25 de janeiro de 2026 Doar
Um serviço da EWTN News

A conversão de São Paulo ensina que 'cada verdadeiro encontro com o Senhor é um momento transformador', diz Leão XIV

O papa Leão XIV celebrou hoje (25) as segundas vésperas da solenidade da conversão de São Paulo | Daniel Ibáñez/EWTN News.

O papa Leão XIV disse que a conversão de são Paulo mostra que “cada verdadeiro encontro com o Senhor é um momento transformador”, porque dá aos cristãos “uma nova visão e uma nova orientação no cumprimento da tarefa de edificar o Corpo de Cristo”.

Essas palavras do papa foram ditas hoje (25), durante a missa das segundas vésperas da solenidade da conversão de São Paulo, celebrada na basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma.

A celebração de hoje também encerrou a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que, como todos os anos, reuniu em Roma líderes de outras denominações cristãs, entre eles o metropolita polykarpos do patriarcado ecumênico de Constantinopla, o arcebispo Khajag Barsamian da igreja apostólica Armênia, e o bispo Anthony Ball, da comunhão Anglicana.

A cerimônia incluiu um momento de oração do papa e de outros líderes cristãos diante do túmulo onde estão os restos mortais de são Paulo, também chamado de apóstolo dos gentios.

Depois da leitura de alguns trechos das cartas de são Paulo, o papa Leão XIV disse em sua homilia que, antes da conversão, Saulo (nome original do apóstolo), era um perseguidor dos cristãos.

“No entanto, ele não se sente prisioneiro desse passado, mas sim “o prisioneiro no Senhor”. Na verdade, pela graça de Deus, conheceu o Senhor Jesus Ressuscitado, que se revelou a Pedro, depois aos Apóstolos e a centenas de outros seguidores do Caminho e, por fim, também a ele, um perseguidor. O seu encontro com o Ressuscitado determina a conversão que hoje comemoramos”, ressaltou.

Leão XIV disse que "o alcance dessa conversão reflete-se na mudança do seu nome, de Saulo para Paulo", uma vez que, "por graça de Deus, aquele que outrora perseguia Jesus foi completamente transformado e tornou-se sua testemunha. Aquele que combatia ferozmente contra o nome de Cristo, agora prega o seu amor com zelo ardente, como expressa vivamente o hino que cantámos no início desta celebração”.

O papa destacou que "ao estarmos reunidos junto dos restos mortais" de são Paulo, "nos recorda que a sua missão é também a missão dos cristãos de hoje: anunciar Cristo e convidar todos a depositarem a sua confiança n’Ele". Porque "cada verdadeiro encontro com o Senhor é um momento transformador, que dá uma nova visão e uma nova orientação no cumprimento da tarefa de edificar o Corpo de Cristo".

Sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o papa disse que trata-se de uma iniciativa na qual "convida-nos anualmente a renovar o nosso comum compromisso nesta grande missão, conscientes que as divisões entre nós, não impedindo certamente a luz de Cristo de brilhar, todavia tornam mais opaco o rosto que a deve refletir no mundo".

Leão XIV ainda citou o encontro ecumênico de novembro de 2025 na cidade turca de Iznik, onde comemoraram os 1700 anos do Concílio de Nicéia. Ele destacou que “recitar juntos o Credo niceno no próprio local onde fora redigido constituiu um testemunho precioso e inesquecível da nossa unidade em Cristo”.

Depois de agradecer a todos os que colaboraram com a realização desta semana, o papa destacou que o material que será usado na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano foi preparado pelas Igrejas da Arménia.

"Com profunda gratidão, pensamos no corajoso testemunho cristão do povo arménio ao longo da história: uma história em que o martírio foi uma marca constante", disse o papa recordando que a Arménia foi "a primeira nação cristã, com o batismo do rei Tiridate em 301 por São Gregório, o Iluminador".

“Demos graças pela forma como, por meio de intrépidos anunciadores da Palavra que salva, os povos da Europa Oriental e Ocidental acolheram a fé em Jesus Cristo; e rezemos para que as sementes do Evangelho continuem a produzir neste Continente frutos de unidade, justiça e santidade, também em benefício da paz entre os povos e as nações do mundo inteiro”, expressou o papa Leão XIV.

A iniciativa de celebrar uma Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos surgiu em 1908 por intermédio do “padre Paul Wattson, fundador de uma comunidade religiosa anglicana que se converteu posteriormente à Igreja Católica”, relatou o papa Bento XVI em sua audiência geral do dia 18 de janeiro de 2012.

O papa alemão disse na época que “a iniciativa recebeu a bênção do papa são Pio X e foi promovida pelo papa Bento XV, que incentivou a sua celebração em toda a Igreja Católica com a breve Romanorum Pontificum, de 25 de fevereiro de 1916”.

As melhores notícias católicas - direto na sua caixa de entrada

Inscreva-se para receber nosso boletim informativo gratuito ACI Digital.

Suscribirme al boletín

Nossa missão é a verdade. Junte-se a nós!

Sua doação mensal ajudará nossa equipe a continuar relatando a verdade, com justiça, integridade e fidelidade a Jesus Cristo e sua Igreja.

Doar