender a vida”.

“A gente tá contando que, em breve, o Senado Federal faça-se cumprir o seu papel e chegue para o STF e diga que esse tema é para o legislativo, pois, se até hoje por mais de três décadas de luta, de enfrentamento essa cultura de morte no Congresso Nacional, o aborto não foi aprovado é porque o brasileiro não quer o sangue inocente derramado”, disse a presidente-executiva da Rede Colaborativa Brasil enfatizando que "um meio de combater" essas táticas abortistas no Brasil é o “posicionamento firme do Senado Federal" contra a suspensão da norma do CFM para que, “de uma vez por todas”, ela seja engavetada”.

“Que Deus nos dê a graça de não desistir, mas de lutar sempre”, disse Zezé destacando que “não é simplesmente convencer as mulheres” a não abortarem, “mas conscientizar mulheres, mães, legisladores que nós queremos um Brasil livre de qualquer prática, de qualquer violência contra as mulheres”.

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