21 de janeiro de 2026 Doar
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Surgem relatos de mortes e prisão de cristãos nos protestos no Irã

Iranianos se reúnem bloqueando rua em protesto em Teerã, Irã, em 9 de janeiro de 2026. | MAHSA/Middle East Images/AFP via Getty Images

Os protestos em curso no Irã são os maiores em anos, tanto em duração quanto em abrangência geográfica. Desde que começaram em 28 de dezembro do ano passado, as manifestações prosseguem ininterruptamente, espalhando-se pelo norte, sul, leste e oeste do país. Um grande número de iranianos de diversas origens sociais e religiosas participa dos protestos, inclusive cristãos.

Relatórios de direitos humanos e da Igreja indicam que alguns participantes cristãos foram mortos, feridos ou presos por forças de segurança iranianas. A grande maioria dos cristãos na Terra Santa é ortodoxa oriental ou católica.

Segundo a ARTICLE 18, organização sem fins lucrativos sediada em Londres dedicada à proteção e promoção da liberdade religiosa no Irã, sete cristãos iranianos de origem armênia foram mortos nos últimos dias pelas forças de segurança. A mídia armênia confirmou até o momento só uma vítima: Ejmin Masihi, morto em Teerã.

Um cristão disse que a polícia abriu fogo contra dois de seus sobrinhos na cidade de Shiraz. Ambos foram levados para um hospital.

Cristãos têm desempenhado um papel humanitário notável nos protestos. Hormoz Shariat, presidente da organização Iran Alive Ministries (Ministérios Irã Vivo), disse à ACI MENA, agência em árabe da EWTN, que vários cristãos têm fornecido comida e água aos manifestantes.

Shariat disse que um casal cristão preparou cerca de 50 sanduíches, carregando-os em mochilas junto com garrafas de água para distribuir nas ruas. Ele disse que outros cristãos têm tratado manifestantes feridos em suas casas, longe dos olhos das autoridades, citando o caso de um manifestante que se converteu ao cristianismo depois de saber que a enfermeira que estancou seu sangramento é cristã.

A preocupação com a segurança dos cristãos está aumentando em meio à tensa situação de segurança, especialmente porque as igrejas no Irã, tanto as congregações oficiais quanto as igrejas domésticas clandestinas, mantêm laços espirituais fora do país.

Observadores alertam que qualquer discussão sobre interferência política estrangeira, ou mesmo alegações nesse sentido, pode tornar os cristãos um alvo fácil para acusações ou um "bode expiatório" dentro da repressão de segurança mais ampla.

A organização Barnabas Aid disse que pelo menos dez cristãos foram presos em três locais diferentes na província de Fars, no oeste do Irã, antes de 4 de janeiro. Citando um pastor de uma igreja não registrada, a organização disse: “Forças de segurança invadiram as casas de vários fiéis, acusando-nos de fornecer combustível ideológico para os protestos de rua. Nossos membros permanecem confinados em suas casas, mas as invasões continuam implacavelmente”.

A ansiedade aumentou consideravelmente na última semana depois de o governo iraniano ter bloqueado completamente o acesso à internet, o que tornou cada vez mais difícil verificar os acontecimentos no terreno.

O “apagão” de internet aumentou ainda mais os temores de prisões arbitrárias ou execuções extrajudiciais sob o pretexto do caos, especialmente contra os cristãos, que são considerados um dos grupos mais vulneráveis ​​neste período delicado.

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