10 de janeiro de 2026 Doar
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Sobrevivente de incêndio na Suíça diz que amigo sobreviveu agarrando crucifixo

Área ao redor do bar "Le Constellation", na Suíça, onde pelo menos 40 jovens morreram em 1º de janeiro. | M6/CNN

Pelo menos 40 jovens morreram nas primeiras horas de 1º de janeiro num incêndio em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça.

O incêndio foi causado por um sinalizador, segundo as hipóteses iniciais.

A maioria dos jovens que morreram no incêndio do bar Le Constellation era da Suíça e da França, e depois da identificação dos corpos, confirmou-se que havia 20 menores de idade entre eles.

Testemunho de fé em meio à desolação

Laetitia Place, uma das sobreviventes do acidente, disse à mídia em Crans Montana: "Só quero agradecer ao Senhor por me salvar e também pedir a Ele que salve meus amigos desaparecidos, porque é horrível, porque sinto muita falta deles".

A jovem falou sobre uma experiência que teve com um amigo dentro do bar, que a marcou profundamente. Ela disse que seu amigo, preso pelas chamas, sentou-se no chão e agarrou-se ao seu crucifixo enquanto o fogo se alastrava ao seu redor sem quase o tocar.

“Tenho um amigo que não podia sair” de onde estava, disse ela. “Então ele simplesmente se sentou, segurou um crucifixo na mão e o fogo se desviou”.

Segundo a jovem, "o fogo não o atingiu", embora "estivesse ao seu redor, mas não sobre ele". Felizmente, o jovem sobreviveu: conseguiu sair e quebrar uma janela para escapar e ajudar outras pessoas que tentavam deixar o prédio.

Depois, Place disse ao veículo de comunicação suíço SWI que, ao tentar sair do bar, ela também agarrou o crucifixo que usava no pescoço e gritou: "Não quero morrer!"

"E um cara, não sei quem, me agarrou e me levou para fora muito rapidamente", disse ela.

 

“Ser luz diante do eclipse” que escurece a Suíça

Numa missa celebrada em 4 de janeiro em memória das vítimas na capela de São Cristóvão em Crans-Montana, o bispo de Sion, Suíça, Jean-Marie Lovey, exortou os fiéis a serem uma luz diante do “eclipse que escurece o céu” da Suíça.

“É insuportável que tantas famílias, tantas pessoas, permaneçam na escuridão do sofrimento ou da morte, nas sombras da falta de sentido”, disse o bispo. “A questão de uma luz que atraia e ilumine torna-se fundamental”.

Lovey, a quem o papa Leão XIV enviou um telegrama de condolências em 2 de janeiro, disse aos fiéis que a luz que verdadeiramente ilumina é a que vem de Deus.

A diocese de Sion pôs à disposição um serviço de apoio e escuta 24 horas por dia, através do Serviço Diocesano da Juventude, para todos que precisarem. Hoje (9), foi declarado dia de luto nacional. Às 14h, os sinos das igrejas em toda a Suíça tocaram por cinco minutos em sinal de reflexão e solidariedade nacional.

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