Jan 5, 2026 / 15:02 pm
Mais de 50 mil devotos participaram da 40ª Romaria Vocacional do servo de Deus monsenhor João Benvegnú, em São Domingos do Sul (RS) entre os dias 31 de dezembro a 4 de janeiro, com o tríduo, procissão luminosa e missas em honra aos 40 anos de morte do servo de Deus.
A Romaria Vocacional do servo de Deus monsenhor João Benvegnú acontece anualmente no primeiro domingo do mês de janeiro, segundo o site dedicado à memória dele. A romaria começou na celebração de um ano da morte de Benvegnú, quando o então pároco da paróquia são Domingos, em São Domingos do Sul, padre Fernando Luiz Gazola e seus fiéis preparam uma missa junto ao túmulo do servo de Deus, enterrado na paróquia.
“Além de estimular o processo de beatificação, a Romaria é a oportunidade de olhar para a história do sacerdote, que faleceu em 1986, e observar o seu testemunho de vida de evangelização, motivação para as vocações sacerdotais e, também, de olhar para o próximo com um olhar bondoso”, diz a arquidiocese de Passo Fundo.
O arcebispo de Passo Fundo, dom Rodolfo Luís Weber, disse ontem (4), durante a missa da saúde e pelas vocações da 40ª Romaria Vocacional que o exemplo do monsenhor João Benvegnú “é grande” porque ele “se ajoelhou diante de Cristo e ofereceu” o seu “maior tesouro”: “sua vida e sua vocação”, abraçando “a causa de Cristo”.
“Então, que a exemplo dele, que todos os santos e santas fizeram, nós também queremos e ofertamos nossos tesouros ao Senhor”, disse dom Rodolfo Luís. “Vivamos à certeza de que, enquanto peregrinamos neste mundo, o tesouro que está dentro de nós é o próprio Cristo” que vai “nos conduzindo e guiando em toda à jornada”.
Em sua homilia, dom Weber também destacou que “caminhamos” nesta vida “para um dia olhar Deus face a face” no céu.
“Ali Deus preparou algo que não podemos imaginar, isso nos move neste mundo. E devemos também nos mover, não de qualquer forma, mas sabendo aonde vamos chegar”, disse o arcebispo perguntando aos devotos: “De que modo vamos viver neste mundo? Porque Jesus veio habitar entre nós? Porque monsenhor João empenhou toda a sua vida nesta causa?”
“Para salvar” o que estava perdido, disse dom Rodolfo Luís. “E se a gente quer ser cristão” neste mundo é “para sermos cooperadores do mistério da salvação, cooperar nesta obra” de salvação de Jesus.
“E hoje a liturgia nos oferece esse belo exemplo desses magos que vem do Oriente à procura de Cristo. Procuravam uma resposta pra fundamentar à sua vida e à sua esperança”, queriam “conhecer o Salvador”, disse o arcebispo ressaltando que os magos ao encontrarem o Cristo “se ajoelham e oferecem presentes porque ali tem alguém mais importante do que aquilo que rodeia o ambiente”, ali “está o Salvador”.
Servo de Deus monsenhor João Benvegnú
Monsenhor João Benvegnú nasceu em 12 de agosto de 1907, às margens do rio Taquari, no município de Muçum (RS). Em 1921, aos 14 anos, ingressou no seminário dos padres passionistas, em Pinto Bandeira, no município de Bento Gonçalves (RS). Foi ordenado padre em 16 de setembro de 1934, “o dia mais belo” de sua vida, como dizia.
No início do seu sacerdócio, serviu simultaneamente no Convento Nossa Senhora do Carmo e no centro da Boa Imprensa. Em novembro de 1934, foi vigário paroquial em Osório. Em 20 de outubro de 1935, foi pároco da paróquia são Domingos, em São Domingos do Sul.
Ainda quando era pároco em são Domingos, recebeu em 29 de junho de 1956, o título de Cônego Honorário do Cabido de Porto Alegre, concedido pelo então arcebispo de Porto Alegre, cardeal Alfredo Vicente Scherer. Em 15 de agosto de 1959, a sua paróquia são Domingos passou a pertencer a então diocese de Passo Fundo e o primeiro bispo desta diocese, dom Cláudio Coling concedeu o mesmo título dado pelo cardeal Scherer. Em 16 de setembro de 1984, o papa são João Paulo II concedeu ao padre João Benvegnú o título de monsenhor.
Ele morreu aos 79 anos, com fama de santidade, em 3 de janeiro de 1986. Em 2009 foi aberto seu processo de beatificação e canonização. Em 31 de agosto de 2011, a Santa Sé concedeu o “nihil obstat” (nada obsta) para o processo de beatificação do monsenhor João, reconhecendo-o como servo de Deus. A fase arquidiocesana da causa de beatificação do servo de Deus monsenhor João Benvegnú foi encerrada em 31 de julho de 2025 e seu processo foi encaminhado para a Santa Sé.
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