10 de janeiro de 2026 Doar
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Trump tem uma política imperialista de achar que pode tudo, diz bispo referencial dos brasileiros no exterior

O bispo de Cachoeiro de Itapemirim (ES), dom Luiz Fernando Lisboa. | Crédito: Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Donald Trump, tem uma “política má, de domínio, uma política imperialista, de acharem que eles podem tudo”, disse o bispo de Cachoeiro de Itapemirim (ES), dom Luiz Fernando Lisboa, à Agência ECCLESIA, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Ele criticou o ataque militar dos EUA à Venezuela e disse que a ação foi um “absurdo” e uma grave ameaça à soberania dos povos.

 “Quando as pessoas acham que são donas do mundo, que podem tudo, acontece isso. Trump tem a mentalidade de que a América do Sul é quintal dos Estados Unidos. Ele quer ressuscitar uma teoria antiga, mas nós rejeitamos absolutamente isso”, disse ele.

Dom Luiz, que é bispo referencial da Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE), ligada à Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está em missão em Lisboa, Portugal. Segundo ele, a intervenção norte-americana ocorrida no sábado (3), que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, foi recebida com “muita tristeza” e “muito espanto”.

O regime de Maduro “pode não ser o mais adequado, os líderes podem falhar o quanto for, mas nada justifica uma invasão”, disse dom Luiz. “Cada povo é soberano e deve autodeterminar-se, não o outro país invadir e querer comandar o outro”.

“Alguns dizem que o Trump é louco. Eu não concordo. Ele é mau, é malévolo”, disse dom Luiz. “Já falou da Groenlândia, já falou do canal do Panamá. Ele está cumprindo aquilo que todo mundo achava que era uma grande asneira”.

“Então preocupa-nos. Porque tanto o Brasil, como Colômbia, como Chile, são lugares ricos em recursos. Ele começou na Venezuela. Não é impossível que ele queira expandir essa maluquice para outros lugares”, disse.

Ele pediu que se respeite a soberania do país, e disse esperar que líderes mundiais se posicionem e que haja “algum encontro” para que se tirem “alguns consensos”.

“Vários países já se manifestaram contra essa ocupação da Venezuela. É uma pena que a ONU esteja tão desgastada e sem poder nenhum, porque ela seria uma instância de apaziguar e de dar orientações, mas, infelizmente, está do jeito que está”, lamentou.

 “O presidente Trump tem que ser questionado e tem que haver alguém que o pare”, concluiu.

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