Jan 16, 2026 / 13:48 pm
A primeira exposição de obras do arquiteto e escultor barroco mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), nos museus do Vaticano marca a celebração dos duzentos anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.
As relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé foram estabelecidas desde 23 de janeiro de 1826, quando o então papa Leão XII recebeu as cartas credenciais do monsenhor Francisco Corrêa Vidigal, que foi enviado à Roma pelo imperador do Brasil, dom Pedro I, para fazer gestões em favor do reconhecimento da independência, proclamada em 7 de setembro de 1822.
“Será a primeira vez na história em que obras feitas pelo Aleijadinho, serão expostas fora do Brasil”, disse o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Everton Vieira Vargas, a Vatican News, serviço de informações da Santa Sé. Segundo ele, a mostra ocorrerá, “possivelmente, em abril, maio”.
“Será uma exposição na Europa, e aberta, obviamente, a visitantes do mundo inteiro, porque será no Museu do Vaticano, o segundo museu mais visitado do mundo, que as pessoas terão uma oportunidade de ver esta maravilha, essas maravilhas que foram feitas pelo Aleijadinho, o grande mestre do barroco brasileiro”, disse Vargas.
O embaixador ressaltou o fato de que o Brasil nasceu sob o símbolo da cruz.
“Eu não conheço nenhum outro país que, entre aspas, foi batizado como o Brasil, disse Vargas. “Os portugueses chegaram e, poucos dias depois, se realizou a primeira missa, que gerou aquele quadro célebre que nós temos no Brasil, sobre a primeira missa”.
“Eu me lembro da primeira vez que eu vi a imagem da primeira missa, um quadro do Vitor Meirelles, eu aprendi isso na escola. Eu era criança. Então, acho que comigo, várias outras pessoas, vários milhões de brasileiros, tiveram essa mesma imagem transmitida a eles. E eu acho que nós, a partir dessa imagem que nós temos, é uma multiplicação da presença da Igreja”, disse.
O embaixador também contou que no dia 20 de janeiro, haverá um seminário acadêmico “Brasil e Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas”, na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, relatando a “história de como a Igreja reconheceu o Império Brasileiro, e a independência do Brasil”.
Segundo as redes sociais da Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, o evento será transmitido ao vivo pelo canal de UniGre no YouTube e contará com intervenções do embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Everton Vargas; do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler; do reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana, padre Mark Lewis; do reitor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, padre Anderson Antonio Pedroso; dos professores Roberto Regoli (UniGre) e Jair Santos (École Française de Rome) e do arquivista do Vaticano, Luca Carbone.
No dia 23 de janeiro, às 16h (12h no horário de Brasília), segundo Vargas, haverá uma missa solene pelos 200 anos de relações entre a Santa Sé e o Brasil, na basílica de Santa Maria Maior, celebrada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, e concelebrada por bispos e cardeais brasileiros.
“Nós teremos, nesta missa, a participação da Camerata Antiqua de Curitiba, que vai cantar peças do padre José Maurício Nunes Garcia”, compositor carioca que viveu de 1767 a 1830.
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