30 de janeiro de 2026 Doar
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Crianças são as vítimas da legalização da união homossexual, diz campanha

Homem com criança. Imagem referencial. | KonstantinChristian/Shutterstock

Grupos de ativismo e uma organização pró-família lançaram campanha para mostrar como a legalização de uniões homossexuais ameaça os direitos das crianças.

Lançada na última quarta-feira (28), a campanha Greater Than (Maior que) é um projeto da Them Before Us (Eles antes de nós), organização sem fins lucrativos “dedicada a defender o direito natural de toda criança à presença de sua mãe e seu pai perante a lei, a cultura e as políticas públicas”.

O grupo diz que as uniões homossexuais ameaçam o direito das crianças de terem mãe e pai —fundamental para o desenvolvimento, diz a campanha.

A campanha não argumenta que pessoas gays sejam maus pais; a organização diz em seu site que “uma mulher que se identifica como lésbica pode ser uma mãe amorosa, mas não pode ser um pai” e que “um homem gay pode ser um pai amoroso, mas não pode ser uma mãe”.

“As crianças precisam, merecem e têm direito a ambos”, diz o site.

Segundo um comunicado de imprensa, a campanha "concentra-se nas verdadeiras vítimas — crianças privadas da mãe ou do pai — em vez de adultos que confundem desejos não satisfeitos com danos".

A iniciativa Greater Than visa proteger os direitos das crianças e revogar a decisão da Suprema Corte dos EUA que, em 2015, no caso Obergefell v. Hodges, estabeleceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“Desde a redefinição do casamento há uma década, temos visto as consequências: a parentalidade tratada como substituível e as crianças privadas do amor e da orientação únicos que só uma mãe e um pai podem dar”, disse Katy Faust, fundadora e presidente da Them Before Us.

Faust, mãe de quatro filhos, passou mais de uma década lutando por justiça para as crianças.

“Dez anos de Obergefell nos mostraram, de modo claro e inequívoco, que as crianças merecem mais e que são maiores do que os desejos dos adultos — e é hora de mudarmos isso”, disse Faust.

Esse objetivo “é o motivo pelo qual essa coalizão de pais, líderes religiosos, influenciadores, organizações sem fins lucrativos e formuladores de políticas se uniram para desfazer o dano causado por Obergefell, pressionar a Suprema Corte [dos EUA] a revogá-la e proteger os direitos das crianças em todo o país”, disse ela.

A organização Greater Than cita casos de abusos na fertilização in vitro, que o grupo associa à falta de legislação que proteja as crianças devido à decisão do caso Obergefell. Por exemplo, no Estado da Califórnia, nos EUA, no ano passado, um casal foi preso sob suspeita de abuso e negligência depois de supostamente ter gerado 21 crianças por meio de fertilização in vitro.

Em outro caso, um criminoso sexual obteve um filho por meio de fertilização in vitro. Um homem de 74 anos de idade da Califórnia também adquiriu dois filhos por meio de fertilização in vitro e os manteve em gaiolas.

A coalizão por trás da campanha tem várias organizações nacionais e indivíduos com ligações católicas, como Live Action, CatholicVote, Abby Johnson, o Instituto Ruth e o Instituto Word on Fire.

Jennifer Roback Morse, fundadora e presidente do Instituto Ruth, que promove a ética sexual católica, disse à EWTN News que "as necessidades das crianças impõem limites legítimos ao comportamento dos adultos".

“Toda criança tem o direito de ter um relacionamento com seus pais, exceto em caso de tragédia inevitável”, disse Morse. “Toda criança, sem exceção, tem o direito de conhecer sua identidade genética e herança cultural”.

“Unir mães e pais aos seus filhos e entre si protege os interesses das crianças”, disse ela. “Esse é o propósito público essencial do casamento. A maior parte da conversa sobre casamento diz respeito a aspectos privados e não-essenciais da união”.

A Igreja chama todas as pessoas à castidade, que a Igreja define como “a integração conseguida da sexualidade na pessoa” (Catecismo da Igreja Católica, 2337). A Igreja ensina que os atos homossexuais “são contrários à lei natural”.

A Igreja enfatiza que as pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo “devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza” e que “todo sinal de discriminação injusta em relação a elas deve ser evitado” (CIC, 2358).

Centrar a conversa nas crianças

A American Family Association, uma "aliada fundamental" do grupo, disse que a medida visa priorizar as necessidades das crianças.

“Por muito tempo, os desejos dos adultos têm guiado o debate político em torno da agenda homossexual e transgênero”, disse Walker Wildmon, vice-presidente da American Family Association, em um comunicado à imprensa divulgado à EWTN News.

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“É hora de voltarmos nossa atenção para as necessidades das crianças”, disse Wildmon. “Todas as crianças são criadas à imagem de Deus e têm direito a um pai e uma mãe. Esse projeto é oportuno e necessário para restabelecer essa verdade fundamental na sociedade e no governo”.

A Focus on the Family, outra organização que apoia a campanha, disse que "acolhe integralmente a convicção da Greater Than de que o verdadeiro progresso significa colocar as necessidades das crianças à frente dos desejos dos adultos".

“Quando as necessidades das crianças são negligenciadas, não são só as crianças que sofrem”, disse Jim Daly, presidente da Focus on the Family. “As famílias são prejudicadas e a própria sociedade é desestabilizada. Vemos as trágicas evidências disso ao nosso redor”.

A autora e palestrante evangélica protestante Lisa Bevere relacionou a campanha ao amor.

“Se nossas vidas são, em última análise, medidas por como amamos e protegemos os outros, então devemos responder a essa pergunta: Criamos comunidades onde as crianças eram amadas, valorizadas e protegidas — ou permitimos que a covardia e a confusão cultural deixassem uma geração em risco?”, disse Bevere.

 

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